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Calmon - Santa Catarina



Calmon é uma cidade do Estado de Santa Catarina. Encontra-se a uma latitude 26º35′59" sul e a uma longitude 51º05′50" oeste, estando a uma altitude de 1200 metros. A população avaliada em 2004 era de 3.885 habitantes.

A comunidade de São Roque, teve seu nome mudado para Calmon, quando a estação ferroviária foi inaugurada em 1909, pelo próprio Miguel Calmon Dunn Pin e Almeida, ministro da Viação e Obras Públicas. Que estava na comitiva presidencial que inaugurou o trecho até Taquaral Liso da EFSPRG. A vila de Calmon, cresceu próxima à linha de trem, e em função da existência da segunda maior serraria da América do Sul, Teve importante participação na saga da ferrovia. Pois a mata de araucária tinha farta matéria-prima para o sustento do trecho ferroviário. Foi, no início do século XX, o CCO da EFSPRG, dali partiam ordens para a construção da estrada que ligava União da Vitória a Marcelino Ramos. É parte integrante da história do Contestado, em 5 de setembro de 1914, durante a Guerra do Contestado, os sertanejos após incendiarem a estação, destruíram a serraria da Lumber Colonization.

A nascente do rio do Peixe encontra-se no interior do município de Calmon. O rio do Peixe ó mais importante rio do meio oeste catarinense.

História da cidade de Calmon

A história do povoado de Calmon teve início no final do século XIX. Localizado ao Norte do Estado de Santa Catarina, ainda quando era a pequena colônia Osman Medeiros e Campos de São Roque. Nos meados de 1900, já com o nome de Osman Medeiros, as terras ao redor pertenciam a grandes fazendeiros e pequenos posseiros, além da existência de algumas tribos dos índios Xoklengs e Kaigangues, que viviam em suas tendas na mata virgem, outras no campo de capim mimoso, castigados pelo vento e geadas no inverno.

Conhecida também por São Roque, a região de Osman Medeiros vivia o dia-a-dia do caboclo na roça, no corte da erva-mate, do pastoreio do gado e criação de porcos. Negros e índios se misturavam, trabalhando para os grandes proprietários na época, conhecidos por ´coronéis´ do sertão. Muitos desses ´coronéis´ eram, na verdade, ex-combatentes da revolução de Farrapos, pesquisadores que atravessavam o sertão atrás de novidades, ou ex-donos de escravos.

Entre 1900 e 1908, instalou-se em Osman Medeiros a grande madeireira Lumber, chamada pelos caboclos de ´engenho de serrar´. Com o tempo, a empresa adquiriu a maior parte das terras, negociando com o governo e os fazendeiros. Os pequenos proprietários eram expulsos ´à custa de bala´, pelo corpo de segurança da companhia americana.

Esse corpo de segurança era composto por ex-pistoleiros, contratados por Percival Farquhar, empresário americano, para trabalharem no Brasil, que causavam medo e aterrorizavam a região.

Muitos desses moradores, que sobreviveram, ficaram na miséria e por isso se revoltaram. Assim surgiu o famoso jaguncismo (espécie de crime praticado nos sertões ou expressão popular usada contra bandidos), com episódios horríveis, nos quais muitas pessoas morreram, casas e fazendas foram incendiadas. Outros acabaram trabalhando na estrada de ferro que passava pela região.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Calmon, pela Lei Municipal n.º 78, de 05-04-1951, desmembrado do distrito de Matos Costa, subordinado ao município de Porto União.

Em divisão territorial datada de 1-VI-1960, o distrito de Calmon figura no município de Porto União.

Pela Lei Estadual n.º 819, de 23-04-1962, transfere o distrito de Calmon do município de Porto União para o de Matos Costa.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o distrito de Calmon figura no município de Matos Costa.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988.

Elevado à categoria de município com a denominação de Calmon, pela Lei Estadual n.º 8.525, de 09-01-1992, desmembrado de Matos Costa. Sede no antigo distrito de Calmon. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993.

Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003.

Fonte: Prefeitura Municipal

Código do Município

4203154

Gentílico

calmonense

Prefeito

PEDRO SPAUTZ NETTO

População
População estimada [2018]3.357 pessoas  
População no último censo [2010]3.387 pessoas  
Densidade demográfica [2010]5,31 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]360 pessoas  
População ocupada [2016]10,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]38,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]704 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]147 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]48 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]20 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]4 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]22.803,44 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]88,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,622  
Total de receitas realizadas [2017]18.153,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]15.845,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]2 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]638,178 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]64,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]2,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]6,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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