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Torres - Rio Grande do Sul



Torres é uma cidade localizado no extremo norte do litoral Atlântico do estado do Rio Grande do Sul. A paisagem da cidade se destaca por ser a única praia do Rio Grande do Sul em que sobressaem paredões rochosos à beira-mar, e por ter à sua frente a única ilha marítima do estado, a Ilha dos Lobos.

O sítio da cidade foi habitado pelo homem desde milhares de anos atrás, que deixou testemunhos físicos na forma de sambaquis e outros achados arqueológicos. No século XVII, durante a colonização do Brasil pelos portugueses, por estar encravado em um estreitamento da planície costeira sulina, o local passou a se constituir rota de passagem obrigatória para os tropeiros e outros desbravadores e aventureiros luso-brasileiros vindos do norte pelo litoral - a única outra passagem que havia então era por cima do planalto de Vacaria - e que buscavam os rebanhos livres de gado que se multiplicavam no pampa mais ao sul e caçavam os indígenas para fazê-los escravos. Muitos acabaram por se fixar na região e se tornaram estancieiros e pequenos agricultores. E por dispor de morros junto à praia, logo foi reconhecido seu valor estratégico como ponto de observação e controle de passagem, de importância militar e política no processo de expansão do território português sobre o espanhol. Foi fundada ali na última quadra do século XVIII uma fortificação, que entretanto logo foi desmantelada quando a conquista se efetivou.

A construção da Igreja de São Domingos no início do século XIX atraiu para seu entorno muitos dos residentes dispersos na região, estruturando-se desta forma um povoado. Sua evolução ao longo deste século, porém, foi morosa, mesmo tendo recebido levas de imigrantes alemães e italianos, sobrevivendo numa economia basicamente de subsistência. A expansão econômica, social e urbana só aconteceu a partir do início do século XX, quando em vista de sua bela paisagem, clima ameno e boas praias de banho, o potencial turístico da cidade foi descoberto e passou a ser explorado. Desde então cresceu com mais vigor e celeridade, chegando hoje a se tornar uma das praias mais procuradas do estado, recebendo no verão um público flutuante mensal de duzentas mil pessoas, muitas delas estrangeiras, vindas principalmente dos países do Prata. Isso contrasta com as dimensões de sua população fixa, que pouco passa dos trinta mil habitantes. Não por isso deixou de desenvolver uma economia consistente e boa infra-estrutura para atender a esta demanda turística, sua fonte principal de renda.

História da cidade de TORRES RIO GRANDE DO SUL Monografia - nº 534 Ano: 1973

ASPECTOS HistóricoS

A CIDADE de Torres é um dos mais antigos núcleos populacionais do Rio Grande do Sul. Omitidas as diversas incursões anteriores na região, o início do povoamento data de 1809, ano em que Dom Diogo de Souza, primeiro Capitão-mor da Capitania do Rio Grande de São Pedro, decidiu criar uma guarnição militar nessas terras, que integravam o Município de Santo Antônio da Patrulha, criado em 27 de abril de 1809, e um dos quatro mais antigos do Estado, juntamente com Rio Grande, Porto Alegre e Rio Pardo. Essa guarnição instalou-se nas proximidades da atual divisa norte com Santa Catarina, no local onde hoje se encontra a Cidade de Torres.

O povoamento teve começo sob os auspícios do alferes Manoel Ferreira Porto, que comandava a fortaleza em 1814. Alguns penitenciários foram recolhidos ao forte e, mais tarde, em 1824, construíram a igreja de São Domingos, Padroeiro do povoado nascente.

José Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de São Leopoldo, primeiro presidente da Província de São Pedro, teve idéia de fundar, em fins de 1825 ou início de 1826. mais um núcleo colonial alemão. A primeira colônia alemã, de São Leopoldo, tivera pleno êxito, mas fracassara o núcleo das Missões, antes mesmo de ser concretizado. Fernandes Pinheiro não teve tempo de executar esse projeto, cabendo a seu substituto, Visconde de Camamu, realizá-lo.

Em outubro de 1826, foram transferidos alguns imigrantes alemães de São Leopoldo para Torres. O coronel Francisco de Paula Soares, que comandava o presídio, dotado de novas instalações desde 1824 dividiu os 383 colonos, colocando os católicos junto ao próprio presídio e os protestantes, com seu pastor e médico, em local oito léguas distante.

