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Quinze de Novembro - Rio Grande do Sul



Quinze de Novembro faz parte do estado do Rio Grande do Sul.

Colonizado por imigrantes alemães oriundos da cidade de Montenegro, o município de Quinze de Novembro tem a maior porcentagem de protestantes do Brasil, 80,4%, quase todos luteranos

Quinze de Novembro já pertenceu ao município de Ibirubá.

História da cidade de QUINZE DE NOVEMBRO

As origens históricas do atual município de Quinze de Novembro remontam ao final do século XIX e início do século XX, período que abrange os anos compreendidos entre 1896 e 1914.

A colonização, propriamente dita, iniciou no Distrito de Santa Clara do Ingaí em 1896, com famílias advindas de Montenegro, de origem alemã, denominadas Merg, Peuckert e Wilke. A primeira criança nascida entre os colonizadores foi Celestino Peuckert, em 1887. Em 1910, Alberto Schmidt criou a colônia particular Dona Etelvina nome dado em homenagem à sua esposa. A colônia foi povoada por alemães, que se dedicaram à agricultura e a pequenas indústrias.

Em 1912, foi denominado Colônia Quinze de Novembro, devido a uma leva de colonizadores que chegaram ao local nesta data. Posteriormente o núcleo de povoação foi se transformando e passou a denominar-se "Núcleo Quinze de Novembro".

O primeiro comerciante, segundo depoimentos orais, radicado no Núcleo XV de Novembro foi José Ritter, por volta de 1911. Antes do início da colonização a área do distrito era ocupada pelas famílias Amorim, Moura, Gonçalves, Costa, Pereira, Lopes, Matos, Silva, Ritter, Jesus, Farias, Pimentel, Chaves, Ortiz, Santos, Barbosa, Amaral e Cruz, sendo estes posseiros de extensa gleba de terras. A colonização teve seu início em 1914, pelo topógrafo e agrimensor alemão Alberto Schmidt, que trabalhava na construção da ferrovia Cruz Alta a Passo Fundo, e recebera autorização para colonizar as terras de XV de Novembro, providenciando o loteamento e venda das terras aos agricultores. Imigrantes alemães e italianos vindos de Estrela, Teotônia, Lajeado, Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul seguiram de trem até Cruz Alta e dali se deslocaram em direção a Valos (atual) Santa Clara do Ingaí atingindo posteriormente, a região a ser colonizada.

Dia 19 de outubro de 1915, foi inaugurada a primeira Igreja Evangélica pelo pastor Albert Adam, que oficiou o primeiro culto. Nessa época, passou a ser denominada "Colônia Quinze de Novembro". Com o desenvolvimento da colônia , em 1924 foi colocada a pedra fundamental para a construção da nova igreja . Finalmente, em 15 de novembro de 1926, num dia de grande alegria para a comunidade, foi inaugurado o novo templo evangélico.

Os imigrantes trouxeram muitas experiências com práticas das vidas desde seu país de origem onde surgiram o funileiro, o sapateiro, a celaria, serraria, um moinho, casa comercial e tantos outros. A vocação pela música apareceu em 1919, quando surgiram a primeira bandinha regida por Arthur Saft. Os imigrantes eram atraídos pelas terras férteis da Região Serrana, desde então a economia de Quinze de Novembro esteve embasada na agricultura, com o desenvolvimento cresce o comércio e a indústria.

Pouco a pouco todas as profissões foram sendo exercidas, juntamentea educação e alfabetização eram ministrados. O ensino era totalmente em alemão, porém, gradativamente o português era introduzido.

A Escola de XV de Novembro foi difusora do ensino e da cultura . Sendo o primeiro professor Arthur Saft e seu auxiliar de ensino Libório Maurer. O Clube de Bolão, veio com os costumes e tradições dos alemães e foi fundado em 23 de novembro de 1927 e vive até hoje momentos marcantes na vida social. As mulheres não ficaram para trás, fundando em 06 de maio de 1929 o Clube de Damas Primavera, onde funcionou no salão Schenkel, sendo até hoje o bolãozinho a principal recreação.

