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Coqueiro Baixo - Rio Grande do Sul



Coqueiro Baixo faz parte do estado do Rio Grande do Sul. A população avaliada em 2008 era de 1.610 habitantes.

É um município da Região Alta do Vale do Taquari, desmembrado do município de Nova Bréscia e Relvado, através da Lei Estadual n.º 10.765, de 16 de abril de 1996 e instalado em 1.º de janeiro de 2001.

O território que compõem hoje o Municipio de Coqueiro Baixo pertencia, inicialmente, aos Municipios de Arroio do Meio e Encantado.Não são conhecidas fontes seguras de dados sobre origem/história de fundação da comunidade de Coqueiro Baixo. Os dados mais antigos e confiáves,posto que vindos de testemunha ocular, provêm de relato do Sr. Vital Caumo (filho de Guglielmo Caumo e de Honorata Conzatti), o qual migrou de Garibaldi/RS para esta comunidade no dia 16/05/1916, juntamente com os pais.Vital tinha então 11 anos de idade.Segundo relata, os primeiros habitantes da região foram colonos de origem alemã que se estabeleceram na comunidade vizinha e atualmente conhecida como Três Reis; Conheceu algumas dessas famílias alemãs as quais ali se estabeleceram provavelmente antes do ano de 1900.Recorda que por volta do ano de 1925/1928 uma epedemia de febre tifóide vitimou famílias dessa colonia alemã; lembra a dificuldade de socorro as mesmas devido ao medo do contágio.Relata também, que antes da chegada dos primeiros colonos de origem Italiana,pelo menos duas famílias afro-brasileiras habitavam na várzea em frente a atual Igreja de Coqueiro Baixo, terra esta que pertence ou pertenceu ao Sr. João Baioco. Os primeiros colonos de origem Italiana aqui se estabeleceram por volta do ano de 1910, oriundos de Garibaldi-RS; Essas primeiras famílias foram: Battista Meneghetti, Angelo Meneghetti, Maximino Meneghetti, Angelo Cattoi, Marcelo Dal Bosco, Angelo Campiol, Angelo Manica( pai de Vicente Manica), Angelo Viecelli, Angelo Bagatini, Franz Peccini, Fausto Joppi, Mingo Secchi, Guglielmo Caumo (pai de Vital Caumo,Donato Caumo, Roberto Caumo,Balduino Caumo) e alguns anos depois,João Bagatini e Angelo Battisti ( Angelo Battisti migrou solteiro, vindo a casar posteriormente com Carolina Campiol, filha de Angelo Campiol). Relata que a primeira Igreja (construida em madeira) foi inaugurada no ano de 1918, no local onde hoje está a Igreja atual,sendo o terreno doado pelo Sr. Mingo Secchi. A primeira Escola primária iniciou suas atividades nas dependências dessa Igreja sendo a primeira professora a então Senhorita Genoveffa Gerevini ( filha de Battista Gerevini de Encantado-RS). Uma segunda Igreja ( em madeira também) foi erquida em 1927 no lugar onde se encontra o salão paroquial.A título de curiosidade relata que em Maio/1916 existiam duas casas de comércio, a saber: Casa Comercial de Fausto Joppi( na propriedade pertencente posteriormente a Oreste Bortoncello)e Casa Comercial de Mingo Secchi(na bifurcação da entrada para Três Reis).Existia também uma Ferraria de propriedade de Angelo Bagatini. Relata também que Franz Peccini(pai de João Peccini), então proprietário de grande quantidade de muares, fazia regularmente o transporte de produtos coloniais para Lajeado-RS.Relata também que o local era conhecido por Linha Coqueiros e que a denominação Coqueiro Baixo, deveu-se a necessidade de então, em distinguir as pequenas comunidades entre si, fazendo-se uso, por isso, dos adjetivos alto, baixo etc..; ( Relato do Sr. Vital Caumo de abril de 1990)

História da cidade de O nome "Coqueiro Baixo" originou-se em 1850, quando chegaram os primeiros habitantes (as famílias de Antônio Gotardi, Viúva Luiza Sbaraini, José Zanata, Bertinho Justa, Miguel Just, Pedro Weit, Antônio Propício e Noratino Propício), por existir nesse local muitos coqueiros. Dizem os antigos habitantes que o nome "Coqueiro Baixo" teria vinculação com a criação de gado e com os açougueiros que, naquela época, eram muitos na localidade e arredores. "Baixo" teria surgido, por existir um coqueiro baixo, de tronco bem grosso, junto a um arroio, hoje denominado de "Arroio Coqueiro Baixo", que banha o município.

