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Passo Fundo - Rio Grande do Sul



Passo Fundo é uma cidade da região sul, localizado no interior do estado do Rio Grande do Sul. É a maior cidade do norte do estado, sendo considerada cidade média, com população estimada em 186.028 habitantes. Possui um grande número de edifícios, sendo uma das cidades mais densas do Estado. O PIB do município é de 4.551,198 mil reais (2010) e a renda per capita, de 24.618,50reais (2010). A cidade é conhecida como "Capital do Planalto Médio", "Capital Nacional da Literatura","Lugar de ser Feliz"e "Capital do Norte", já que é a maior cidade do Noroeste Rio-grandense.

O município Passo Fundo, emancipado em 28 de janeiro de 1857, teve sua formação a partir de 1827, como resultado da ocupação do Planalto Médio e Alto Uruguai, e seu território original hoje abriga 107 municípios do Rio Grande do Sul. Leva esse nome em razão de um rio de mesmo nome utilizado pelos tropeiros desde o século XVIII.

História da cidade de PASSO FUNDO RIO GRANDE DO SUL Monografia - nº 618 Ano: 1982

ASPECTOS HistóricoS O TERRITóRIO era habitado pelas tribos indígenas Tapes e Caingangs. Sustentavam-se da caça, de mel, frutas e do cultivo do milho e do feijão. Os caingangs usavam o corte de cabelo à moda dos padres franciscanos, sendo conhecidos pelo nome de coroados e bugres. Em cada aldeia havia um "Chefe-Pai", bem como um Cacique-Geral. Esses chefes eram hereditários ou elegíveis. Possuíam uma lenda sobre o dilúvio que cobriu a terra e do qual se salvou o Caingang subindo a serra.

Segundo alguns, o território de Passo Fundo foi penetrado a princípio por jesuítas das Missões Orientais do Uruguai, que fundaram a redução de Santa Teresa, para fins de catequese.

O povoado começou nas primeiras décadas do século XIX, quando os colonizadores penetraram a região e os tropeiros, vindos da fronteira sul, em demanda à então Província de São Paulo, o maior mercado consumidor de muares, passaram a fazer pousada obrigatória no "passo fundo", como medida de segurança. Tornou-se, assim, parte do chamado "Caminho dos Paulistas".

A região era infestada por índios hostis que atacavam as tropas de mulas, principalmente no lugar denominado "Mato Castelhano", que era muito denso.

Os tropeiros preferiam cruzar a zona do matagal, durante o dia e por isto pernoitavam no chamado "passo fundo", um lugar alto, do qual descortinavam a região onde dispunham de boa aguada.

A partir de 1827, vindos da Província de São Paulo, estabeleceram-se na região alguns colonizadores luso-brasileiros. Em Pinheiro Marcado o primeiro morador efetivo, o alferes Rodrigo Félix Martins e, na atual Sede de Passo Fundo, Manoel José das Neves, conhecido como Cabo Neves que posteriormente, recebeu a graduação de Capitão por ter servido na campanha do Prata. Na mesma época, estabeleceram-se no Município, Alexandre da Mota e Bernardo Paz.

Em 1831, o Capitão requereu a posse das terras através de carta fornecida pelo Comando Militar de São Borja.

A primeira capela, erigida sob o orago de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi requerida por Joaquim Fagundes dos Reis e outros moradores em 1834, e concluída, em fins de 1835, em área doada pelo Capitão José Manoel das Neves.

Na campanha abolicionista havia, desde 1871 uma sociedade presidida pelo Dr. Cândido Lopes de Oliveira, que visava a emancipação de crianças do sexo feminino, antes mesmo da Lei do Ventre Livre.

Antecipando-se à Lei áurea, a Câmara Municipal de Passo Fundo, a 28 de setembro de 1882, proclamava a libertação de 300 cativos. A moção foi apresentada pelo secretário da sociedade Major Antônio Ferreira Prestes Guimarães, eleito vereador.

A idéia republicana também estava enraizada no Município, mas o silêncio pairou sobre os princípios republicanos, quando irrompeu a Revolução Farroupilha.

Anos depois, Francisco Prestes, Manoel Araújo Schell, Pedro Pereira dos Santos, Afonso Caetano de Souza, Fidêncio Pinheiro, Fernando Zimmermann, Irineu Lewis, José Savinhone, Marques Sobrinho e Lúcio Martins de Morais reuniam-se a luz de velas, sendo conhecidos como membros do "Clube do Toco de Vela".

A 16 de novembro de 1889, o povo de Passo Fundo soube da Proclamação da República, através de uma mensagem telegráfica recebida por engenheiros militares.

No mesmo ano, por intermédio de Tomás Canfild, criador da "Colônia Canfild", chegaram os primeiros colonos, 3 famílias de agricultores italianos, sendo seus chefes Trinco Joseph, João e Silvestre Bucco.

Por ocasião da Revolução Federalista travaram-se, em Passo Fundo, em 1893 e 1894, diversas batalhas que bem comprovam a importante participação principal nos destinos políticos do Estado.

Cessada a lute, o progresso começou a ser estruturado com a construção da estrada de ferro, em 1897, e a organização de diversas empresas colonizadoras; sendo empreendida a colonização do Alto Jacuhy, pela firma Schmitt e Cia. Oppitiz, seguindo-se a de Saldanha Marinho, iniciada em 1898 pela empresa Costa e Silva, e a de Dona Ernestina, do Coronel Ernesto Carneiro da Fontoura em 1899. Surgiram mais tarde, as colônias de Marau, Teixeira, Sertão, Sarandi, Santa Cecília, Weidlich, Varzinha, Erechim, 7 de Setembro, Tamandaré, Selbach e Boa Esperança.

Em 1923, quando o País, e muito particularmente o Rio Grande do Sul, era palco de focos de agitações que culminaram com os acontecimentos de 1930, o Município teve de travar novas e sangrentas batalhas para romper o cerco do seu território.

Voltando a paz, Passo Fundo transformou-se num dos grandes municípios brasileiros.

Formação Administrativa A FREGUESIA de Passo Fundo criada pela Lei n.º 99, de 26 de novembro de 1847, passou à categoria de Município pela Lei provincial n.º 340, em 28 de janeiro de 1857, sendo instalada em 7 de agosto do mesmo ano

Desmembraram-se de Passo Fundo os atuais Municípios de Soledade, Erechim, Carazinho, Getúlio Vargas, Sarandi, Marau e Tapejara.

A composição municipal tem oito distritos, inclusive o da Sede, Passo Fundo, Coxilha, Campo do Meio, Ernestina, Pulador, Pontão, Bela Vista e São Roque.

PASSO FUNDO é sede de Comarca de 3.ª entrância, instalada a 7 de setembro de 1875. Tem jurisdição sobre os Municípios de Ciríaco e David Canabarro.

Fonte: IBGE

Código do Município

4314100

Gentílico

passo-fundense

Prefeito

LUCIANO PALMA DE AZEVEDO

População
População estimada [2018]201.767 pessoas  
População no último censo [2010]184.826 pessoas  
Densidade demográfica [2010]235,92 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]70.586 pessoas  
População ocupada [2016]35,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]25,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,3 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,9  
Matrículas no ensino fundamental [2017]23.895 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]5.971 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]1.366 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]487 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]78 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]25 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]42.459,59 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]54,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,776  
Total de receitas realizadas [2017]586.902,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]488.854,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,59 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]65 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]783,421 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]54,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]71,7 %  
Urbanização de vias públicas [2010]46,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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