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Chuí - Rio Grande do Sul



Chuí é uma cidade do extremo sul do estado do Rio Grande do Sul. É a cidade mais meridional do país, a qual faz fronteira com a cidade do Chuy, no Uruguai. Possui uma população de 5 919 habitantes, constituída por brasileiros, uruguaios e árabes palestinos (estes últimos muito ligados ao comércio). Está a 525Km de Porto Alegre e 2552Km de Brasília e 347Km de Montevidéu, capital do Uruguai.

O Chuí é separado de Chuy, no Uruguai apenas por uma longa avenida com canteiro central. No lado uruguaio da avenida são famosos os free shops, que atraem brasileiros e uruguaios de cidades próximas a fim de consumir os produtos livres de impostos, além de chamar a atenção de turistas vindos de longe em viagem a Punta del Este, Montevidéu ou Porto Alegre.

Alguns meses antes do desembarque do brigadeiro José da Silva Paes na barra do Rio Grande, em 1737, Cristóvão Pereira já havia montado um posto avançado português no Morro de São Miguel, próximo ao Arroio Chuí. Em 1763, tropas espanholas partiram de Buenos Aires, na Argentina, e derrotaram os portugueses, estendendo seus domínios até a barra do Rio Grande. Em 1777, os portugueses retomaram seus antigos territórios e celebraram com os espanhóis o Tratado de Santo Ildefonso, mediado pelo Papa, segundo o qual ficavam constituídos os Campos Neutrais, uma faixa desabitada de terra que se estendia do Taim até o Arroio Chuí, de forma a evitar um confronto direto entre os colonizadores portugueses e espanhóis. Apesar do tratado, com a criação da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, foram concedidas sesmarias ao oficiais do exército português dentro dos Campos Neutrais.

História da cidade de Chuí - Breve Histórico

Na fronteira com o Uruguai, na margem esquerda do Arroio Chuí, está localizada a cidade mais ao sul do Brasil. Embora tenha sido emancipada do Município de Santa Vitória do Palmar apenas em 1995, sua história tem início nos primórdios da civilização ibérica no continente sul-americano. Suas terras localizam-se no centro da área disputada por Espanha e Portugal nos séculos XVIII e XIX.

Portugal queria explorar o comércio do gado espalhado por toda a região platina por jesuítas e autoridades coloniais de Buenos Aires. A Espanha queria manter as disposições do Tratado de Tordesilhas (1494).

Em 1680, os portugueses avançam e fundam a Colônia do Sacramento no Estuário do Prata, em frente à Buenos Aires, o que só intensifica o conflito. Em 1737, fundam Rio Grande na Barra da Laguna dos Patos, de onde pretendem proteger Sacramento e garantir a continuidade do contrabando de gado.

Preparando a chegada do Brigadeiro José da Silva Paes, o desbravador Cristóvão Pereira de Abreu, comerciante de gado e bom conhecedor da região, montou um posto militar avançado às margens do Arroio Chuí. Todo o povoamento futuro destas paragens aconteceu em torno daquele quartel.

Na tentativa de diminuir as operações de guerra, após a destruição de Colônia pelos espanhóis em 1777, o Tratado de Santo Ildefonso, assinado no mesmo ano pelas duas metrópoles ibéricas, estabelecia que entre o Taim e o Arroio Chuí as terras não poderiam ser ocupadas por ninguém seriam os Campos Neutrais. Portugal jamais respeitou este Tratado e foi, aos poucos, concedendo sesmarias aos oficiais de seu exército nos ditos Campos Neutrais.

No século XIX, já com as Províncias Espanholas do Prata lutando por emancipação política e a Família Real Portuguesa no Rio de Janeiro, a Banda Oriental do Uruguai é ocupada pelo exército português e transformada em Província Cisplatina pertencente ao Brasil (1821). Depois de sangrenta guerra nesta região fronteiriça, o Uruguai obteve o reconhecimento de sua independência por parte do Brasil e da Argentina (1828).

A situação das fronteiras permaneceu confusa até o Tratado Definitivo (1851) pelo qual o Uruguai reconheceu a incorporação dos Campos Neutrais (Taim ao Chuí) pelo Império Brasileiro. O trabalho de demarcação por parte do Brasil ficou a cargo do Marechal Soares de Andréa.

O povoado do Chuí, originado daquele posto militar de Cristóvão Pereira foi, ao longo do tempo e dos confrontos militares destruído e reconstruídos muitas vezes. Em 1872, quando a freguesia de Santa Vitória do Palmar foi elevada à categoria de Vila e emancipada do Município de Rio Grande, suas terras ficaram pertencendo ao novo município, criado oficialmente pela lei nº 945 de 15 de maio de 1874.

Pela situação de fronteira, de limite, e pela proximidade que irmana, o desenvolvimento econômico e cultural do Chuí brasileiro sempre esteve ligado ao Chuy uruguaio. A atividade principal de seu povo é o comércio e este povo é formado por uma mistura de etnias e nacionalidades que, juntos promoveram o crescimento regional durante todo o século XX, sendo por isso, contemplados com a emancipação municipal em 1995.

Fonte: LESSA, Barbosa. Rio Grande do Sul, Prazer em Conhecê-lo. 3ª ed. Porto Alegre: Editora AGE, 2000. VIEIRA, Eurípedes Falcão. Rio Grande, Geografia Física, Humana e Econômica. 1ªed. Porto Alegre: Editora Sagra, 1983. MACHADO, Sônia. O Longo Amanhecer do Sul. 1ªed. Porto Alegre: Editora mercado Aberto, 2000. CESAR, Guilhermino. Primeiros Cronistas do Rio Grande do Sul. 3ªed. Porto Alegre: Editora da Universidade, 1998. PRADO, Daniel. Operariado e Meio Ambiente: Um Estudo sobre os Trabalhadores da Indústria de Rio Grande. 1ªed. Rio Grande: Editora FURG, 2001. QUEIROZ, Maria Luisa. A Vila de Rio Grande de São Pedro. 1ªed. Rio Grande: FURG, 1987. ENCICLOPéDIA dos Municípios Brasileiros. Vol. XXXIV. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Geografia e Estatística, 1959.

Autor do Histórico: MARIA DO CARMO R. TRUGILLO

Código do Município

4305439

Gentílico

chuiense

Prefeito

MARCO ANTONIO VASQUES RODRIGUES BARBOSA

População
População estimada [2018]6.635 pessoas  
População no último censo [2010]5.917 pessoas  
Densidade demográfica [2010]29,21 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.980 pessoas  
População ocupada [2016]30,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]35 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]423 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]165 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]39 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]15 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]2 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]29.788,92 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]78,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,706  
Total de receitas realizadas [2017]22.187,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]18.799,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]17,24 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]2 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]201,169 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]83,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]77,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]14,7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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