O local onde existia o coqueiro fica na bifurcação da Rua Vicente Mânica e a Av. Itália, que era na época, o ponto de referência para descanso, e/ou narrar as viagens, dos viajantes, tropeiros, mascates, que transitavam pela localidade com suas tropas de mulas e burros. Vinham de outras regiões como Putinga, Arvorezinha, Relvado e arredores e tinham como destino Lajeado. Lajeado era, na época, era o maior centro para comercializar os produtos agrícolas, como banha, salames, copas, mel, nozes e outros produzidos pelos primeiros desbravadores, que ao retornarem, traziam produtos manufaturados (industrializados) como sal, açúcar, fazendas, ferramentas e utensílios utilizados as lavouras e a alimentação para a família.

CARACTERíSTICAS

Criação: 16/04/1996 - Lei Estadual nº 10.765

Instalação: 01/01/2001

Gentílico: Coqueirense

Município da Região Alta do Vale do Taquari, desmembrado do Município de Nova Bréscia e Relvado, através da Lei Estadual n.º 10.765 de 16 de abril de 1996 e instalado em 1.º de janeiro de 2001.

A população total do município era de 1566 habitantes, de acordo com a Contagem da população 2007 (IBGE)

Sua área é de 112,32 km representando 0.0418% do Estado, 0.0199% da Região e 0.0013% de todo o território brasileiro.

- Aspectos Físicos

A topografia de Coqueiro Baixo é bastante acidentada, caracterizado por relevo montanhoso, com clima subtropical úmido, predominando a vegetação com florestas subtropicais e matas exóticas (eucalipto, acácia negra e araucárias).

- Economia

A economia do município é essencialmente baseada no setor primário, destacando, no setor agrícola, as culturas de milho, feijão, fumo e produtos de subsistência familiar e na pecuária, o setor avícola com a produção de frangos de corte.

O setor secundário ainda encontra-se em fase de implantação, possuindo apenas moinhos coloniais e pequenos alambiques. No setor terciário está presente o comércio de produtos alimentícios, confecções, transportes, farmacêuticos, postos de combustíveis, oficinas mecânicas e outros serviços.

-Cultura

A colonização italiana deixou marcas em todas as comunidades do município, isso é percebido pelas edificações de igrejas e de vários capitéis religiosos que manifestam também a fé pelo catolicismo pregado até hoje pela maioria da população. As marcas da colonização também se expressam na alimentação, no modo de falar, viver e principalmente nas diversões, onde se destaca o Festival da Canção Italiana.

Fonte: IBGE PREFEITURA MUNICIPAL

Autor do Histórico: JONES DOMINGO BIANCHETTI

Código do Município

4305835

Gentílico

coqueirense

Prefeito

JOCIMAR VALER

População
População estimada [2018]1.507 pessoas  
População no último censo [2010]1.528 pessoas  
Densidade demográfica [2010]13,61 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]161 pessoas  
População ocupada [2016]10,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]27,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]100 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]-  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]-  
Matrículas no ensino fundamental [2017]101 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]46 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]14 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]7 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]2 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]21.240,49 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]91,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.692  
Total de receitas realizadas [2017]13.737,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]12.099,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]6,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]1 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]112,277 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]6,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]100 %  
Urbanização de vias públicas [2010]18,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  10. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  15. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  16. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  17. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  18. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  20. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  21. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  22. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  23. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  24. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  25. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Coqueiro Baixo: Imagens da cidade e Região

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