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Orleans - Santa Catarina



Orleans faz parte do estado de Santa Catarina.

Colônia dotada com a extensão de 98 léguas, presente de casamento do imperador D. Pedro II à sua filha Princesa Isabel, por ocasião de seu casamento com o Conde d’Eu. O nome Orleans foi escolhido pelo próprio Conde, em homenagem à sua cidade natal Orleães, na França. Colonizada inicialmente por italianos, a seguir vieram portugueses, alemães, poloneses e letos.

Outrora servida pela Estrada de Ferro Donna Thereza Christina (EFDTC), que abrangia a região carbonífera, teve sua economia baseada na agricultura, suinocultura e extração de madeira. Sua privilegiada localização geográfica, entre a serra e o litoral, fez de Orleans um importante entreposto para o comércio. A demarcação original do dote de terras abrangia Orleans, parte de São Ludgero, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, parte de Anitápolis, Armazém, São Martinho e São Bonifácio. O nome e o local exato da cidade foram escolhidos na única visita do Conde à nova colônia, em 26 de dezembro de 1884.

História da cidade de Orleans Santa Catarina - SC

Em 1841, incumbido pelo Governo Imperial para proceder estudos geológicos na densa bacia carbonífera da região sul do pais, esteve na região onde se situa o município de Orleans, o Dr. Parigot. Como resultado desse estudo foi constatada a existência de grande quantidade de carvão mineral, principalmente na zona do atual município de Lauro Muller.

Em 1861, o governo celebrou um contrato com Visconde de Taunay, concedendo-lhe o direito de posse de duas léguas de terra para exploração. Em 1874, por ordem do governo do país, foi iniciada a construção da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina, que terminou em 1885. A existência de carvão de pedra e a abertura dessa estrada de ferro, muito contribuíram para o desenvolvimento do município.

Em 8 de julho de 1882, foi fundada e instalada, na sede do atual município de Grão Pará, a Empresa de Terras e Colonização de Grão Pará, abrangendo principalmente as terras do atual município de Orleans. Os primeiros lotes de terra foram vendidos em 1883 e, com as facilidades concedidas por aquela empresa, grande número de imigrantes, principalmente italianos, alemães e poloneses afluiu para o município. Em 1885, a Empresa de Terras e Colonização foi transferida para atual cidade de Orleans. Em 1886, a atual cidade foi considerada como freguesia e, nesse mesmo ano, foi construída pela Empresa Colonizadora uma pequena capela. Em 1909, foi criada a Paróquia Santa Otília, tendo sido seu primeiro vigário o Padre José Thomaz da silva.

O nome Orleans foi dado ao município pelo Conde d′Eu, Luiz Felipe Gastão de Orleans, em lembrança daquela cidade francesa.

Pela lei provincial n.º218, de 2 de outubro de 1888, foi criado o distrito de Orleães do Sul, subordinado ao município de Tubarão.

Quatro anos depois, pela lei estadual nº 981, de 30 de agosto de 1913, foi criado o município de Orleans, sendo festivamente instalado a 20 de outubro do mesmo ano. Nessa ocasião tomou posse o primeiro superintendente municipal, sr. José Thomaz da Silva .

Consoante a divisão territorial fixada pelo decreto- lei estadual nº 941, de 31 de dezembro de 1943, a grafia do nome do município foi alterada de Orleans para Orleães. Em 1970, voltou a grafia original de Orleans, a pedido do Princípe Dom Pedro de Orleans e Bragança, quando visitou o município.

Gentílico:Orleanense

Formação administrativa e judiciária

O distrito foi criado sob a denominação de Orleans do Sul, pela lei provincial nº 218, de 2 de outubro de 1888, figurando na Divisão Administrativa, em 1911 , subordinado ao município de Tubarão. O município institui-o como território desmembrado do mesmo município de Tubarão, a lei estadual nº 981, de 30 de agosto de 1913, ocorrendo a instalação a 20 de outubro desse ano.

Pela divisão territorial em vigor no quinquênio 1944-1948, fixada pelo decreto-lei estadual n 941, de 31 de dezembro de 1943, a grafia do município e do distrito sede passou a ser Orleães.

A comarca de Orleans foi criada pelo decreto n 459, de 17 de janeiro de 1934, e instalada a 4 de março desse ano.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: ISAAC TEGNALT CARRER

Código do Município

4211702

Gentílico

orleanense

Prefeito

JORGE LUIZ KOCH

População
População estimada [2018]22.785 pessoas  
População no último censo [2010]21.393 pessoas  
Densidade demográfica [2010]38,98 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]7.894 pessoas  
População ocupada [2016]34,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]24,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]2.574 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]543 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]179 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]59 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]16 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]4 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]37.394,12 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]70,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,755  
Total de receitas realizadas [2017]73.130,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]61.962,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]23,81 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,9 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]26 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]548,792 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]72,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]47 %  
Urbanização de vias públicas [2010]44,1 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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