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Carlos Barbosa - Rio Grande do Sul



Carlos Barbosa faz parte do estado do Rio Grande do Sul. Seu nome é uma homenagem a Carlos Barbosa Gonçalves, governador do estado durante a República Velha. No município fica a sede indústria da Tramontina fazendo uma mudança significativa na economia local.

A história de Carlos Barbosa começa por volta de 1855, com a vinda dos primeiros imigrantes alemães. Mas, o maior impulso ao desenvolvimento da localidade aconteceu na década de 1870, com a chegada dos imigrantes italianos, que constituíam o grupo mais numeroso que aqui se estabeleceu, fixando-se em quase todas as localidades do município. São procedentes de oito regiões da Itália, sendo que a maior parte veio do Vêneto e da Lombardia.

Primeira Secção do Caminho Geral, Trinta e Cinco e Santa Luiza, foram os primeiros nomes dados à localidade. Em 25 de janeiro de 1910, o intendente de Garibaldi deu-lhe a denominação oficial e definitiva, de Carlos Barbosa, em homenagem ao então Governador do Estado, Carlos Barbosa Gonçalves, em cuja gestão (1909 a 1913) foi construída a ferrovia Montenegro-Caxias do Sul.

História da cidade de CARLOS BARBOSA

Segundo dados da Prefeitura Municipal de Carlos Barbosa, muito antes da chegada de qualquer imigrante deve-se

registrar a presença de indígenas pertencentes à Nação Tupi-Guarani ou à Nação dos Jês que chegaram ao território barbosense provavelmente através de uma trilha de passagem do litoral para a região do planalto, supostamente guiados pelo divisor de águas existente no município.

A chegada dos primeiros imigrantes iniciou com a chegada dos luso-brasileiros. Foram em número pouco expressivos e vieram com a finalidade de administrar as novas colônias. Assim, eram engenheiros, agrimensores, serviçais e pequenos agricultores. Vinham das cidades de Porto Alegre, Montenegro e São Sebastião do Caí. Aumentaram mais tarde com a chegada dos imigrantes europeus. Estabeleceram-se em Forromeco, Santa Luiza e Santa Clara, sendo os pioneiros fundadores das primeiras capelas e comunidades barbosenses.

Por volta do ano de 1824 iniciou a vinda dos primeiros imigrantes alemães ao Rio Grande Do Sul, que se estabeleceram no Vale do Caí e nas encostas da Serra. Mas o maior impulso ao desenvolvimento da localidade aconteceu na década de 1870, com a chegada dos imigrantes italianos, que constituem o grupo mais numeroso que em Carlos Barbosa se estabeleceu, fixando-se em quase todas as localidades do município, fazendo com que sua cultura, suas tradições, seus usos e costumes estejam presentes no modo de viver dos cidadãos barbosenses até hoje. Os imigrantes eram procedentes de oito regiões da Itália, sendo que a maior parte veio do Vêneto e da Lombardia. Seus descendentes constituem hoje a maioria da população barbosense. Vieram também ao município, embora em número reduzido, imigrantes alemães, franceses, poloneses e suíço-valesanos, portugueses, espanhóis.

Os primeiros nomes dados à localidade foram "Linha Estrada Geral" ou "Primeira Secção do Caminho Geral", "Trinta e Cinco" (1883) e "Santa Luiza" (1909). A denominação "Trinta e Cinco" foi originada do fato do primeiro núcleo formado por uma igreja, uma escola e um cemitério estar localizado no lote número trinta e cinco. Já a denominação "Santa Luiza" foi dada por um engenheiro construtor da via férrea, em homenagem à noiva, a professora belga Luiza Debauprés.