Em 1929 surgiu a primeira indùstria da vila, uma serraria que era movida com máquinas a vapor, abastecida com lenha. Durante o dia movia a serraria e a noite fornecia energia para iluminação até às 22 horas. O Sr.Carlos Bratz instaloupequena represa por ele construída, uma roda dágua com um gerador que passou a fornecer luz para a vila, mais tarde o Prefeito de Cruz Alta instalou um motor diesel com gerador na Sub-Prefeitura. A energia elétrica fornecida pela CEEE somente apareceu na década de 60.

O transporte era muito precário, sendo embasado na locomoção a cavalo, carroça e carro de bois que com o passar dos anos, foram substituídos pelos veículos de motor à combustão e o desenvolvimento mundial sempre atingiu 15 de novembro que evoluiu no setor. Nos meios de comunicação o passo decisivo para o distrito foi dado em 1930, quando foi instalada a rede de telefonia que se estendia desde a antiga General Osório e passava por São Lucas, Santa Clara, Passo do Lagoão e por fim Quinze de Novembro.

Em 1943, segundo publicação no Jornal Diário Serrano, de Cruz Alta, houve uma determinação na mudança de toponímia nacional pelo IBGE. Em virtude de exigências legais, mudou-se o nome de Quinze de Novembro para Poropê, que significa " sol" e exprime " o que muito ilumina" . Esta mudança não chegou ao conhecimento da maioria da população . Apenas alguns como o professor Arthur Saft que na época recebiam o jornal, souberam da alteração. Para o restante da comunidade a colônia continuou a chamar-se Quinze de Novembro.

Origem do nome " Quinze de Novembro"

Não existe dados concretos quanto a origem do nome de XV de novembro. Presume-se que o nome provenha da data em que os primeiros colonizadores chegaram à localidade.

Pode-se dizer também, que a data de 15 de Novembro de 1889 tenha determinado a origem do nome, devido a radical mudança do regime político brasileiro, que passou de Império para República Federativa dos Estados Unidos do Brasil, mas como nada consta em documentos oficiais, permanece a dúvida.

Gentílico: quinzenovembrense

Formação Administrativa

Criado o Distrito de Quinze de Novembro, por lei municipal de Ibirubá, nº 21 de 15-06-1955. Sendo o 3º distrito. ( esta lei dispõe sobre a divisão do município de Ibirubá em distritos mas não os delimita).

Por lei municipal de Ibirubá nº 112 de 20-06-1960 Cria o Distrito de Quinze de Novembro definindo sua sede e suas delimitações.

Em lei municipal de Ibirubá sob. n° 211 de 19-07-1963 é criado o Distrito de Sede Aurora.

Em Lei municipal de Ibirubá nº 214 de 28-11-1963 é alterado os limites geográficos do distrito Quinze de Novembro.

Em lei municipal de Ibirubá n° 250 de 04-09-1964 retifica os limites geográficos do distrito de Quinze de Novembro.

Pelo Decreto municipal de Ibirubá nº 41 de 31-12-1969 é fixado os limites de Zona Urbana da Vila de 15 de novembro.

Pela Lei Municipal de Ibirubá nº 676 de 19-09-1979 é alterado os limites geográficos do distrito de Quinze de Novembro.

Por Lei Estadual nº 8.454 de 08-12-1987 é criado o municípo de Quinze de Novembro.

Por lei Municipal nº 35 de 14-11-1989 Cria os Distritos de Quinze de Novembro, Sede Aurora e Santa Clara do Ingaí.

Por Lei Estadual nº 9.044 de 08-02-1990 Altera o Art. 2º da Lei Estadual 8.454 de 08-12-1987.

Fonte: IBGE www.pm15nov.rs.gov.br www.rsvirtual.net www.cnm.or.br/municipio/historia.asp

Autor do Histórico: CLAYTON COSTA DA SILVA

Código do Município

4315354

Gentílico

quinze-novembrense

Prefeito

GUSTAVO PEUKERT STOLTE

População
População estimada [2018]3.789 pessoas  
População no último censo [2010]3.653 pessoas  
Densidade demográfica [2010]16,33 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]796 pessoas  
População ocupada [2016]20,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]20,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]100 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]-  
Matrículas no ensino fundamental [2017]433 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]93 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]39 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]12 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]5 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]35.748,59 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,756  
Total de receitas realizadas [2017]25.349,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]20.229,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]223,638 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]15,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]98,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]20,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  16. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  22. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  23. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  24. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  25. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Quinze de Novembro: Imagens da cidade e Região

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