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Nossa Senhora de Lourdes - Sergipe



Nossa Senhora de Lourdes faz parte do estado de Sergipe.

Nossa Senhora de Lourdes foi fundada por casal pernambucano Povoação cresceu ao redor da Lagoa das Antas, e recebeu esse nome por causa da grande quantidade desse animal na região A fundação do município de Nossa Senhora de Lourdes, a 136 quilômetros da capital, começou em 1810, com a chegada do casal pernambucano Joaquim José e Ana Josefa da Rocha. Eles fugiram da seca que assolava o sertão pernambucano, passaram por Piranhas, em Alagoas; Gararu, em Sergipe, e chegaram a Escurial, povoado lourdense banhado pelo Rio São Francisco.

Logo depois eles largaram a embarcação e penetraram na mata fechada até chegar a uma grande lagoa onde existia uma considerável quantidade de antas (mamífero que chega a dois metros de altura) e resolveram fazer morada. Em 1950, o lugar denominado anteriormente de Lagoa das Antas passou a se chamar Arraial de Antas. Por volta dos anos 70 e 80, a povoação teve um acentuado crescimento, com a chegada de novas famílias. Em 1953 o povoado passou a ser oficialmente uma vila. Dez anos depois foi elevado à categoria de cidade, através da lei nº 103-A, de 13 de maio. Seu primeiro prefeito foi Paulo Barbosa de Matos. O atual prefeito de Lourdes é Laerte Gomes de Andrade. 2008 a 2012. Lourdes tem como povoados: Barro Vermelho - padroerio São José, Lagoas, Carro Quebrado, Escurial, Catingueira, Areias, Lagoa do Monte, Pedra Furada, Olhos D′água, porção de Pedras, Baixa do Sapo, Cajarana, Bom nome.

História da cidade de Nossa Senhora de Lourdes Sergipe - SE

Não se sabe ao certo quando foi descoberta a gruta que abrigava a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, no bairro Coqueiros, gruta esta natural com enormes pedras onde filtrava água e que para chegar nela, havia necessidade de atravessar um riacho. Porém podemos afirmar que por iniciativa de Otávio Paulino da Cruz, que era o proprietário do terreno da referida gruta e muito religioso e devoto da Santa e algumas lideranças puseram uma pequena imagem de Nossa Senhora de Lourdes, num recorte de pedra no interior na gruta.

Mais tarde, no entanto, seu Otávio constrói uma capela para acomodar a imagem. Essa gruta era onde o povo urupemense ia passear rezar e captar água, onde muitos afirmavam ser "Benta" e "milagrosa", faziam churrascos, aniversários e outros eventos. Um certo dia um casal de namorado foram à gruta rezar; Ela filha de D. Juaninha Marçal e Vergílio Nunes. Assim que chegaram a casa, deu aquele estrondo, muito forte mesmo, chamando atenção da comunidade; Moravam em frente à gruta D. Biloca e Sebastião Nunes. Apavorados chegou à notícia: Desmoronou a Gruta... Todos ficaram entristecidos, afinal, além de ser um local religioso, também de laser.

Com o desmoronamento a imagem de Nossa Senhora de Lourdes que estava na capelinha veio parar do outro lado do riacho, e o incrível, com apenas uma das mãos quebradas. Acredita-se que o desmoronamento deu-se em virtude do desmatamento de araucárias e outras árvores que ficavam acima da gruta.

Como na época tudo era muito difícil, não tinham como reconstruir a gruta, assim passou-se alguns anos. Então novamente Otávio Cruz e algumas lideranças decidem construir uma outra gruta, o local escolhido foi ao pé do morrinho onde ficava a igreja de Santa Ana, onde até hoje se encontram. Portanto no dia 11 de Fevereiro de 1949 inaugurou-se a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes por Otávio Paulino da Cruz.

A umidade da outra gruta, dos coqueiros fez com que a imagem tivesse problemas de deterioração do gesso, ficando quase só cimento, Então o Sr. Roseni Antunes Machado, presidente da igreja, doou uma nova imagem, para a festa de fevereiro no ano de 1978, e a velha imagem muitos queriam, no entanto, ninguém ficou e colocaram onde se tocava o sino e lá foi esquecida...

Na madrugada de 18 de Abril de 2003, a imagem de Nossa Senhora de Lourdes foi totalmente destruída e quebrada, e a gruta ficou sem imagem, a comunidade chocada com o acontecido, lembra da imagem velha, esquecida na torre da igreja, foram a procura, mais não a encontraram. Então D.Maria Souza relatou que crianças haviam visto uma santinha no galpão do Tio Cidio lá nos Coqueiros e não deu outra era a imagem, ninguém sabe como ela foi parar lá, há quem diga que estaria ela voltando para a velha gruta.

Enquanto a Sra Arlita Terezinha de Souza Pagani mandava restaurar a imagem, que se acredita tem aproximadamente 90 anos. Para a gruta não ficar sem imagem a Senhora Marilene Cruz de Melo, ela que foi abençoada com um milagre, vêem de Curitiba-PR, trazer uma nova imagem, que hoje se encontra no interior da Igreja Santa Ana. E hoje a gruta Nossa Senhora de Lourdes abriga a primeira imagem, aquela arremessada pelo desmoronamento da gruta natural dos Coqueiros. Vale lembrar que Coqueiros surgiu em virtude de, na época, uma das moradoras desse bairro chamar-se Maria Cocco.

Gentílico: lourdense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora de Lourdes ex-povoado, pela lei estadual nº 554, de 06-02-1954, subordinado do município de Canhoba.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o distrito de Nossa Senhora de Lourdes, figura no município de Canhoba.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Nossa Senhora de Lourdes, pela lei estadual nº 103-A, de 13-05-1963, desmembrado de Canhoba. Sede no antigo distrito de Nossa Senhora de Lourdes. Constituído do distrito sede. Instalado em 15-121963.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

2804706

Gentílico

lourdense

Prefeito

FÁBIO SILVA ANDRADE

População
População estimada [2018]6.470 pessoas  
População no último censo [2010]6.238 pessoas  
Densidade demográfica [2010]76,95 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]476 pessoas  
População ocupada [2016]7,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]52,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]3.8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3.4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.228 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]294 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]94 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]26 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]14 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]9.384,04 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]-  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.598  
Total de receitas realizadas [2017]17.430,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]15.861,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,87 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]8 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]81,197 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]14,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]63,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]14,1 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Nossa Senhora de Lourdes: Imagens da cidade e Região

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