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Santo Ângelo - Rio Grande do Sul



Santo Ângelo é uma cidade localizada no estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião do Noroeste Rio-Grandense e à microrregião de Santo Ângelo. É o maior município da região das Missões, com 76.304 habitantes segundo o censo de 2010.

A "Capital das Missões", como é chamado, destaca-se como um centro de serviços públicos, por sediar vários órgãos das esferas estadual e federal. Terra com história riquíssima e belezas naturais e arquitetônicas, Santo Ângelo desponta novamente como um dos pólos do Noroeste do Rio Grande do Sul, mostrando sua beleza e potencial.

Santo Ângelo faz parte dos chamados Sete Povos das Missões e suas origens remontam ao período espanhol, sendo parte dos povoados criados nos séculos XVII e XVIII por padres jesuítas espanhóis nos atuais territórios do Brasil, Argentina e Paraguai.

História da cidade de SANTO oNGELO RIO GRANDE DO SUL Monografia - nº 549 Ano: 1973

ASPECTOS HistóricoS

FORAM os jesuítas os primeiros desbravadores da área em que se situa o Município de Santo ongelo, ao tempo em que a região estava compreendida nos domínios espanhóis. Coube ao padre Roque Gonzales, mais tarde morto pelos nativos, transpor o Uruguai em 1626, e iniciar o estabelecimento de reduções para catequese dos indígenas. Depois de sua morte em 15 de novembro de 1628, outros jesuítas continuaram a obra, chegando a fundar até 1634, dezoito reduções, à margem esquerda do rio Uruguai.

Todas essas reduções foram, no entanto, arrasadas pelos bandeirantes entre 1636 e 1638. Tempos depois, os mesmos religiosos fundaram os Sete Povos das Missões, entre os quais o último deles, Santo ongelo Custódio, em 12 de agosto de 1706, entre os rios Ijuí e Ijuizinho, com 737 famílias compostas por 2879 pessoas. Seu fundador foi o Padre Diogo de Hase.

Os Sete Povos das Missões foram dirigidos e governados pelos jesuítas até 1769, isto é, até a expulsão dos padres dos domínios espanhóis. Haviam, sob esse regime, alcançado notável desenvolvimento nas industrias e nas artes.

Santo ongelo se destacou como grande produtor e maior exportador de Erva-Mate e também como maior produtor de algodão entre os sete povos.

Com a retirada dos religiosos, as povoações entraram em decadência, motivada principalmente pelos maus tratos que os administradores dispensavam aos índios, restando desse período apenas a tradição histórica concretizada nas ruínas da majestosa catedral de são Miguel e no museu ali localizado, onde se encontram as imagens, pedras lavradas, etc. as quais foi possível resgatar.

Com o fito de conquistar o Território das Missões e incorpora-lo ao domínio português, José Borges de Canto, em 1801 entrou em São Miguel, localidade pouco distante da atual sede do Município, de onde exigiu a rendição de São João e Santo ongelo. Consolidada a conquista, ficou o agrupamento quase abandonado: o Recenseamento de 1803 atribuía a todo o território missionário população de apenas 7.951 pessoas.

Com a invasão de Frutuoso Viana, em 1828, foram as reduções saqueadas e destruídas, ficando Santo ongelo e os outros Povos à mercê de aventureiros em busca de imaginários tesouros que teriam sido ali deixados pelos padres da Companhia de Jesus.

A situação não se modificou até 1831, quando Francisco de Paulo e Silva, em busca de vestígios de antigas estradas jesuíticas, conseguiu sesmarias na região, juntamente com Antônio Manuel de Oliveira, Bento Barbosa e outros.

Santo Angelo, portanto, pertencente à denominada Província de Missões, foi anexada a Porto Alegre e após, respectivamente, fez parte de Rio Pardo (1809), Cachoeira do Sul (1822) e de Cruz Alta (1834).

Com o aumento da população, foi a localidade elevada à categoria de freguesia, em 14 de janeiro de 1857. Em 1873 já era vila sendo a Câmara instalada no ano seguinte. Data dessa época a organização metódica da vida comunal.

Formação Administrativa - O DISTRITO de Santo ongelo deve sua criação a Lei provincial n.º 335, de 14 de janeiro de 1857, confirmado pelo Ato municipal n.º 9, de 10 de fevereiro de 1901.

A Vila surgiu em 22 de março de 1873, conforme Lei provincial n.º 835. Suas terras foram desmembradas dos municípios de Cruz Alta e São Borja. A instalação se deu em 31 de maio ou de dezembro de 1874. Pela divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município compunha-se de 5 distritos: Santo ongelo, Santa Rosa, São Miguel, Santa Tecla e Giruá.

Por ocasião do Censo de 1950, possuía 9 distritos: Santo ongelo, Catuípe, Coimbra, Entre Ijuís, Giruá Independência, Inhacorá, São José do Inhacorá e São Miguel das Missões.

A partir de 1954, passou a ser desmembrado para a formação de novos municípios: assim é que em 1954 perdeu os distritos de São José do Inhacorá e Independência em 1955, o de Giruá. Chegou ao Censo de 1960 com os distritos de Santo ongelo, Catuípe, Coimbra, Entre Ijuís, Inhacorá e São Miguel das Missões. Após 1960, sofreu redução dos distritos de Catuípe, Inhacorá e Chiapeta e ganhou os de Eugênio de Castro e Vitória.

No Censo de 1970, figurou com os distritos de Santo ongelo Buriti, Coimbra, Entre Ijuís, Esquina Gaúcha, Eugênio de Castro, São Miguel das Missões e Vitória, com uma área de 3700 quilômetros quadrados. Em 1982, perdeu parte da área do distrito de Coimbra, para a formação do município de Jóia. Em 1988, perdeu os distritos de Entre-Ijuís, Eugênio de Castro, São Miguel das Missões e Coimbra, que se emanciparam (exceto Coimbra, que passou a pertencer a São Miguel das Missões). Em 1992, emancipou-se o distrito de Vitória, sendo criado o município de Vitória das Missões.

Hoje Santo ongelo possui 681 quilômetros quadrados, localizados à margem direita do Rio Ijuí, tendo como limítrofes os municípios de Catuípe, Entre-Ijuís, Giruá, Guarani das Missões, Sete de Setembro e Vitória das Missões.

Fonte: IBGE

Código do Município

4317509

Gentílico

santo-angelense ou angelopolitano

Prefeito

JACQUES GONÇALVES BARBOSA

População
População estimada [2018]77.620 pessoas  
População no último censo [2010]76.275 pessoas  
Densidade demográfica [2010]112,09 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,3 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]20.399 pessoas  
População ocupada [2016]25,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]29 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]9.304 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]2.656 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]623 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]256 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]45 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]15 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]28.239,10 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]65,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,772  
Total de receitas realizadas [2017]200.462,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]169.400,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]7,85 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]37 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]680,498 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]29,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]90,5 %  
Urbanização de vias públicas [2010]9,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Santo Ângelo: Imagens da cidade e Região

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