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Lorena - São Paulo



Lorena faz parte do estado de São Paulo, na Mesorregião do Vale do Paraíba. Encontra-se a uma latitude 22º43′51" sul e a uma longitude 45º07′29" oeste, estando a uma altitude de 524 metros. Sua população estimada é de aproximadamente 100.000 habitantes porém, segundo o IBGE, conta-se 82.770 residentes. Sua área que era de 470km² passou a ser de 414km² após a emancipação política de Canas, seu último distrito. A densidade demográfica é de 211,4 hab/km².

A cidade teve sua origem num povoado construído no final do século XVII. Conhecida como Vila de Guaypacaré em 1705. Do ponto de vista administrativo, a freguesia foi criada em 1718 e o município em 1788. Lorena foi elevada a cidade em 1856. Conhecida pelas cidade das "palmeiras imperiais", recebeu a Monarquia Imperial Brasileira, desde, D.Pedro I, cujo caminho esta foi para a Proclamação da Independência, e em sua estadia plantou pessoalmente uma das palmeiras da conhecida Rua da Palmeiras. Depois recebeu a visita do Imperador D. Pedro II, Princesa Isabel e seu marido, o Conde D′eu, que se hospedaram na suntuosa residência do Sr. Conde Moreira Lima.

Lorena ainda no auge dos tempos do café abrigou grandes fazendas com destaque as do próprio Conde Moreira Lima, Barão de Santa Eulália, Barão da Bocaina, Albano José, Cornélio João da Silva entre outros.

História da cidade de LORENA SãO PAULO

A fixação dos primeiros povoadores ocorreu em função da travessia do rio Paraíba pêlos bandeirantes e viajantes que demandavam a Minas Gerais, onde foi instalado um primitivo Porto, denominado Guaypacaré.

Os documentos mais antigos indicam que a povoação surgiu no fim do século XVII, provavelmente em 1695, junto ao Porto, com as roças de Bento Rodrigues Caldeira, João de Almeida e Pedro da Costa Colaço.

Em 1705, estes roceiros construíram, por meio de doações, a Capela de Nossa Senhora da Piedade, substituída anos mais tarde, no período áureo da cafeicultura, por uma catedral.

Inicialmente conhecida por Sertão de Guaratinguetá, a povoação adotou, sucessivamente, as denominações Guaypacaré que, segundo Theodoro Sampaio, é de origem indígena e significa braço de lagoa torta; Hepacaré, corruptela da anterior, todavia definida por Azevedo Marques como lugar das goiabeiras, e Nossa Senhora da Piedade, quando foi elevada à categoria de Freguesia, em 1718.

O topônimo definitivo, Lorena, foi adotado somente em 1778, em homenagem ao Capitão General Bernardo José de Lorena, que elevou a Freguesia à categoria de Vila.

No período da cafeicultura do Vale do Paraíba, em meados do século XIX, Lorena atingiu uma das fases mais prósperas de sua economia, quando sua aristocracia, representada pelo Conde de Moreira Lima, Barão de Bocaina, Viscondessa de Castro Lima e Barão de Santa Eulália, entre outros, motivou as atividades comerciais no Porto de Lorena, onde foi construída, pelos escravos, uma ponte de madeira sobre

o rio. Em 1906, uma enchente desviou o curso do rio que passava na frente da igreja, para o local definitivo. Com a decadência do café, ocorreu um intenso êxodo da população urbana e rural, em busca de zonas pioneiras no Oeste Paulista. Os remanescentes dedicaram-se à policultura, onde a cana-de- açúcar e arroz tiveram maior destaque. Data do fim do século XIX a fundação do Engenho Central de Lorena, que mais tarde passou a pertencer à Societe de Sucreries Brésiliennes.

A retomada do progresso iniciou-se, porém, em 1925 com a chegada de famílias mineiras, transformando as velhas propriedades rurais em fazendas de criação.Em 1937 a cidade torno-se sede do Bispado e foi criada a Diocese de Lorena abrangendo 11 municípios. Anos mais tarde, a implantação da Rodovia Presidente Dutra (BR-117), ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, possibilitou a industrialização do vale, sendo instaladas em Lorena, unidades de químicas, explosivos, condutores elétricos, entre outras. Na cidade há ainda o antigo Horto Florestal criado em 1934 com uma área verde de 250 hectares. A antiga catedral está localizada no centro do município e é a mais importante.Algumas das das construções mais antigas de Lorena têm grande importância cultural para a história da cidade como: O casarão que atualmente abriga o Museu Municipal;O solar do Conde Moreira Lima(onde pernoitou dom Pedro II, aprincesa Isabel);o Santuário de São Benedito;a Santa Casa de Misericórdia , fundada em 1867.

GENTíLICO: LORENENSE

FORMAçãO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora da Piedade, por provisão de 1718, Município de Guaratinguetá.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Lorena, por Portaria de 06 de setembro de 1788, desmembrado de Guaratinguetá. Constituído do Distrito Sede.

Decreto no 180, de 18 de junho de 1842, anexa o Município de Lorena a Província do Rio de Janeiro.

Decreto no 216, de 29 de agosto de 1842, anexo o Município de Lorena a Província de São Paulo.

Cidade por Lei provincial nº 21 ou 541, de 24 de abril de 1856.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município de Lorena se compõe do Distrito Sede. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o Município de Lorena permanece com o Distrito Sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, bem como no quadro anexo ao Decreto -lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Município de Lorena compreende o único termo judiciário da comarca de Lorena e se compõe de 1 Distrito, Lorena.

No quadro fixado, pelo Decreto Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943, o Município de Lorena é composto de 1 Distrito, Lorena - e é termo único da comarca de Lorena - termo este formado por 2 Municípios: Lorena e Piquete.

Em virtude do Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, que fixou o quadro territorial para vigorar em 1945-1948, o Município de Lorena permanece do Distrito Sede.

Assim figuramos quadros fixados pelas Leis nos 233, de 24-XII-1948 e 2456, de 30-XII-1953, para vigorar em 1949-1953 e 1954-1958, respectivamente, comarca de Lorena.

Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Fonte: IBGE

Código do Município

3527207

Gentílico

lorenense

Prefeito

FABIO MARCONDES

População
População estimada [2018]88.276 pessoas  
População no último censo [2010]82.537 pessoas  
Densidade demográfica [2010]199,29 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]19.018 pessoas  
População ocupada [2016]21,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]10.691 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]3.311 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]707 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]322 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]46 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]17 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]26.852,97 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]75,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.766  
Total de receitas realizadas [2017]203.443,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]187.991,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]11,62 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]24 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]414,160 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]97,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]79,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]39,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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