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Lages - Santa Catarina



Lagesé é uma cidade da região sul, localizado no estado de Santa Catarina. A cidade possui 161.583 habitantes, conforme o Censo IBGE/2010 e faz parte da mesorregião (política) e região (geográfica) serranas do estado. Lages é o maior município em área do estado e cidade-sede da Região Metropolitana de Lages.

Fundada em 1766 pelo bandeirante paulista Antonio Correia Pinto de Macedo, Lages servia inicialmente como estalagem para a rota comercial entre o Rio Grande do Sul e São Paulo, principalmente na passagem do gado dos campos gaúchos para abastecer os trabalhadores da extração de ouro em Minas Gerais.

Correia Pinto batizou-a assim devido à abundância da pedra laje na região; o nome original era Nossa Senhora dos Prazeres das Lages.

História da cidade de LAJES SANTA CATARINA Monografia - n.º 031 Ano: 1965

ASPECTOS HistóricoS

Dois séculos após a descoberta do País, no sul, enquanto o litoral ia sendo explorado, o planalto permanecia desconhecido; era apenas o sertão selvagem, atravessado de longe em longe por alguns poucos exploradores destemidos. Só na segunda metade do terceiro século é que se levantou a primeira povoação no planalto: Lajes (1766). Vencida a barreira natural - a serra do Mar - lançaram-se fundações no sertão, permanecendo longo tempo isoladas. O homem do litoral dedicou-se à agricultura e ao comércio, e o do planalto ao pastoreio, só muito mais tarde este ampliou o campo de suas atividades, ao dedicar-se também à extração do pinho e do mate.

O comércio de gado, de paulistas e mineiros, com estancieiros do Continente do Rio Grande de São Pedro, veio animar o povoamento da região dos Campos de Lages, elo natural da estrada "que corria pelo planalto, paralela ao litoral, e que partindo de Sorocaba (São Paulo), se internava pelos campos gerais do sul da Capitania", hoje territórios paranaense e catarinense.

Desconhece-se, todavia, quem devassou o território e iniciou a colonização. O certo é que Francisco de Sousa Faria, ao abrir a chamada estrada dos Conventos (1728), por ordem do governador da Capitania de São Paulo, Antônio da Silva Caldeira Pimentel, encontrou o caminho assinalado por inúmeras cruzes, fazendo supor haverem os jesuítas já atingido aquelas paragens em sua missão de catequese.

Administrativamente, o Município e a vila de Lajes foram criados pela Carta Régia de 26 de janeiro de 1765 (comemora-se este ano o segundo centenário), à que o Governador da Capitania de São Paulo, Luís Antônio de Sousa Botelho, morgado de Mateus, a 9 de julho de 1766, deu execução oficial, incumbindo o guarda-mor Antônio Correia, nomeado na ocasião capitão-mor regente do sertão de Curitiba, de erguer a vila na paragem denominada Lajes, onde já existiam muitos moradores, estabelecidos com fazendas de criação .

Correia Pinto chegou à região de Lajes, a 22 de novembro de 1766, e deu início à construção de uma capela, na chapada do Cajuru, sob a invocação de Nossa Senhora dos Prazeres Esse primeiro núcleo, por não oferecer os recursos naturais necessários à subsistência de seus povoadores, foi logo abandonado. O segundo ponto escolhido também não foi o definitivo. O terreno propício foi encontrado nas adjacências do rio Caveiras, onde se estabeleceu, por fim, a vila projetada, em 22 de maio de 1771, com o nome de Nossa Senhora dos Prazeres de Lajes.

Irrompida no Continente do Rio Grande de São Pedro a luta entre Espanha e Portugal, transitou, em 1777, pelos campos de Lajes um corpo de exército, vindo de São Paulo e se dirigindo para as fronteiras do sul. Para aliviar a pressão militar luso-brasileira contra suas forças em ação no Continente, a Espanha promoveu a invasão da ilha de Santa Catarina. O Tratado de Santo Ildefonso (1771), contudo, devolveria a ilha aos portugueses, desocupando os espanhóis a mesma em 1778.

A ocupação da ilha de Santa Catarina pelos espanhóis fez com que o governo colonial cogitasse da construção de uma estrada para fins militares. do planalto, em Lajes, ao litoral catarinense, para melhor enfrentar a ameaça de invasão espanhola ou incursões de piratas de outras nações. Assim, em 1787, O governador da Capitania de Santa Catarina, cumprindo ordens do vice-rei D. Luís de Vasconcelos, ordenou a construção de uma estrada entre São José (Desterro) e a vila de Lages, encarregando da obra o alferes, depois capitão, Antônio José. da Costa estrada cujo traçado perfeito seria aproximadamente a mesma construída, um século mais tarde (em 1888), pelo engenheiro militar, Augusto Fausto de Sousa.

Em 1820, O Município de Lajes passou a integrar a Capitania de Santa Catarina, tornada autônoma da de São Paulo.

A 14 de dezembro de 1839, no passo de Santa Vitória, as forcas farroupilhas de Garibáldi derrotaram as do coronel Francisco da Cunha Xavier, dominando a vila de Lajes. Em janeiro do ano seguinte, no campo das Farroupilhas, o exército legal do coronel Antônio de Melo e Albuquerque desbaratou as hostes rebeldes. A desocupação de Lages só se verificou. no entanto, em fevereiro de 1841.

Formação Administrativo O MUNICíPIO foi instalado como vila de Nossa Senhora dos Prazeres de Lajes, a, 22 de maio de 1771. O Decreto provincial nº 500, de 25 de maio de 1860, elevou a vila à categoria de cidade.

Atualmente, o Município é constituído de três distritos: Lajes (sede), índios e Santa Teresinha do Salto.

A comarca de Lajes, criada pela Lei provincial n.º 444, de 24 de março de 1858, extinta em 1865 e restaurada em 15 de março de 1866. foi elevada à 2.ª entrância em 1891 (Lei estadual n.º 11 de 28 outubro) e à 3.ª, em 1922 (Lei estadual n.º 1384, de 23 de setembro).

Gentílico: Lageano.

Padroeira: Nossa Senhora dos Prazeres.

Eventos: Festa Nacional do Pinhão, Festa do Lambari.

Pontos Turísticos: Catedral Diocesana, Hotéis Fazenda e de Turismo Rural, monumentos históricos, Morro da Cruz, Parque Ecológico, Museus, Parque Jonas Ramos, Salto Caveiras.

Fonte: IBGE

Código do Município

4209300

Gentílico

lageano

Prefeito

ANTONIO CERON

População
População estimada [2018]157.743 pessoas  
População no último censo [2010]156.727 pessoas  
Densidade demográfica [2010]59,56 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]48.518 pessoas  
População ocupada [2016]30,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]31,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,3 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]21.346 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]5.459 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]1.257 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]488 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]87 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]25 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]29.930,95 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]63,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,770  
Total de receitas realizadas [2017]575.552,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]512.303,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,38 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]70 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]2.631,504 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]84,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]32,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]26,7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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