As terras barbosenses inicialmente estiveram sob a jurisdição do município de Montenegro (1873). Eram as ex-colônias Conde D′Eu e Santa Maria da Soledade. Em 1870, Conde D′Eu (Garibaldi) e Princesa Isabel (Bento Gonçalves) formaram o município de Bento Gonçalves, sendo que as terras de Boa Vista, Azevedo Castro, Vitória e Estrada Geral (Sede) a ele pertenceram. As demais áreas do município continuaram a pertencer a Montenegro. Em 1890, ocorreu a emancipação de Garibaldi, e as terras pertencentes a Bento Gonçalves, passaram a ser de Garibaldi. Em 1925, nas comemorações do Cinquentenário da Imigração e Colonização Italiana, Carlos Barbosa passou a ser o segundo distrito de Garibaldi.

Carlos Barbosa foi o quarto nome que o local recebeu. Em 25 de janeiro de 1920, o intendente de Garibaldi, Júlio Azambuja, deu-lhe a denominação oficial e definitiva de Carlos Barbosa, em homenagem ao Governador do Estado, em cujo governo (1908 a 1913) foi construída a ferrovia Montenegro - Caxias do Sul.

Em março de 1958, tendo por local o Salão Paroquial, ocorreu a primeira reunião emancipadora. Desta reunião resultou uma comissão de emancipação, formada pelos seguintes senhores: Ampélio Carlotto, Antonio Adriano Guerra, Antonio Martin Guerra, Honório Faccioni, Humberto Accorsi, José Chies Primo, José Raymundo Carlotto, Pe. Arlindo MArcon, Pe. Pedro Piccoli e Reinaldo Chies. Esta comissão, logo nos primeiros dias, dirigiu-se à Porto Alegre, onde obtiveram as credenciais necessárias para atuarem legalmente como Comissão Emancipadora de Carlos Barbosa. A comissão teve um longo e penoso trabalho, mas com o apoio do recém eleito governador do Estado, Sr. Leonel Brizola e da maioria dos integrantes da Assembléia Legislativa, a Emancipação tornou-se caráter irreversível.

Devido ao esforço de todos, 25 de setembro de 1959, às 20h30min, o governador do Estado, Sr. Leonel de Moura Brizola, assinou a Lei nº 3831, que criou o município de Carlos Barbosa.

Com a emancipação do município, veio a primeira administração municipal de Carlos Barbosa, e foi esolhido para prefeito o Sr. José Chies Primo, e o vice-prefeito Sr. Ernesto Antonio Carlotto. A Câmara de Vereadores foi composta pelos senhores: Ampélio Carlotto, Verdolino ongelo Guerra, Reynaldo Chies, Evaldo Loose, Hortelino Salvi, Delvino João Chies e Assunto Dalcin.

No dia 31 de dezembro de 1959, foram empossados pelo Sr. Juiz Eleitoral da 31º Zona Eleitoral.

Depois de ser empossado, o Prefeito José Chies assinou o primeiro ato administrativo do Município. Por este ato, o novo município passou a ser protegido pela Nossa Senhora Mãe de Deus, constituída a padroeira oficial da comunidade. E assim o Município de Carlos Barbosa iniciou sua caminhada rumo ao progresso e desenvolvimento em todos os aspectos. Estando atualmente na sua décima primeira administração.

Fonte: PREFEITURA MUNICIPAL DE CARLOS BARBOSA - RS

Autor do Histórico: JOSé INáCIO FINATTO

Código do Município

4304804

Gentílico

barbosense

Prefeito

EVANDRO ZIBETTI

População
População estimada [2018]29.409 pessoas  
População no último censo [2010]25.192 pessoas  
Densidade demográfica [2010]110,17 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]3,2 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]13.705 pessoas  
População ocupada [2016]49,2 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]17,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]6,8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]2.720 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]728 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]193 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]58 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]13 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]72.125,21 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]60,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,796  
Total de receitas realizadas [2017]134.175,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]107.434,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]6,27 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,8 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]10 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]229,993 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]75,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]98,7 %  
Urbanização de vias públicas [2010]49,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Carlos Barbosa: Imagens da cidade e Região

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