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Tupanciretã - Rio Grande do Sul



Tupanciretã é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

"Tupanciretã" é um nome tupi que significa "terra da mãe de Deus", através da junção dos termos tupã ("Deus"), sy ("mãe") e retama ("terra").

Tupanciretã é considerada a capital da soja, devido à sua produção, que é a maior do estado do Rio Grande do Sul e também pela grande participação em movimentos a favor da liberação da soja transgênica.

História da cidade de Tupanciretã

Segundo Manoelito de Ornellas: "não há terra que não tenha, a parte de sua história, a ressaltar dentre o canhenho cronológico dos fatos, uma lenda, um motivo misterioso, que a crendice popular às vezes cria e a tradição consagra."

Tupanciretã, que tem um passado com raízes profundas na vida missioneira, não podia escapar à fatalidade dessa contingência. O seu nome, Tupan-ci-retan, encerra uma lenda. Todas as reduções jesuíticas foram batizadas com nomes de santos da igreja católica apostólica romana. Aqui, porém, os jesuítas invocaram o nome da mãe de deus e o fizeram na língua bárbara, com a denominação pitoresca de Tupan-ci-retan.

A fazenda jesuítica apenas assinalada pela capelinha tosca, já existia no alto de um coxilhão deserto, e as árvores do mato crioulo, à tarde, projetavam-lhe sombra larga das suas ramarias. Ao lado, sob o amparo de uma cruz modesta, mal resistia a fúria das tempestades, um rancho pobre, coberto de palha, que tinha a finalidade amiga de acolher os poucos viandantes que por ali passavam. O local nada mais era do que um posto de São João. Dentro da capelinha, tão pobre como esquecida, apenas uma imagem tosca enfeitava a tábua erguida como altar. Era uma imagem da madona dos céus, da senhora dos crentes.

Um dia, em que pelos caminhos mal delineados da serra, passavam um missionário e alguns poucos índios, uma tempestade os colheu nas proximidades do planalto da coxilha grande. A noite chegava, e com ela o pânico e o terror. Quando a desorientação desesperava o padre e os poucos índios companheiros, um relâmpago lhes mostrou na fímbria do horizonte, em plena noite, um vulto mal definido. A silhueta que os relâmpagos mostravam, perto, era a imagem da madona exposta ao furor da tempestade, que arrebatara da capela pequenina a cobertura frágil. O sacerdote, cheio de alegria cristã, exclamou: "tupan-ci", e os índios, aterrorizados, repetiram: "tupan-ci-retan", que na língua indígena quer dizer: tupan= deus, cy= mãe, e retan = terra, ou seja "terra da mãe de deus"

Tupanciretã era povoado pelos índios charruas e minuanos, posteriormente por elementos de origem polonesa.

Com a fundação das Missões, em fins do século XVII,foi estabelecido que os índios ficassem numa Fazenda Jesuítica, no planalto da coxilha grande, onde nascem os cursos de água de Caneleira, Buracos e Ijuizinho que ficou pertencendo à redução de São João e possuía uma capela, currais e arvoredos frutíferos. Batidos os estrangeiros na luta pela posse das Missões e com a retirada dos Jesuítas em 1801, os índios venderam os rincões da fazenda, consumindo seus gados, e se retiraram, deixando muita terra em mãos de grandes fazendeiros, que mais tarde emanciparam o município. Com a Lei de 21 de outubro de 1843 a fazenda foi incorporada aos próprios nacionais (Fazenda Nacional), mas os que já estavam de posse da mesma, não estiveram de acordo por considerarem-se seus legítimos proprietários.

Surge então o Dr. Hemetério José Veloso da Silveira, para advogar a causa de Alexandre Jacinto da Silva e João Nunes da Silva, que, ocupando a região da antiga fazenda, consideravam-se legítimos proprietários dela, tendo ganho de causa. Os sócios João Nunes da Silva e Alexandre Jacinto da Silva, que em 1857 dissolveram a sociedade, deixaram a estância abandonada.

Mais tarde os herdeiros a venderam a diversos compradores, constando que já em 1835 moravam na região Albino José da Silveira e Ana Maria de Jesus, pais de Antônio José da Silveira. Este vislumbrou para o local, onde hoje situa-se Tupanciretã, um desenvolvimento promissor e com despreendimento determinou que na sua propriedade fosse feito um levantamento de área destinada à futura povoação. Era o ano de 1894. Não viveu Antônio José da Silveira para ver, 34 anos depois Tupanciretã emancipada.

A 20 de setembro de 1894, após a inauguração da Estrada de Ferro Santa Maria-Cruz Alta, os revolucionários localizaram o lugar onde está situada Tupanciretã, numa estação intermediária. Esta iniciativa despertou o interesse de muitos, que apostaram na terra moça a possibilidade de futuro promissor na lavoura e na pecuária. Começaram a chegar os primeiros habitantes, a margem que dividia Tupanciretã pelo centro, de um lado Cruz Alta do outro Júlio de Castilhos, começaram a pontilhar os primeiros ranchos e casas. O comércio e a evolução.

Após a emancipação, o município passou a ter perfil econômico muito satisfatório com grandes estâncias, mas com o passar do tempo com a atividade pecuária sofrendo problemas devido a fatores econômicos, (baixa do preço dos bovinos e também a substituição do produto carne por outros derivados, ex: aves e outros), estas estâncias foram vendidas para agricultores que impuseram ao município grandes áreas de terra, com as plantações de soja, e as demais fazendas para agricultores sem terra que cobiçavam terras improdutivas.

Gentílico: tupanciretanense

Formação Administrativa

Pelo Decreto Provincial nº 4.200, de 21-12-1928, foi emancipado o Município de Tupanciretã. Desmembrou-se dos municípios de Cruz Alta e Júlio de Castilhos, e originário das reduções jesuíticas. Instalação do Município em 03-01-1929.

Decreto Intendente nº1, de 03-01-1929 - Divisão do município em 5 distritos. Sendo o 1º Distrito Tupanciretã, o 2º Distrito Vinte e Um de Abril (hoje Jóia), o 3º Distrito São Bernardo, o 4º Distrito Jóia e o 5º Distrito Toropí.

A Lei Estadual nº 5.031, de 17-09-1965, anexou ao Município de São Pedro do Sul parte do Distrito de Toropi pertencente a Tupanciretã.

A Lei Municipal nº 496, de 07.10-1969, anexou ao Distrito de Jari a parte remanescente do ex-Distrito de Toropi.

Pela Lei Estadual nº 7.656, de 12.05.1982, foi criado o município de Jóia.

A Lei Municipal nº 764, de 24.05.1983, criou o Distrito de Espinilho Grande.

A Lei Municipal nº 805, de 28-11-1984, alterou a Lei Municipal n° 764 de 24-05-1983 que criou o Distrito de Espinilho Grande.

A Lei Municipal nº 1.416, de 04.03.1994, alterou os limites dos Distritos do Município.

A Lei Estadual nº 10.653, de 28.12.1995, criou o Município de Jarí.

Após a emancipação de Jarí, o Município de Tupanciretã passou a contar com dois distritos, sendo o 1º Distrito Tupanciretã e o 2º Distrito Espinilho Grande.

Assim permanecendo até dezembro de 2007.

Fonte: IBGE; www.tupancireta..rs.gov.br; www.cnm.org.br

Autor do Histórico: CLAYTON COSTA DA SILVA

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