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Selbach - Rio Grande do Sul



Selbach faz parte do estado do Rio Grande do Sul.

A denominação Selbach, teve sua origem ligada ao colonizador da área-Cel. Jacob Selbach Júnior. Seus habitantes são de origem alemã, predominantemente. É um dos municípios de fundação recente no estado.

Em tempos anteriores era o 9º Distrito de Passo Fundo e, pelo ato nº 400 de 9 de agosto de 1924, a sede foi elevada à vila. Finalmente, pela Lei Estadual nº 4762 de 30 de julho de 1964, alcançou sua emancipação.

História da cidade de Selbach

No período de 1897 até 1915, surgiram progressivamente os primeiros núcleos agrícolas no Município de Carazinho.

Na época em que o regime republicano se instalou, 15 de novembro de 1889, as férteis terras de Carazinho importavam gêneros alimentícios, desde que a agricultura havia sido relegada a plano secundário com a extinção da escravatura e a implantação consequente da pecuária.

A Revolução Federalista de 1893 agravou a situação. A insegurança pessoal, a requisição de gêneros, o arbítrio, o abandono das fazendas, tudo isto contribuiu para paralisar ainda mais a vida rural. Os latifúndios improdutivos foram vendidos pelos estancieiros à companhias colonizadoras ou particulares. Este último foi o caso de Selbach, cujas terras foram adquiridas em 1897, do Governo Federal, pelo Coronel Jacob Selbach Junior, este teve como procurador o Senhor Miguel Matte e como agrimensor, o Senhor Leopoldo Sefrin. Desta maneira formou-se aqui o núcleo inicial de colonização em 1905.

Por volta de 1905, se intalaram os primeiros colonos, todos de descendência germânica, na região: Estevam Seffrin, Jacob Seffrin, Leopoldo Seffrin, Antonio Weiss, Luiz Heine, Nicoulau Winck e Jacob Heckmann. Numa segunda etapa, os Borgoni, Reis (Rais), Maldaner, Brixner, Werlang, Alexius, Barth, Lutkemeyer, Feldkircher, Englert, dentre outros. Porém o maior fluxo de colonização e povoamento se deu nos anos de 1912 e 1914.

Outro fator de extrema importância na história de Selbach foi a vinda das Irmãs de Notre Dame, em 1929, para trabalhar em educação cristã e saúde. Entre as primeiras superioras, as Irmãs Maria Rogata, Maria Livária e Maria Imberta. Adão Seger também está ligado à educação do município, sendo o primeiro professor leigo da Escola Paroquial São Tiago, fundada pelas irmãs de Notre Dame.

Impulsionado pela educação, aconteceu o povoamento e a colonização em sistema de minifundios, com venda de pequenas porções de terras ainda cobertas por matas aos descendentes de imigrantes alemães, provindos das "Colônias Velhas" de São leopoldo, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Montenegro e São Sebastião do Caí. Em pequenos lotes, no meio da floresta nativa que cobria toda a região, produziam: milho, feijão, trigo, fumo, mandioca e batatas.

Os compradores que se candidatavam a adquirir lotes do colonizador Coronel Jacob Selbach Junior, deviam preencher exigências, das quais duas eram sumamente importantes e mesmo imprescindíveis a princípio: - ser agricultor (colono): deviam as famílias se comprometer, realmente, a iniciar o desmatamento do seu lote, e em pequenas roçadas instalar uma agricultura rudimentar de subsistência; - ser católico: como houve núcleos de colonização com discriminação religiosa, houve por bem o Coronel Selbach optar pela revenda de suas terras em lotes para colonização somente para os seus correligionários, uma vez que este era católico. Desta maneira assegurava ele, também, a instalação do núcleo social em suas glebas. Um local previamente determinado e demarcado já era destinado a servir de área para a construção da primeira capela e da primeira escola. A capela e a escola assegurariam a convivência religiosa, cultural e tradicional, conservando a população coesa; preferencialmente ser alemão.

Na organização dos lotes ficou reservada uma área para a construção da primeira igreja e da primeira escola.

Em homenagem ao colonizador Coronel Jacob Selbach Junior, o nosso município recebeu a denominação histórica e política de Selbach. No transcurso da história já surgiram idéias referentes à mudança desta denominação histórica, mas a cada nova idéia prevaleceu a fidelidade às origens.

Até 1924 Selbach pertenceu ao Distrito de Boa Esperança, hoje o município de Colorado. No mesmo ano foi o 9º Distrito de Passo Fundo. Em janeiro de 1931, a Vila de Selbach passou a ser o 4º Distrito de Carazinho, uma vez que esta localidade se emancipara. Mais adiante, nova mudança: com a emancipação de Tapera em 1954, se desmembrou de Carazinho e Selbach passou a ser o 2º Distrito do novo município. A partir daí iniciou a campanha de emancipação de Selbach com a formação de uma comissão chefiada por Pedro Utzig que culminou com a criação do novo município em setembro de 1965. Outros fatos importantes foram que a primeira pessoa a ser enterrada no Cemitério Municipal de Selbach foi Nicoulau Alles, 1906. A primeira capela foi inaugurada em 25.06.1907 quando foi inaugurado o sino pequeno doado pelo colonizador Jacob Selbach Júnior. O primeiro guia espiritual foi o Padre Valentim Rumpel, sendo o primeiro professor Evald Ludwig. Ele dava aulas de leitura, escrita, cálculo, religião e culto dominical na sala do seu próprio lar.

Gentílico: selbachense

Formação Administrativa

Pela Lei Estadual nº 5.036, de 22-09-1965, foi criado o Município de Selbach.

Pela Lei Estadual nº 7.659, de 14-05-1982, foi anexado ao Município de Selbach área situada entre os Municípios de Colorado e Selbach.

Pela Lei Municipal nº 361, de 14-05-1985, foi criado o 2º Distrito de Arroio Grande.

Pela Lei Municipal nº 938, de 28-06-1996, criou o 3º Distrito de Floresta.

Assim permanecendo até dezembro de 2007.

Fonte: IBGE; www.selbach.rs.gov.br; www.cnm.org.br; www.rotadasterras.com.br

Autor do Histórico: CLAYTON COSTA DA SILVA

Código do Município

4320305

Gentílico

selbaquense

Prefeito

SERGIO ADEMIR KUHN

População
População estimada [2018]5.093 pessoas  
População no último censo [2010]4.929 pessoas  
Densidade demográfica [2010]27,75 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,3 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.263 pessoas  
População ocupada [2016]24,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]22,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]521 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]104 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]50 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]16 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]4 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]41.068,96 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]75,4 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,777  
Total de receitas realizadas [2017]26.095,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]20.502,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]4,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]177,642 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]30,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]89,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]21,7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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