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Canas - São Paulo



Canas faz parte do estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. Encontra-se a uma latitude 22º42′13" sul e a uma longitude 45º03′19" oeste, estando a uma altitude de 530 metros. A população avaliada em 2004 era de 3.970 habitantes.

Possui uma área de 50,8km². A densidade demográfica é de 77,92 hab/km².

O município fica entre Cachoeira Paulista a nordeste e Lorena a sudoeste.

História da cidade de Canas São Paulo - SP

A origem do município de Canas inicia-se mais precisamente no dia vinte e oito de junho de 1887, quando a primeira leva de imigrantes vindos da Itália, desembarca no município de Lorena, em busca de melhores condições de vida.

Os imigrantes italianos fixam residência inicialmente no núcleo de Caninhas.

Primeiramente, ao chegarem ao Brasil, recebem propriedades territoriais doadas por decreto do Imperador Dom Pedro II, para que fossem desbravadas e exploradas. Estes lotes de terra praticamente virgens e inexplorados distavam cerca de oito quilometros do centro de Lorena.

O primeiro núcleo da colônia possui o nome de Caninhas (hoje um bairro do município de Canas), devido a qualidade da cana-de-açúcar plantada no local, a crenolina, um tipo habitualmente mais fino do que as outras qualidades plantadas em outros locais da colônia.

Os imigrantes assinavam um contrato por cada lote de terra doada (na época o valor destes lotes girava em torno de 400.000 mil réis cada um), sendo estipulado um prazo de quatro anos para que a dívida fosse quitada. Com o integral cumprimento do contrato e seu término, os imigrantes adquiriam o direito de plantarem o que quisessem.

Além da lavoura de cana-de-açúcar, cuja produção abastecia o Engenho Central de Lorena, plantavam para sua subsistência e de sua família, produtos como arroz, feijão, batata e vários tipos de verduras.

Os primeiros imigrantes ao chegarem não encontraram uma terra já pronta para ser arada, mas sim rincões selvagens que precisavam ser desbravados. Por causa disso muitos não se adaptavam e acabavam por retornar à Itália, permanecendo somente aqueles já acostumados com as agruras de se manter uma lavoura.

Alguns dos sobrenomes de famílias de imigrantes italianos que fixaram residência em Canas: Giordani, Bellini, Sacilotti, Favalli, Marton, Ligabo, Ultramari, Albarello, Guarisse, Bortolacci, Barsotti e Canetieri.

Após a chegada das famílias de imigrantes italianos desembarcarm também, em Canas, famílais de imigrantes portugueses de sobrenome Andrade e Livramento, além da família de imigrantes belgas de sobrenome Bronchaim.

A falência do Engenho Central de Lorena decretou praticamente o fim do monopólio da cultura da cana-de-açúcar na Colônia de Canas, o que obrigou os colonos a diversificarem a produção agrícola.

Foi nessa época que começou a se sobressair o plantio de arroz, produto que mais tarde se tornaria o principal motor econômico da colônia, e o é ainda hoje. A produção de arroz passou a ser comercializada com o produto sendo vendido socado no pilão.

Os imigrantes, particularmente os italianos, trouxeram hábitos alimentares e culturais tais como: a produção caseira e o consumo de macarrão, o pão caseiro, o hábito de produzir e beber vinho e um bolinho frito feito à base de trigo e ovos chamado de hatugue. Entre os hábitos culturais herdados estão as festas em homenagem a Santo Antônio realizadas de três em três meses, um jogo de cartas denominado de truco, além da celebração de missas dominicais às oito horas da manhã, na qual eram servidos logo após, café com pão e manteiga, hábito que até hoje de observa no bairro de Caninhas.

No ano de 1904 foi iniciada a construção da igreja de Caninhas, tendo como santo padroeiro, Santo Antônio. Mais tarde inicou-se a construção da igreja de Nossa Senhora Auxiladora, no centro de Canas, cuja festa é comemorado no último domingo do mês de maio.

Foi o Comendador Francisco de Paula Vicente de Azevedo, também conhecido como Barão da Bocaina, o grande incentivador para que fossem implementados esses núcleos rurais agropecuários no Vale do Paraíba, particularmente os núcleos rurais da Colônia de Canas em Lorena e da Colônia do Piaguí em Guaratinguetá.

Com o passar do tempo Canas foi evoluindo, passando de Núcleo Colonial Agrícola em 1890, para bairro, distrito em 1964 e finalmente município emancipado de Lorena em 1993.

No ano de 1960, o então baiiro de Canas elegeu seu primeiro representante na Câmara Municipal de Lorena, o vereador Sr. João Neri Marton.

Posteriormente na legislatura dos anos de 1963 a 1967 foi eleito o vereador Sr. Artur Domingues Quintas, reeleito para a legislatura compreendida entre os anos de 1968 a 1972.

No dia vinte e oito de fevereiro de 1964 é criado o distrito de Canas, no município de Lorena, ano que também marcou o iníco do movimento de luta pela emancipação do então distrito.

Anos mais tarde foi eleito vereador o Sr. Valderez Gomes de Lucena, que representou o distrito de Canas, na legislatura compreendida entre os anos de 1989 a 1992 e também na legislatura compreendida entre os anos de 1993 a 1996.

No dia 22 de março de 1992, foi realizado um plebiscito popular em que os moradores do então distrito optaram pela emancipação do distrito . O então representante do distrito de Canas na Câmara Municipal de Lorena, vereador Valderez Gomes de Lucena foi eleito Presidente da Frente Distrital Paulista de Emancipação, após o plebiscito.

No dia trinta de dezembro de 1993, o Governador Luíz Antônio Fleury Filho assinou a lei nº 8550 que tornou definitiva a emanciapação do distrito de Canas do município de Lorena. No ano de 1996 o Sr. Rynaldo Zanin foi eleito o primeiro prefeito da agora cidade de Canas, tomando posse a partir do dia primeiro de janeiro de 1997.

ORIGEM DO NOME: CANAS

O nome do atual município de Canas deriva de uma fazenda denomimada Fazenda das Canas, de propriedade do alferes Francisco Ferreira dos Reis, que teve suas terras desapropriadas pelo governo a fim de que fossem implantados assentamentos para famílias de imigrantes (particularmente italianos), para a produção da cana-de-açúcar.

Gentílico: canense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Canas, por lei estadual no 8092, de 28-02-1964, sobordinado ao município de Lorena. Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o distrito de canas figura no município de Lorena.

Elevado à categoria de município com a denominação de Canas, por lei estadual no 8550, de 30-12-1993, desmembrado de Lorena. Sede no antigo distrito de Canas. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997.

Em divisão territorial datada de 15-VII-1997, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

Fonte: IBGE

Código do Município

3509957

Gentílico

canense

Prefeito

LUCEMIR DO AMARAL

População
População estimada [2018]5.071 pessoas  
População no último censo [2010]4.385 pessoas  
Densidade demográfica [2010]82,33 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.480 pessoas  
População ocupada [2016]30,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]37,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,3 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6.4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]691 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]154 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]42 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]11 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]3 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]30.668,16 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]85,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.704  
Total de receitas realizadas [2017]22.047,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]20.465,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]11,49 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]53,261 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]85,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]81,7 %  
Urbanização de vias públicas [2010]13,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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