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Itaqui - Rio Grande do Sul



Itaqui faz parte do estado do Rio Grande do Sul, localizado às margens do rio Uruguai, na fronteira com a Argentina.

No princípio os guaranis ocupavam as bacias do rio Ibicuí. Seu primeiro contato com os europeus se deu por meio de uma missão de jesuítas espanhóis, em 1700. Intensificando-se no século seguinte, o povoamento foi sendo desenvolvido em conjunto com a atividade pecuária, até uma economia da região.

No local onde hoje está o município de Itaqui, foi feito o primeiro povoamento pelos jesuítas da redução ou missões de La Cruz (hoje localidade argentina), por volta do ano de 1657. Somente no início do século XIX foi incorporado às terras portuguesas e em 1802 foram concedidas as primeiras sesmarias.

História da cidade de ITAQUI RIO GRANDE DO SUL Monografia - nº 488 Ano: 1970

ASPECTOS HistóricoS O TERRITóRIO ocupado hoje pelo Município de Itaqui pertenceu, primeiramente, ao das Missões Orientais.

Das mais diversas origens foram os elementos que primeiro habitaram aquelas paragens à margem do rio Uruguai.

Em princípios do século XIX, foi o território conquistado às Missões. Em 1816, André Artigas, filho adotivo do Governador de Montevidéu, reuniu na província de Corrientes (Argentina) mais de 1.600 homens, entre índios e soldados, e com alguma artilharia de campanha quis assaltar as Missões Orientais e incorporá-las ao domínio uruguaio onde seu pai era ditador. Realmente o fez, e em setembro de 1821, transpunha o rio Uruguai na altura onde atualmente se ergue a cidade de Itaqui (naquela época contava apenas 2 ou 3 ranchos de barro).

Fundando estância, desenvolvendo a pecuária, Artigas iniciou o povoamento do território ocupado, chamado então Rincão da Cruz. Mas pouco durou o domínio do filho do ditador oriental logo expulso pelo destacamento do capitão Fabiano Pires de Almeida, que veio acampar na barra do arroio Cambai com o objetivo de guardar aquele território da fronteira contra as possíveis invasões estrangeiras.

Mais tarde, os navios de uma flotilha foram ancorar junto ao destacamento do Capitão Pires de Almeida, mas uma grande enchente no rio Uruguai e seus afluentes obrigou-a a procurar ancoradouro mais seguro, tendo optado por aquele onde hoje se encontra a cidade de Itaqui.

Deslocado o acampamento da barra do Cambaí, com ele foram algumas famílias pobres, tanto brasileiras como estrangeiras, e mais uns 50 homens sob o comando de Fernando Pires (irmão de Fabiano) e Camilo Justiniano Ruas. O novo acampamento deu origem a uma aldeia, marco inicial da atual Itaqui.

Como São Borja e Uruguaiana, Itaqui sofreu as consequências da invasão paraguaia em 1865, e também seus filhos atuaram destacadamente nessa campanha.

EM 25 de junho de 1865, as Forças brasileiras da IV Brigada, sob o comando do Coronel Sezefredo Alves Coelho Mesquita, juntamente com a brigada do Coronel Fernando Lima, opuseram séria resistência ao inimigo invasor, dando-lhe combate na estrada de Itaqui.

Ao mesmo tempo a esquadra brasileira do rio da Prata, sob o comando geral do Almirante Tamandaré, com algumas embarcações de pequeno calado, e ordens do Tenente Eduardo Wandenkolk, subia o Uruguai até a vila de Itaqui, onde forçou o bloqueio do exército paraguaio em Uruguaina.

Formação Administrativia

O DISTRITO deve sua criação à Lei provincial n.° 15, de 23 de dezembro de 1837.

Por força da Lei provincial n.° 419, de 6 de de zembro de 1858, criou-se o município de Itaqui, com território desanexado do de São BorJa. Sua instalação verificou-se a 30 de março do ano seguinte.

Em 1879, em virtude da Lei provincial n.° 1.207 de 3 de maio, a sede municipal adquiriu foros de cidade; o distrito-sede teve sua criação confirmada pelo ato municipal nº 3, de 29 de dezembro de

Na divisão territorial vigente por ocasião do Censo 1960, o Município compunha-se dos distritos de Itaqui e Maçambará.

De acordo com a Lei n.° 5.449, de 4 de junho de 1968, foi declarado de interesse da segurança nacional.Costitui-se atualmente, de dois distritos: Itaqui e Itaó. E sede de Comarca por efeito da Lei provincial n.° 1.207, de 3 de maio de 1879, e atualmente de 2ª entrância.

Fonte: IBGE

Código do Município

4310603

Gentílico

itaquiense

Prefeito

JARBAS DA SILVA MARTINI

População
População estimada [2018]37.757 pessoas  
População no último censo [2010]38.159 pessoas  
Densidade demográfica [2010]11,21 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]6.615 pessoas  
População ocupada [2016]16,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]5.164 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.292 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]394 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]132 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]21 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]7 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]29.382,73 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]82,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.713  
Total de receitas realizadas [2017]110.188,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]109.060,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]13,21 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]9 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]3.406,606 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]68,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]96,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]32,2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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