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Santa Vitória do Palmar - Rio Grande do Sul



Santa Vitória do Palmar faz parte do estado do Rio Grande do Sul, localizado no extremo sul do Brasil. Possui uma população de 30.990 habitantes de acordo com o Censo 2010 do IBGE.

Junto com o município de Rio Grande, abriga em seu território uma das estações ecológicas mais importantes do Rio Grande do Sul, a Estação Ecológica do Taim e, futuramente, um dos maiores parques para geração de energia eólica da América Latina.

História da cidade de Santa Vitória - Breve Histórico

As terras do atual Município de Santa Vitória do Palmar, assim como o Estado do Rio Grande do Sul como um todo, foram arduamente disputadas por Espanha e Portugal nos tempos da expansão marítima. Tanto que por determinado tempo, as terras do Taim até as do Chuí tiveram de ser consideradas como Campos Neutrais - Tratado de Santo Ildefonso, 1777 - tratando-se de um largo pedaço de terra desabitado a fim de minimizar o confronto entre os colonizadores.

Portugal tinha a intenção de colonizar a região para garantir a defesa do território e fornecer, no início do século XVIII, carnes e couros para a região mineradora recém-descoberta, no atual Estado de Minas Gerais, que não tinha produção de alimentos.

Com o propósito de fortalecer seu posto na Colônia do Sacramento, os portugueses escolheram a barra de Rio Grande para construir um presídio que ganhou o nome de Jesus-Maria-José. Rio Grande foi oficialmente fundada em 19 de fevereiro de 1937 pelo Brigadeiro José da Silva Paes. Este contou com o conhecimento do Coronel Cristóvão Pereira de Abreu, desbravador que veio para o sul em busca do gado chimarrão. Meses antes do desembarque do Brigadeiro na barra do Rio Grande, Cristóvão Pereira já havia montado um posto avançado de doze homens às margens do Arroio Chuí, indo em seguida à região de Rio Grande encontrar-se com Silva Paes, que vinha por mar.

Após a fundação do Forte Jesus-Maria-José, Silva Paes prosseguiu para o sul, dividindo a expedição em duas partes: uma marchando por terra e outra navegando pela Lagoa Mirim e pelo Arroio São Miguel, onde os grupos se unem. Seguiram então por terra até chegar em um local estratégico, em cima de um morro, onde se avista o movimento dos barcos que transitam pelo Arroio São Miguel. Ali Silva Paes manda levantar uma fortificação de pedras, o Forte São Miguel.

A partir de então segue-se uma série de disputas entre as potências ibéricas pelas terras do sul do continente americano. Os espanhóis chegam a invadir a Vila de Rio Grande de São Pedro, ocupando-a por treze anos, até que os portugueses a retomam em 1776.

O português Francisco José de Souza Soares de Andréa (chegado ao Brasil com a Família Real, 1808), Comandante Militar do Rio Grande do Sul na época do Tratado Definitivo (1851), entre Brasil e Uruguai, foi designado Comissário brasileiro para a demarcação dos limites estabelecidos no dito tratado. Na execução destes trabalhos, a pedido do estancieiro Manoel Correa Mirapalhete, demarcou o local para se fundar uma povoação.

Em 19 de dezembro de 1855, foi lavrado o termo de criação do povoado com o nome de Andréa e uma igreja tendo por padroeira Santa Vitória, no lugar chamado Coxilha do Palmar de Lemos. A primeira pedra foi assentada por seu fundador Comendador Mirapalhete. Santa Vitória do Palmar tem este nome devido à esposa de Manoel Correa Mirapalhete chamar-se Vitória e ser grande devota da Santa Vitória, e Palmar devido à grande quantidade de palmeiras na região.

Em 1858, foi criado pelo então Presidente da Província (Silva Ferraz) o 2º Distrito do Taim, constituído pela Capela de Santa Vitória do Chuí. Em 1872, a Lei Provincial nº 808 (30 de outubro) elevou à categoria de Vila a povoação fronteiriça, emancipando-se do Município de Rio Grande. Em 1874, a Lei Provincial nº 945 (15 de maio) criou o Município de Santa Vitória do Palmar. Finalmente, em 1888, através da lei nº 1736 (24 de dezembro), foi elevada à categoria de cidade.

Após a Revolução de 1893, um surto de progresso passou por Santa Vitória do Palmar, como se pode verificar com o elevado número de prédios que foram construídos daí até 1911.

Região de pecuária por ocasião de sua fundação, a cidade dos antigos palmares viu a decadência dessa atividade no correr do século XX. E, apesar da criação de gado bovino e ovino ainda ser de grande importância, abriu-se espaço para o crescimento da produção do arroz.

Fonte: LESSA, Barbosa. Rio Grande do Sul, Prazer em Conhecê-lo. 3ª ed. Porto Alegre: Editora AGE, 2000. VIEIRA, Eurípedes Falcão. Rio Grande, Geografia Física, Humana e Econômica. 1ªed. Porto Alegre: Editora Sagra, 1983. MACHADO, Sônia. O Longo Amanhecer do Sul. 1ªed. Porto Alegre: Editora mercado Aberto, 2000. CESAR, Guilhermino. Primeiros Cronistas do Rio Grande do Sul. 3ªed. Porto Alegre: Editora da Universidade, 1998. PRADO, Daniel. Operariado e Meio Ambiente: Um Estudo sobre os Trabalhadores da Indústria de Rio Grande. 1ªed. Rio Grande: Editora FURG, 2001. QUEIROZ, Maria Luisa. A Vila de Rio Grande de São Pedro. 1ªed. Rio Grande: FURG, 1987. ENCICLOPéDIA dos Municípios Brasileiros. Vol. XXXIV. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Geografia e Estatística, 1959.

Autor do Histórico: MARIA DO CARMO R. TRUGILLO

Código do Município

4317301

Gentílico

vitoriense

Prefeito

WELLINGTON BACELO DOS SANTOS

População
População estimada [2018]29.877 pessoas  
População no último censo [2010]30.990 pessoas  
Densidade demográfica [2010]5,91 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]5.246 pessoas  
População ocupada [2016]16,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.902 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.189 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]316 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]90 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]22 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]27.715,90 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]73,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,712  
Total de receitas realizadas [2017]129.296,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]107.902,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,04 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]18 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]5.243,578 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]80,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]67,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]20 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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