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Ilhota - Santa Catarina



Ilhota faz parte do estado de Santa Catarina. Encontra-se a uma latitude 26º53′59" sul e a uma longitude 48º49′38" oeste, estando a uma altitude de 15 metros. A população avaliada em 2004 era de 11152 habitantes.

Segundo historiadores é um das poucas colônias belgas existentes no Brasil.

Ilhota foi colonizada por imigrantes belgas por volta de 1841, diferente de outras cidades do Vale do Itajai, que foram colonizadas basicamente por alemães, italianos e açorianos. Sua colonização foi uma tentativa de empreendimento comercial, liderada por Charles Maximiliano Luiz Van Lede, pesquisador e engenheiro. Sob o patrocinio da Associação Comercial de Bruges, constituiu, a Compagne Belge-Brésiliense de colonization, que pretendia trazer colonos belgas e constituirem no Vale do Itajai para a exploração de jazidas de carvão mineral.

História da cidade de Os mais antigos registros de colonização de Ilhota datam de 31 de março de 1842, quando iniciaram, uma viagem de reconhecimento dos rios Itajaí - Açu e Itajaí Mirim, o engenheiro e pesquisador Charles Maximiliano Luiz Van Lede, Joseph Philippe Fontaine, geólogo Guilherme Bouliech e como guia o escrivão policial José Alves de Almeida.

Van Lede havia fundado a Companhia Belga - Brasileira de Colonização em 1841, com a intenção de trazer os colonos belgas para trabalhar na exploração das jazidas de minérios na bacia Hidrográfica do Itajaí - Açu.

Em 6 de julho de 1844, Charles Maximiliano Luiz Van Lede e os irmãos Lebon, adquiriram de uma área de 2150 ha. do Cura Padre Rodrigues, no local chamado Prainha; em 21 de novembro de 1844 adquiriram uma área de 1200 ha. de Dona Rita Luisa Aranha e em 2 de janeiro de 1845 compraram as terras do tenente coronel Henrique Flores uma área de 2150 ha.

Em 27 de novembro de 1844 os primeiros 90 colonos belgas desembarcaram numa pequena ilha, que se hoje existisse ficaria no meio do rio Itajaí - Açu exatamente defronte à igreja Matriz São Pio X. A ilha que originou o nome da cidade desapareceu depois da elevação do nível do rio, causando por duas grandes enchentes, em 1880 e 1911. Algumas árvores foram derrubadas para que fosse construído um enorme barracão onde as famílias passaram os primeiros dias na nova terra.

Dentre vários problemas de adaptação, houve problemas com a divisão dos lotes; de acordo com registros, Joseph Philip Fontaine, nomeado por Van Lede, administrador da colônia, não teria feito as demarcações dos terrenos para cada família, o que gerou muitos problemas e desavenças entre colonos e Fontaine que, por sua vez, acabou se desentendendo com Van Lede. Sem comida, dinheiro, ou qualquer tipo de auxilio de Van Lede ou de seu secretario, os belgas sobreviveram aos primeiros seis meses em condições precárias. Uma quase volta ao primitivismo, onde a caça e a pesca eram os únicos alimentos. Mesmo diante de tanta dificuldade, as famílias belgas foram se estabelecendo, principalmente na margem direita do rio onde hoje é o centro da cidade de Ilhota.

A colonização do Braço do Baú, na margem esquerda, começou em 1886 com as famílias Nunes, Reichert e Zabel, segundo escreve a escritora Edltraud Zimmermann Fonseca, no livro Localidade do Braço do Baú.

Em janeiro de 1845 já havia uma segunda colônia, dissidente da primeira em função das promessas não cumpridas e de outras 60 famílias belgas e francesas trazidas por Van Lede em segunda viagem a Europa. Em setembro do mesmo ano, decepcionadas com os rumos da colônia e engenheiro belga retornou definitivo à terra natal, encerrando as atividades da Companhia e deixando a administração da colônia nas mãos de Fontaine. Revoltados com a situação de miséria, os colonos pediram insistentemente a saída de Fontaine, o que viria a ocorrer somente dois anos depois. A historia que ex - administrador da colônia foi embora levando consigo documentos importante, assinados pelos colonos declarando recebido vários gêneros alimentícios, e até o sino da igreja trazido pelos belgas. A direção da colônia foi então entregue para Gustave Lebon. A partir daí, passou a ser considerada uma simples povoação. Van Lede responsável pela colonização de Ilhota morreu em 19 de julho de 1875 deixando o título da propriedade como legado ao hospital de Bruges, na Bélgica. Começava ai mais uma luta dos colonos pela legalização de suas terras.

O hospital enviou então Van Dye com a procuração de vender terras, o que acabou não acontecendo em função da violente reação dos colonos. A partir daí, a colônia começou a entrar em decadência e os colonos belgas espalharam %u2013 se por toda Ilhota. Não se sabia mais quais eram os limites de das terras de Van Lede. A população havia crescido e faltavam terras para a agricultura. Nesta época viviam em Ilhota cerca de 400 famílias, a grande maioria de brasileiros vindos de outras regiões dos pais.

Muitas famílias belgas haviam ido embora para outras localidades ou retornando para a terra natal. Ficaram apenas os Maba, Brockveld, Maes e Castellain, que trabalhavam na agricultura. No inicio do século XX, a maioria das famílias que viviam em Ilhota eram arrendatários. Os mais ricos abriram os primeiros armazéns onde eram comercializados carne, café, arroz, açúcar e etc. também construíram os primeiros engenhos de cachaça e as primeiras lojas de secos e molhados. Outros produtos eram comprados em Itajaí. O vapor Blumenau e a carroça eram os únicos meios de transporte, pois não havia estradas, só picadas. A energia elétrica chegou na década de trinta (30). As primeiras residências com água encanada surgiram em 1970.

A criação de distrito de Ilhota aconteceu em 26 de agosto de 1930, por intermédio do requerimento apresentado pelo deputado Marcos Konder. A instalação ocorreu em 14 de fevereiro de 1931. O primeiro Intendente foi Pedro Faustino Nunes. O distrito pertenceu ao município de Ilhota até 21 de julho de 1958, quando por força de lei estadual 348 foi levada a categoria de município. O primeiro prefeito (provisório) foi Guilherme Alípio Nunes, tendo sido sucedido por Teodoro Zimmermann. O primeiro prefeito eleito foi José Köehler, que ficou no poder de 31 de janeiro de 1959 a 31 de janeiro de 1964.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ilhota

Código do Município

4207106

Gentílico

ilhotense

Prefeito

ERICO DE OLIVEIRA

População
População estimada [2018]14.005 pessoas  
População no último censo [2010]12.355 pessoas  
Densidade demográfica [2010]48,86 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]3.710 pessoas  
População ocupada [2016]27,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]21,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.882 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]404 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]101 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]37 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]6 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]46.244,25 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]-  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,738  
Total de receitas realizadas [2017]48.167,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]45.000,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]11,11 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]252,884 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]53,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]42,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]40 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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