Junto ao rio Três Forquilhas, instalaram-se estes em terreno localizado nas abas da encosta do planalto onde prosperaram com suas plantações de cana-de-açúcar, banana, tabaco, arroz, mandioca café e algodão. Os católicos foram deslocados inicialmente para a estrada de Mampituba, depois para as proximidades do rio Verde e finalmente para os terrenos devolutos localizados entre as lagoas do Morro do Forno e do Jacaré.

Em 1830, a população de Torres era de 1.200 habitantes, entre os quais 401 colonos alemães.

Iniciada a Revolução Farroupilha, em 1835, no ano seguinte Torres entrou na luta. Nessa ocasião, o capitão legalista Francisco Pinto Bandeira surpreendeu uma guarnição farroupilha que ocupara a Vila e aprisionou-a, tomando-lhe armamento e munição.

Em 1884, após vibrante campanha abolicionista, o tenente-coronel Manoel Fortunato de Souza declarou livre a vila de Torres.

Por ocasião da Revolução Federalista de 1893, o General Arthur Oscar esteve em Torres, com o objetivo de perseguir a coluna revolucionária Gumercindo e Salgado, contanto para isso com um contingente de mil homens.

O Município tira seu nome de três rochedos basálticos que se erguem à beira-mar e são

conhecidos como Torres do Norte, do Centro e do Sul.

Formação Administrativa A Freguesia de São Domingos das Torres, 28.a da Província, foi criada em 20 de dezembro de 1837, por força da Lei provincial n.° 13. Seu desenvolvimento determinou a criação do Município de São Domingos das Torres, com território desmembrado do de Conceição do Arroio, por Lei provincial n.° 1.152, de 21 de maio de 1878. A mesma lei elevou a sede municipal à categoria de vila, ocorrendo a instalação a 22 de fevereiro de 1879.

Em 1887, porém, foi o Município extinto, sua sede perdeu a condição de vila e o território voltou a pertencer a Conceição do Arroio.

O Decreto estadual n.° 62, de 22 de janeiro de 1890, do então recente Governo Republicano, restaurou o Município, cuja reinstalação se verificou a 8 do mês seguinte, quando se reabriu a Câmara Municipal.

O Ato municipal de 26 de setembro de 1892 refere-se também à criação do distrito sede do Município de Torres. Na Divisão Administrativa de 1911 e nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1920, o Município é apresentado com 3 distritos: Torres, Três Forquilhas e Glória.

Em 1933, segundo o quadro da Divisão Administrativa desse ano, o Município se subdividia em 4 distritos: Torres, Três Forquilhas, Nossa Senhora da Glória e Colônia Júlio de Castilhos. Assim permaneceu por ocasião das divisões territoriais de 1936 e 1937; da mesma forma figurou no anexo ao Decreto estadual n.° 7.199, de 31 de março de 1938, notando-se que nesses quadros os 2 últimos distritos se chamavam Glória e Júlio de Castilhos, e que a sede do de Júlio de Castilhos não possuía categoria de vila.

Na Divisão Territorial vigente para o quinquênio 1939-1943, o Município continuou com 4 distritos: Torres, Morro Azul (ex-Júlio de Castilhos), Três Irmãos (ex-Três Forqullhas) e Rio Verde.

Pela Divisão Territorial referente ao quinquênio 1945-1948, o Município continuava com quatro distritos: Torres, Guananazes (Ex-Três Irmãos), Pirataba (ex-Rio Verde) e Morro Azul, situação que permaneceu até 1960 quando, em nova divisão territorial, figurou com os distritos de Torres, Guananazes, Morro Azul, Pirataba, Rua Nova, São Pedro de Alcântara e Três Cachoeiras.

Na Divisão Territorial de 1963, continuou com o mesmo numero de distritos, apenas com dois topônimos mudados: Pirataba passou a chamar-se Glória e Guananazes retomou a antiga denominação de Três Forquilhas. Esta é a situação atual.

Fonte: IBGE

Código do Município

4321501

Gentílico

torrense

Prefeito

CARLOS ALBERTO MATOS DE SOUZA

População
População estimada [2018]38.386 pessoas  
População no último censo [2010]34.656 pessoas  
Densidade demográfica [2010]215,84 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]11.604 pessoas  
População ocupada [2016]31,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]28,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.880 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.291 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]290 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]98 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]20 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]4 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]27.993,21 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]46,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,762  
Total de receitas realizadas [2017]169.908,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]125.785,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]1,95 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]13 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]160,565 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]62,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]82,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]15,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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