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Nazaré Paulista - São Paulo



Nazaré Paulista faz parte do estado de São Paulo.

Fundada em 1676, Nazaré Paulista serviu de passagem para os bandeirantes, viveu um período de riqueza com a agricultura cafeeira e hoje está voltada para o turismo ecológico e a agropecuária. A zona rural do município produz flores, escargot, rãs, cogumelos, mel, queijos, pinga e farinha. No artesanato destacam-se os bordados, o crochê e a pintura em tecido. O pequeno município de Nazaré Paulista apresenta relevo montanhoso, atingindo 1.030 m de altitude, com nascentes, cachoeiras e águas represadas em seus vales.

Comenta-se a existência de pequeno vilarejo em data anterior a de sua fundação no ano de 1676. É ignorado exatos dia e mês, a origem da fundação da município se deve ao erguer de uma capela em louvor a Nossa Senhora de Nazareth, pelo bandeirante Mathias Lopes, fundador do município nazareano. Conta a história que, à distância aproximada de 5km. da atual Nazaré residia o irmão de Mathias, ambos eram católicos, e cada qual possui uma capela em seus domínios, devotada à Nossa Senhora de Nazareth. Havia porém, apenas uma única imagem conservada sob os domínios de Mathias.

História da cidade de NAZARé PAULISTA SãO PAULO

Originou-se junto à primitiva capela de Nossa Senhora de Nazaré, no Município de Atibaia, construída em 1676, por Matias Lopes, fundador do povoado.

A categoria Município foi conseguida em 10 de junho de 1850, através de Lei promulgada por Vicente Pires da Mota, Presidente da Província de São Paulo, com terras da então freguesia de Nazaré e da freguesia de Santo Antônio da Cachoeira, hoje Piracaia, desmembrada da Vila de Atibaia.

Em 1866, seu território foi acrescido de terras desmembradas de Conceição de Guarulhos, hoje Guarulhos. Posteriormente foram processadas trocas de terras com os Municípios de Atibaia, Piracaia, Santa Isabel e Juqueri.

Em 30 de novembro de 1944, mudou sua denominação para Nazaré Paulista.

O Distrito de Ajuritiba, que passou a denominar-se Bom Jesus dos Perdões, alcançou autonomia político-administrativa em 18 de fevereiro de 1959, sendo desmembrado de Nazaré Paulista.

GENTíLICO: NAZAREANO

FORMAçãO ADMINISTRATIVA

O Distrito de Nazath foi criado em 1676, no Município de Atibaia.

Elevado à categoria de município com a denominação de Nazath, por Lei Provincial no 15, de 10 de junho de 1850, desmembrado de Atibaia. Constituído de 2 Distritos: Nazath e Piracaia. Sua instalação verificou-se no dia 21 de outubro de 1850.

Lei no 12, de 24 de março de 1859, desmembra do Município de Nazath o Distrito de Piracaia.

Cidade por Lei Estadual no 1038, de 19 de dezembro de 1906.

Na divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Nazath compõe-se do Distrito Sede.

Lei nº 1543, de 30 de dezembro de 1916, cria o Distrito de Perdões e incorpora ao Município de Nazath.

No correspondente ao ano de 1933, o Município de Nazath figura com 2 Distritos: Nazath e Perdões, e assim permanece nas divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, e no quadro fixado pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para vigorar no quinquênio 1939-1943.

De acordo com o Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro da divisão territorial administrativo-judiciária do Estado de São Paulo, em vigência no período 1945-1948, o município continua composto por 2 Distritos, mas com as seguintes alterações toponímicas: o Município e o Distrito sede passaram a denominar-se Nazaré Paulista, e o Distrito de Perdões - Ajuritiba.

Antigos Município e Distrito de Nazath, e que pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, passaram a denominar-se Nazaré Paulista.

No quadro fixado, pelo referido Decreto-lei, para vigorar em 1945-1948, o Município de Nazaré Paulista ficou composto dos Distritos de Nazare Paulista e Ajuritiba, e pertence ao termo e comarca de Atibaia.

Aparece no quadro fixado pela Lei nº 233, de 24-XII-1948 para 1949-1953, composto de 2 Distritos: Nazaré Paulista e Bom Jesus dos Perdões (Ex-Ajuritiba), comarca de Atibaia. Assim permanece o quadro fixado pela Lei nº 2456, de 30-XII-53, para vigorar, respectivamente no período 1954-1958. Lei Estadual nº 5285, de 18 de fevereiro de 1959, desmembra do Município de Nazaré Paulista o Distrito de Bom Jesus dos Perdões. Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

ALTERAçõES TOPONíMICAS MUNICIPAIS

Nazath para Nazaré Paulista, teve sua denominação alterada por força do Decreto-lei Estadual no 14334, de 30 de novembro de 1944.

