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Muçum - Rio Grande do Sul



Muçum faz parte do estado do Rio Grande do Sul.

Conhecido como Princesa das Pontes, pelo trecho da Ferrovia do Trigo que atravésa o rio Taquari e corta a cidade sobre um viaduto, marcando o visual da entrada da cidade.

O povoamento da região onde hoje se encontra o município de Muçum começou por volta do século 19, com o estabelecimento dos primitivos colonizadores de origem lusa, italiana, alemã e polonesa, que compraram suas terras, através da Comissão de Terras e Colonização em Guaporé. O rio Taquari teve suma importância na migração dos primeiros colonizadores, já que era bastante navegável. O nome do município tem sua origem de uma cachoeira conhecida dos navegadores que costumavam passar pelo rio Taquari, chamada "Muçum". Inicialmente a povoação denominou-se General Osório. A origem do invulgar nome de "muçum", que a cidade e o município ostentam até hoje, perde-se nas brumas de tempos passados, difundido oralmente entre os primitivos navegadores do rio Taquari. O nome "Mussum", ainda grafado com dois "SS", aparecia escrito em um relatório elaborado em 1862, pelo engenheiro militar Capitão Antônio Augusto Arruda, do Exército nacional, ao efetuar um completo levantamento das cachoeiras existentes no rio Taquari, desde o porto de estrela até o incipiente povoado de Santa Bárbara na foz do Rio Carreiro. Por meio deste documento, se constata que "Mussum" era a denominação dada a cachoeira do rio Taquari em que este nome já existia muitos anos antes. Em 19 de novembro de 1938 alternava a denominação de distrito e vila de General Osório para "Mussum", ainda com grafia de dois "SS". Em dezembro de 1959 era solicitada a Assembléia Legislativa do do Rio Grande do Sul "que seja retificado o nome de Muçum, para a grafia com dois "S", visto ser nome próprio, pois com "ç" acedilhado é nome de peixe de origem da língua Tupi-Guarani. Esta solicitação da Câmara de Vereadores, não foi aceita.

História da cidade de O nome "Muçum" teve origem, nos primórdios de 1889-1900, quando os primeiros habitantes desbravavam a região coberta de mata virgem. "Muçum", para aqueles habitantes, era uma cachoeira existente no Rio Taquari, onde abundava uma espécie de peixe, chamado Mussum, o que serviu entre os marinheiros e viajantes para identificar também, o nome do povoado existente.

Posteriormente, com a criação do distrito (1905), a localidade passou a denominar-se "General Osório". Em 1938, em virtude da Lei Estadual, que proibia a existência de duas localidades com o mesmo nome, já na categoria de vila, voltou a adotar o primitivo nome "Muçum", que continua sendo usado.

O povoamento da região, que constitui hoje o município de Muçum, começou por volta do século XIX, com o estabelecimento dos primitivos colonizadores de origem lusa, italiana, alemã e polonesa, que compraram suas terras através da Comissão de Terras e Colonização em Guaporé. O Rio Taquari foi de suma importância na migração dos primeiros colonizadores.

Os primitivos habitantes do território de Muçum, à época do Descobrimento do Brasil, eram os índios. Em 1633 os jesuítas visitaram a região.

Em 1888 chegaram os primeiros imigrantes italianos, alemães, franceses e poloneses, que colonizaram o território.

Esta grande gleba de terra pertencia a Antonio Fialho de Vargas, Joaquim Fialho de Vargas e outros.

Em 1957, deu-se início ao movimento Pró-Emancipação e em 18 de fevereiro de 1959 cria-se o município, pela Lei nº 3.729.

Em 23 de maio de 1959 aconteceu a 1ª Eleição Municipal e em 31 de maio do mesmo ano, houve a instalação oficial do município de Muçum.

CARACTERíSTICAS

A população total do município é de 4.574 de habitantes (Contagem da População 2007).

Sua área é de 110,89 km, representando 0.0412% do Estado, 0.0197% da Região e 0.0013% de todo o território brasileiro.

Seu índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.824 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

Gentílico: Muçunense

Data de criação: 18/2/1959 (Lei nº . 3729)

Ano de Instalação: 1959

Microrregião: Lajeado-Estrela

Mesorregião: Centro Oriental Rio-Grandense

Altitude da Sede: 77 m

Distância à Capital: 114,47Km

- Aspectos Físicos

Muçum encontra-se no Vale do Taquari, expandindo-se ao Norte em direção às montanhas, que pertencem à região. O município é formado por localidades como Brás Scharlau (pronunciado pelos imigrantes italianos brasharéu), Linha Treze de Maio e Linha 28 de Setembro.

- Economia

Com a economia baseada na produção primária, o município volta-se para o turismo, na exploração de suas belezas naturais e arquitetônicas, além de práticas esportivas.

Destaca-se a atividade industrial com o beneficiamento de couros, o que representa a maior força econômica do município. é a única cidade do Estado do Rio Grande do Sul a produzir o couro em verniz, exportado para os países europeus e asiáticos.

A avicultura é outra atividade, com uma produção anual de 2,1 milhões de frangos. Na agricultura destaca-se o cultivo de soja, milho e fumo, além do incentivo à citricultura. Muçum possui propriedades rurais distribuídas em minifúndios. As áreas mais produtivas estão nos vales dos rios Taquari e Guaporé.

- Cultura

Muçum caracteriza-se pela colonização italiana (grande parte), sendo a maioria das famílias de origem vêneta.

O canto, a dança e o folclore sempre estiveram presentes no desenvolvimento do município. O folclore italiano está em evidência no Grupo La Barca. O sincronismo da chula e o sentimento da declamação estão presentes na Invernada Artística do CTG Sentinela da Tradição. Já o Coral Municipal leva o seu canto a todo o povo gaúcho.

Fonte: IBGE PREFEITURA MUNICIPAL REGIãO DOS VALES FAMURS PNUD

Código do Município

4312609

Gentílico

muçuense

Prefeito

LOURIVAL APARECIDO BERNARDINO DE SEIXAS

População
População estimada [2018]4.948 pessoas  
População no último censo [2010]4.791 pessoas  
Densidade demográfica [2010]43,20 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.554 pessoas  
População ocupada [2016]51,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]17,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]554 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]132 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]53 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]16 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]3 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]48.616,83 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]83,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,746  
Total de receitas realizadas [2017]20.106,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]18.912,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]2,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]3 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]111,234 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]55,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]97,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]51,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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