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Redenção da Serra - São Paulo



Redenção da Serra faz parte do estado de São Paulo, na microrregião de Paraibuna/Paraitinga.

A história de Redenção da Serra, tem início no começo do século XIX. Com o esgotamento do ouro nas Minas Gerais, a economia brasileira se deslocou para o Vale do Paraíba movida pelo fenômeno do ciclo do café. A monocultura do café trouxe a expansão cafeeira na região, ocupando vales e montanhas, possibilitando o surgimento de cidades e vilarejos, dinamizando e enriquecendo importantes centros urbanos na época como, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Lorena e Bananal.

Visando ampliar a extensão das lavouras cafeeiras em territórios ainda desconhecidos, o governador da província de São Paulo nomeou o sertanista e grande desbravador capitão-mor, Francisco Ferraz de Araújo, juntamente com sua esposa, moradores da então Vila Real de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba, filho do ilustre paulista Miguel Godoy Moreira, um importante e rico proprietário de terras, que ocupou cargos de confiança no governo da Capitania de São Paulo.

História da cidade de REDENçãO DA SERRASãO PAULO

No começo do século XIX, o Governador da Província de São Paulo, ordenou ao Capitão-Mor Francisco Ferraz de Araújo e sua mulher Francisco Galvão da Fontoura, que penetrassem no sertão , hoje denominado Samambaia, até encontrar o rio Paraitinga.

Cumprindo a determinação, o casal de sertanistas, acompanhado de grande número de escravos, terminaram por estabelecer-se às margens do rio procurado.

Um dos escravos morreu na abertura do caminho, ficando sepultado em local próximo à casa de Francisco Ferraz de Araújo.

Para assinalar a sepultura do escravo desbravador, foi erguida uma grande cruz. Todos que solicitavam terras a Ferraz de Araújo, recebiam a imposição de construir suas casas em local próximo à cruz existente.

Logo após, foi erguida uma capela e os moradores iniciaram plantação de linho, que era colocado a secar em pequeno paiol. Nasceu assim, espontaneamente, o nome do lugarejo: Paiol + linho = Paiolinho.

Não há precisão quanto à data - dia e mês - de sua fundação, entretanto ele ocorreu em 1850, com a criação da paróquia, que recebeu a denominação de Santa Cruz do Paiolinho.

O núcleo teve sua história ligada à libertação dos escravos. Essa idéia há muito estava em marcha e em todas as cidades, era a preocupação de conservadores e liberais. Em Paiolinho chegaram também os ecos da campanha abolicionista, aderindo ao movimento cívico.

Em 10 de fevereiro de 1888, em documento assinado, Maria Augusta D′Almeida, Gabriel Ortiz Monteiro, Joaquim Camargo Ortiz, Antônio da Palma, Monsenhor José Alves Coelho Quimaraes, José Lopes Leite de Abreu, Joaquim Antônio dos Santos Santos e Lourenço Ottoni de Gouveia Castro, declararam seus escravos livres que continuaram a trabalhar mediante salário convencional. No mesmo documento e motivados pelo movimento que ali nascia, resolveram trocar a designação do Município para Redenção. Em 1944, passou a denominar-se Redenção da Serra.

Com a construção da represa sobre os rios Paraibuna e Paraitinga pela CESP Companhia Energética de São Paulo, a velha cidade foi inundada, tendo sido erguida uma nova, às margens da represa, cujo Decreto de implantação é o de n. 190, de 25 de agosto de 1979.

GENTíLICO: RENDENCENSE

FORMAçãO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Redenção, por Lei Provincial nº 3 de 24 de março de 1860, no Município de Taubaté.

Elevado à categoria de município com a denominação de Redenção pela Lei provincial nº 33, de 08 de maio de 1877, desmembrado de Taubaté. Com sede no povoado de Paiolinho, constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 01 de dezembro de 1877.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Redenção se compõe do Distrito Sede.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Redenção permanece com o Distrito Sede.

Decreto no 6448, de 21 de maio de 1934, reconduz o Município à categoria de Distrito, incorporando ao Município de Jambeiro.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Redenção da Serra, por Decreto no 7353, de 05 de julho de 1935. Constituído do Distrito Sede. Sua reinstalação verificou-se no dia 01 de janeiro de 1939.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, bem como no quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Redenção é composto do Distrito Sede -e pertence ao termo judiciário de Taubaté, da comarca de Taubaté.

Pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, o município e o Distrito de Redenção da Serra passaram a denominar-se Redenção da Serra. No quadro fixado pelo referido Decreto-lei , para vigorar em 1945-1948, o Município de Redenção da Serra ficou composto do Distrito Sede e pertence a comarca de Taubaté.

Assim permanece nos quadros fixados pelas Leis Estaduais nos 233, de 24-XII-1948 para vigorar em

1949-1953 e 2456, de 30-XII-1953, para vigorar em 1954-1958. Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

ALTERAçãO TOPONíMICAS MUNICIPAIS

Redenção para Redenção da Serra, por força do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944.

Fonte: IBGE

Código do Município

3542305

Gentílico

rendencense

Prefeito

RICARDO EVANGELISTA LOBATO

População
População estimada [2018]3.863 pessoas  
População no último censo [2010]3.873 pessoas  
Densidade demográfica [2010]12,52 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.917 pessoas  
População ocupada [2016]48,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]40,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]536 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]174 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]38 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]17 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]2 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]13.717,38 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]93,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,657  
Total de receitas realizadas [2017]17.916,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]15.780,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]1 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]309,441 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]42,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]100 %  
Urbanização de vias públicas [2010]64,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Redenção da Serra: Imagens da cidade e Região

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