Fonte: IBGE

Código do Município

3532405

Gentílico

nazareano

Prefeito

CANDIDO MURILO PINHEIRO RAMOS

População
População estimada [2018]18.346 pessoas  
População no último censo [2010]16.414 pessoas  
Densidade demográfica [2010]50,31 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]3.189 pessoas  
População ocupada [2016]17,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,9 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]2.110 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]684 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]124 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]70 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]16 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]17.291,09 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]77,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,678  
Total de receitas realizadas [2017]57.141,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]52.965,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]7,78 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,8 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]326,254 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]62,6 %  
Arborização de vias públicas [2010]60,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]30 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Comentários (1)

  1. José Roberto Bragança Saracchini de Oliveira's avatarJosé Roberto Bragança Saracchini de Oliveira

    Em relação a fundação de Nazaré Paulista, falta um dado importante sobre os fundadores. Fundar quer dizer construir, edificar, no caso da fundação de uma cidade, seria construir uma Capela ou Igreja. O fundador ou Fundadores de uma cidade é aquela pessoa que construiu uma capela, num povoado já existente, e no caso de Nazaré foram duas pessoas, o Frei Matias Lopes e o Capitão Zuzarte Lopes de Medeiros, estão estas duas pessoas são os fundadores de Nazaré Paulista . Vide Livro do Tombo N.1 de Nazaré à página n, 2 (Esta Igreja é de invocasam de Nosa Senhora de Nazareth , foi feita na era de 1676 e mandou fazer, Mathias Lopes, e seu Zuzarte Lopes, ( Esté é o Capitão Zuzarte Lopes de Medeiros) e não foi desmembrada de parte alguma, não se acha petiçam nem alvara de concedimento della. Obs; texto copiado da maneira como foi escrito.

    Devemos considerar ainda mais um fato importante para a história de Nazaré Paulista, o Capitão João Telles Fogaça, português de origem da família Telles de Menezes, casou-se com Maria Lopes do Prado, filha do Capitão Zuzarte Lopes de Medeiros, co-fundador de Nazaré Paulista, sendo que o Capitão João Telles Fogaça, doou o patrimônio de meia légua de terras para a capela de Nossa Senhora do Pilar e de Nossa Senhora da Penha de França, para serem construídas em Nazaré Paulista. (Livro n.1/Tombo de Nazaré Paulista/p.18 a 24).

    Era obrigatória na época para se construir uma capela, haver um patrimônio, pois sem esta condição, o Bispo de SP não dava a provisão autorizando a construir a Capela, e se ela fosse construída sem esta provisão, ela permanecia em estado de espera até que alguém fizesse uma doação, que poderia ser : terras, casas, escravos, etc, na época era mais comum terras, pois era mais barata do que um escravo.

    Em relação a capela de Nossa Senhora de Nazaré , não há descrição de seu patrimônio, como acontece nos dois exemplos acima, e também na Catedral Nossa Senhora da Conceição de Bragança Paulista, cujo patrimônio foi uma gleba de terras em quadra, a Igreja Matriz de São João Baptista de Atibaia foi um escravo, a Igreja Matriz de Nossa senhora do Carmo de Jarinu foi um casa, a Igreja do Rosário de Atibaia foram duas casas, A igreja do Rosário de Bragança Paulista, foi uma casa e uma chácara. A Matriz de Santo Antonio de Piracaia foi uma gleba de terras, etc. e assim por diante .

    Vou citar um exemplo tipico do que aconteceu com a Igreja do Rosário de Piracaia, mesmo ela estando bem acabada, ela não poderia ser benta porque não estava patrimoniada ( Nova Igreja do Rosário e foi permitido pelo Bispo em visita, que se benzesse o corpo, corredores e Sacristia para se enterrarem corpos. Não apparecendo a Igreja Patrimoniada, e determinamos, que ella, não fose benta, mesmo bem acabada sem que primeiro a Irmandade lhe de Patrimonio que qq que posa render 25$000 reis por anno. -11/06/1855. Obs; copiado como estava escrito. ) Portanto não há relato sobre patrimônio da Igreja de Nazaré Paulista.

    Agora em relação a fundação em si , sobre a data da fundação, como o que foi explicado acima, Em 25/10/1686 Nazaré Paulista já era Freguesia de Nossa Senhora de Nazaré, ou seja Freguesia Eclesiástica, autorizada pelo Bispo da época, devido a construção da Capela de Nossa Senhora de Nazaré. Diz-se que a freguesia eclesiástica foi criada em 1684 pela capa do livro de Batismo de Nazaré e se tornou Paróquia em 1688, fatos estes que ainda precisam serem confrontados. Ainda temos que encontrar a criação da Freguesia de Nazaré, ou seja freguesia governamental, que seria criada pelo governo da época.

    #1 – 12/04/2017 - 15:39

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