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Florianópolis - Santa Catarina



Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil. Destaca-se por ser a capital brasileira com o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH), da ordem de 0,875, segundo relatório divulgado pela ONU em 2000. Esse índice também a torna a quarta cidade brasileira com a melhor qualidade de vida, atrás apenas das cidades de São Caetano do Sul e Águas de São Pedro, no estado de São Paulo, e Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Encontra-se no centro-leste do estado de Santa Catarina e é banhada pelo Oceano Atlântico. Grande parte de Florianópolis (97,23%) está situada na Ilha de Santa Catarina, possuindo cerca de 100 praias, consideradas também as continentais.

Em 2011, possuía, segundo estimativa do IBGE, uma população de 427298 habitantes, figurando como a segunda cidade mais populosa do estado, superada apenas por Joinville. Sua região metropolitana possuía, em 2010, 1.012.831 habitantes.

História da cidade de Florianópolis

Primitivamente a região era habitada pelos guaranis.

Quando se deu a descoberta do Brasil, a ilha de Jurerê-Mirim, depois dos Patos, mais tarde Santa Catarina - denominação dada por Sebastião Caboto, em 1526 - estava povoada pelos tupis-guaranis, pois nessa época já se havia dado a grande migração tupi pela zona litorânea.

O cruzamento do tupi-guarani com o europeu gerou o índio carijó, cujo significado é "o que vem do branco". Daí serem os índios catarinenses denominados, geralmente, por carijós.

Foi considerável o número de navegadores de várias nacionalidades que desde o início do século XVII visitaram a ilha. O bandeirante paulista Francisco Dias Velho, em 1673, enviou à ilha seu irmão José Dias Velho, com mais de 100 índios em sua companhia. E o sertanista tratou logo de erigir, no local onde hoje se ergue a Catedral Metropolitana, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro. Três anos mais tarde, Dias Velho obtinha a doação das terras de cultura na ilha.

Em 1687, Dias Velho prendeu a tripulação de um barco que conduzia prata, confiscando para a Fazenda Real os bens do mesmo. Um ano mais tarde voltaram os piratas que haviam escapado e, tomando de surpresa a povoação, destruíram as benfeitorias do fundador, que foi morto.

Terminou assim, tragicamente, em 1689, a povoação de Francisco Dias Velho. Verificou-se a deserção de quase todos os povoadores, inclusive índios e escravos negros, caindo Desterro no maior abandono.

Vinte e três anos depois chegou à ilha o navegador francês Amadèe Frèzier, lá encontrando apenas 15 sítios e 147 pessoas brancas, chefiadas pelo lisboeta Manoel Manso de Avelar. A ilha achava-se sob jurisdição de Brito Peixoto, capitão-mor de Laguna. Em 1717, tida como deserta, Sebastião da Veiga Cabral requereu-a em doação. E em 1720, quando de sua correição, o ouvidor Rafael Pires Pardinho encontrou somente 27 casas na ilha e continente fronteiriço.

A 23 de março de 1726, a povoação de Desterro era elevada à categoria de Vila, por ato do Doutor Antônio Alves Laines Peixoto, Ouvidor de Paranaguá, desligando-se de Laguna. O primeiro Capitão-Mor da vila foi o Mestre - de - Campo, honorário, Sebastião Rodrigues de Bragança.

Depois que o território catarinense foi desmembrado da Capitania de São Paulo - o que se deu em 11 de agosto de 1738 - a Metrópole reconheceu a conveniência de fortificar a ilha de Santa Catarina e tratar do seu povoamento. Para encarregar-se dessa missão foi designado o Brigadeiro José da Silva Paes, nomeado governador do Presídio, em 1739. Homem culto e de grande capacidade, deu logo inicio à construção da Casa do Governo, da Matriz e de quatro fortalezas que defendessem a vila. Quanto ao povoamento, em 1748, chegaram os primeiros casais açorianos, destinados à vida agrícola.

Em 1777, foi a ilha tomada pelos espanhóis comandados por D. Pedro de Zebalos, sendo restituída à Coroa Portuguêsa no ano seguinte, pelo tratado de Santo Ildefonso, que a reconheceu definitivamente de domínio lusitano.

Por Decreto Imperial, em 1823, foi a Vila de Desterro elevada à categoria de cidade. Em 1835, instalou-se a primeira Assembléia Legislativa Provincial.

Desterro viveu dias de grande agitação por ocasião da Guerra do Paraguai, para a qual se alistou grande número de patriotas, constituindo o 25º Batalhão dos Gloriosos Voluntários da Pátria.

Com o advento da República voltou à calma para, em 1893, ser convulsionada pela revolução federalista. Sede do governo revoltoso chefiado pelo Comandante Lorena, centro de convergência de todos os chefes rebeldes e de todos os caudilhos revoltados contra Floriano, foi em Desterro que se desencadeou depois, com o governo legal de Moreira César, o terrível ajuste de contas, que levou ao muro de fuzilamento inúmeros militares e civis.

No governo de Hercílio Luz, Desterro recebeu a denominação de Florianópolis, em homenagem a Floriano Peixoto, através da Lei estadual nº 111, de 1º de outubro de 1894.

Gentílico: florianopolitano

Formação Administrativa

Segundo o quadro administrativo do País, vigente em 31 de dezembro de 1967, o município é composto de 10 distritos: Florianópolis, Cachoeira do Bom Jesus, Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho, Lagoa, Pântano do Sul, Ratones, Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa e São João do Rio Vermelho.

Fonte: IBGE

Código do Município

4205407

Gentílico

florianopolitano

Prefeito

GEAN MARQUES LOUREIRO

População
População estimada [2018]492.977 pessoas  
População no último censo [2010]421.240 pessoas  
Densidade demográfica [2010]623,68 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]4,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]316.543 pessoas  
População ocupada [2016]66,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]24,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]50.404 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]16.139 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]2.712 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]1.311 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]124 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]59 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]39.048,21 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]37,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,847  
Total de receitas realizadas [2017]1.756.260,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]1.706.737,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,84 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]134 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]675,409 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]87,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]32 %  
Urbanização de vias públicas [2010]54,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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