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Tatuí - São Paulo



Tatuí faz parte do estado de São Paulo. Distante 131km da capital, está a uma latitude de 23º21′20" sul e a uma longitude de 47º51′25" oeste, estando a uma altitude de 645 metros. A população avaliada em 2010 era de 110 572 habitantes. Possui uma área de 525,44km². É conhecido como "capital da música", graças ao Conservatório Dramático e Musical Doutor Carlos de Campos, a maior escola de música da América Latina e mais tradicional do Brasil, mantido pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

A palavra "Tatuí" é de origem tupi e significa "Rio do tatu", através da junção dos termos tatu ("tatu") e ′y ("água, rio") Para chegar na sua forma atual, o vocábulo nasceu "Tatuhuvú", passou para "Tatuhú", "Tatuhibi", "Tatuhy" e, finalmente, "Tatuí".

É possível que no local houvesse uma importante concentração de índios tupiniquins, na confluência das bacias do Rio Sorocaba e Tatuhuvú (hoje Bairro do Barreiro). Nessa localidade, têm sido encontrados urnas funerárias pré-colombianas de índios tupiniquins.

História da cidade de TATUI SãO PAULO

Foram os Bandeirantes os primeiros que estiveram na região, afugentando os indígenas os quais viviam em suas tabas no ângulo formado pelos rios Sorocaba e Tatuuvu, hoje Bairro da Barreira.

Em 1680, Paschoal Moreira Cabral e seu irmão, o Alcaide Jacynto Moreira Cabral, acompanharam Frei Pedro de Souza nas explorações do Morro Araçoiaba, em busca de metais.

Os irmãos Cabral, Manoel Fernandes de Abreu e Martins Garcia Lumbria, autorizados por Carta Régia de 05 de fevereiro de 1682, levantaram a Fábrica de Ferro do Ipanema, em Araçoiaba da Serra, criando também a povoação de Nossa Senhora Del Papolo, que obteve o título de Paróquia.

Com a construção da Fábrica, algumas pessoas foram residir na região, determinadas a se entregarem à agricultura. Passados sete anos, uma Ordem Régia proibiu toda espécie de agricultura nessas terras, bem como todo o gênero de negócio e de corte de madeira, por serem destinadas exclusivamente para alimentar as fornalhas.

As pessoas que não eram ali empregadas deixaram aquele local, em suas andanças, agregaram-se aos primeiros povoadores de Tatuhú, onde construíram uma capela com o nome de São João do Benfica, que alcançou o título de Paróquia em 1818.

O patrimônio da atual cidade de Tatuí foi desmembrado da sesmaria concedida aos Frades do Convento de Itu. Como os Frades não utilizavam as terras, arrendaram-nas aos sertanejos: Antônio Xavier de Freitas e Gerônimo Antônio Fiusa.

As desavenças entre os moradores de São João do Benfica e os referidos arrendatários- pois estes últimos queriam a transferência do povoado dos Frades não autorizaram a construção de casas, para não formar arraial, dando autorização apenas para a edificação da capela.

Os arrendatários requereram ao Governo Imperial a desapropriação de um quarto de légua em quadra, para edificarem suas casas e se desobrigarem do arrendamento.

Enquanto a petição era enviada ao Governo, os Frades venderam ao Brigadeiro Manoel Rodrigues Jordão a sesmaria.

Pouco depois, a desapropriação foi determinada e o Brigadeiro cedeu aos arrendatários a parte requerida.

Em 11 de julho de 1888 teve lugar a inauguração da Estrada de Ferro Sorocabana e, em 1909, a do serviço de iluminação elétrica, mediante gerador e vapor, e em 1911 foram realizadas as obras necessárias para aproveitamento do rio Sorocaba, construindo-se uma Usina.

GENTíLICO:TATUIANO

FORMAçãO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Tatuí, por alvará de 05 de março de 1822, no Município de Itapetininga.

Elevado à categoria de Município com a denominação de Tatuí, por lei provincial nº 12, de 13 de fevereiro de 1844, desmembrado de Itapetininga. Constituído do Distrito Sede.

Sua instalação verificou-se no dia 17 de agosto de 1844.

Cidade por lei provincial nº 13, de 20 de julho de 1861.

Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, o Município de Tatuí se compunha de 2 Distritos: Tatuí (Tatuhy), e Bela Vista.

Lei Estadual nº 2444, de 26 de dezembro de 1927, desmembra do Município de Tatuí

o Distrito de Porangaba (ex-Bela Vista). Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Tatuí compõe-se dos seguintes Distritos: Tatuí, Cesário Lange e Quadra.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o Município de Tatuí compreende o único termo judiciário da comarca de Tatuí e figura com os seguintes Distritos: Tatuí, Cesário Lange, Guareí e Quadra.

Decreto-lei Estadual nº 2695, de 05 de novembro de 1936, desmembra do Município de Tatuí o Distrito de Guareí.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1937 e no anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Tatuí compreende o único termo judiciário da comarca de Tatuí e figura com 3 Distritos: Tatuí, Cesário Lange e Quadra.

No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, o Município de Tatuí é composto dos Distritos de Tatuí, Cesário Lange e Quadra, e é termo da comarca de Tatuí formada de 1 único termo, Tatuí, formado dos Municípios de Bofete, Guareí, Pereiras, Porangaba e Tatuí.

Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Tatuí ficou composto dos Distrito de Tatuí, Cesário Lange e Quadra, e constitui o único termo judiciário da comarca de Tatuí, a qual é formada pelos Municípios de Tatuí, Guareí e Porangaba.

Aparece nos quadros territoriais fixados pelas Leis ns.233, de 24-XII-1948 e 2456, de 30-XII-1953 para vigorar, respectivamente, nos períodos 1949-1953 e 1954-1958, composto dos mesmos Distritos: Tatuí, Cesário Lange e Quadra, comarca de Tatuí.

Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Tatuí o Distrito de Cesário Lange. Em divisão territorial datada de 01-VII-1960 o Município de Tatuí é formado dos Distritos de Tatuí e Quadra, comarca de Tatuí. Lei Estadual nº 8550, de 30 de dezembro de 1993, desmembra do Município de Tatuí

o Distrito de Quadra. Em divisão territorial datada de 01-VI-1995, o Município de Tatuí é constituído do

Distrito Sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1997.

Fonte: IBGE

Código do Município

3554003

Gentílico

tatuiano

Prefeito

MARIA JOSE PINTO VIEIRA DE CAMARGO

População
População estimada [2018]120.533 pessoas  
População no último censo [2010]107.326 pessoas  
Densidade demográfica [2010]205,03 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]31.898 pessoas  
População ocupada [2016]27,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]30,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]15.122 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]5.070 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]911 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]354 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]47 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]18 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]31.158,75 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]70,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,752  
Total de receitas realizadas [2017]335.220,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]294.014,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,48 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]33 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]523,749 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]94,6 %  
Arborização de vias públicas [2010]73,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]22,8 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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