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Maracajá - Santa Catarina



Maracajá ("gato-do-mato" na língua indigena) é uma cidade do Estado de Santa Catarina. Encontra-se a uma latitude 28º50′48" sul e a uma longitude 49º27′10" oeste, estando a uma altitude de 30 metros. A população avaliada em 2004 era de 6 902 habitantes. Possui uma área de 70,651km².

A colonização de Maracajá deu-se a partir da construção da estrada de ferro Dona Tereza Cristina, em 1920, quando a região recebeu imigrantes açorianos e alemães. Inicialmente recebeu o nome de Morretes. Posteriormente o nome foi trocado para Maracajá em virtude da existência de uma cidade com o mesmo nome no Paraná. A primeira igreja (Imaculada Conceição) da cidade foi construída por iniciativa do frei Euzébio Ferretto, oriundo do Rio Grande do Sul. Este religioso exerceu grande influência no local, protagonizando o processo de emancipação do município, ocorrido em 1967.

História da cidade de Maracajá Santa Catarina - SC

O ambiente diversificado do Sul do Brasil deu oportunidade no decorrer dos milênios, a instalações humanas também variadas. Os primeiros moradores desta região exploravam os ambientes abertos a as incipientes matas; com a expansão e o adensamento destas, oferecendo novos recursos, as nômades populações também as penetraram e algumas aí se fixaram. Os arqueólogos, para distinguir os diferentes grupos indígenas, criaram nomes a partir dos restos deixados por eles. Em Maracajá, recentemente realizou-se um mapeamento arqueológico com o objetivo de entender a ocupação pré-colonial do município, através do cadastramento e reconhecimento dos sítios arqueológicos. Foram mapeados e identificados com este trabalho 9 sítios arqueológicos atribuídos a grupos caçadores-coletores e ceramistas respectivamente.

Os primeiros colonizadores da região do Vale de Araranguá vieram de Laguna e chegaram a Campinas do Sul, provavelmente no começo do século XIX. Estabeleceram-se, em princípio, nas proximidades do Morro dos Conventos, próximo à foz do Rio Araranguá. Aventurando-se rio acima; foram atraídos pela fertilidade da terra e abundância de caça. No 03 de abril de 1880, pela lei provincial nº 901, o Distrito de Campinas do Sul se torna município, com a denominação de Araranguá.

Antes do surgimento de Morretes , como parte do distrito de Araranguá, havia a presença esparsa de agricultores, geralmente ligados ao centro urbano tradicional da sede municipal, Araranguá. A agricultura neste período, era a forma de subsistência. Entretanto, existiam, de forma incipiente, fábricas de aguardente, engenhos de açúcar grosso e de farinha de mandioca e torrefação de café.

Sabe-se que grande parte do desenvolvimento comercial da região de Criciúma deve-se"a instalação da Ferrovia Dona Tereza Cristina", incluindo a colonização de muitos municípios próximos, como o caso de Maracajá.

O município de Maracajá teve sua colonização efetivada com o início da construção do ramal ferroviário que ligava o município de Criciúma a Araranguá por volta na década de 20. Com a construção dos trilhos, ocorreu, a vinda de trabalhadores braçais e feitores de obras das mais variadas localidades, famílias de origem italiana e açoriana, o que contribuiu para a formação dos primeiros núcleos comerciais, quando Maracajá ainda chamava-se Morretes.

A troca do nome "Morretes" deu-se devido à existência de outro município no estado de Paraná com o mesmo nome, o que causava vários transtornos no envio e recebimento de correspondências. O nome escolhido foi Maracajá que em tupi-guarani significa "Gato do Mato", pelo fato de existirem muitos desses animais em suas matas.

Por volta de 1967, os habitantes de Maracajá, sente-se fortalecidos o suficiente para reinvindicar o desmembramento do município de Araranguá. Realizado tal ato Maracajá, deixou de ser distrito tornando-se Município no dia 12 de Maio de 1967, por meio da Lei nº 1.063. Muitos foram os que lutaram para esta conquista, dentre eles: Frei Eusébio de Alfredo Chaves, Antônio da Rocha, Mário Carradore, Astir Demétro da Rocha, Lauro Scarduelli.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: AMILTON MARINHO MACHADO

Código do Município

4210407

Gentílico

maracajaense

Prefeito

ARLINDO ROCHA

População
População estimada [2018]7.207 pessoas  
População no último censo [2010]6.404 pessoas  
Densidade demográfica [2010]102,52 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.951 pessoas  
População ocupada [2016]27,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]26,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]976 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]179 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]64 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]23 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]5 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]24.075,11 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]82,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,768  
Total de receitas realizadas [2017]26.510,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]19.973,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]34,48 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]62,463 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]86,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]10,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]41 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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