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Barão do Triunfo - Rio Grande do Sul



Barão do Triunfo faz parte do estado do Rio Grande do Sul.

Encontra-se a uma latitude 30º23′18" sul e a uma longitude 51º44′01" oeste, estando a uma altitude de 258 metros.

Possui uma área de 436,31km² e sua população estimada em 2004 era de 7 064 habitantes.

Histórico DO MUNICíPIO

Em 1888, o governo da Província do Rio grande do Sul, resolveu demarcar as terras localizadas na Serra do Herval, sendo criada a sede do 1º distrito de São Jerônimo chamada de colônia de Barão do Triunfo.

No dia 16 de abril de 1889, a embarcação que trazia o restante dos imigrantes ancorou no porto da capital Gaúcha, Porto Alegre. Ao desembarcarem do navio Solferino, as famílias foram distribuídas em grupos de vinte pessoas e colocadas em pequenos barcos para seguirem viagem pelo Rio Jacuí em direção ao Município de são Jerônimo. Chegando à localidade conhecida como Charqueadas ( Hoje um Município da região Carbonífera). Dias depois, os imigrantes foram trazidos para um local conhecido como Faxinal. De Charqueadas até o Faxinal, os imigrantes trouxeram os seus pertences em carretas puxadas a bois.

O distrito de Barão do Triunfo pertencia ao município de São Jerônimo, com uma área de aproximadamente 16.000 hectares, estando distante da sede do município 63 quilômetros. Sua situação geográfica é 8º3630 a oeste do Rio de Janeiro, latitude sul, e está situada a 260 metros acima do nível do mar. O início do município ocorreu em 1889, quando migrantes europeus ali chegaram. Desembarcaram em Charqueadas, porto do Rio Jacuí. Daí rumaram em carroças puxadas por bois até o local chamado Faxinal, onde foram alojados em barracões construídos pelo Governo, até se instalarem definitivamente nos lotes de imigração. Partindo de Faxinal, com suas famílias e todos os seus pertences (ferramentas rudimentares, tais como: foice, machados, picão, enxadas, facões, fornecidas pelo Governo da Província), iam abrindo seu próprio caminho e traçando seu próprio destino. A caminhada foi penosa. Em todo o caminho foram encontradas dificuldades que retardavam o avanço, tais como animais selvagens, matas de difícil penetração, terreno acidentado, etc.

Chegando ao local de destino, os lotes já estavam demarcados e os imigrantes foram distribuídos por linhas demarcadas. Sendo assim os italianos foram assentados na Linha Dona Francisca, Dona Amélia, Estrada Geral e no local que havia sido destinado para sede da Colônia de Barão do Triunfo, nome este escolhido em homenagem ao grande General José Joaquim de Andrade Neves, que se destacou na guerra dos farrapos, entre 1835 e 1845; os poloneses também ocuparam parte da Estrada Geral e no local que hoje é conhecido como Arroio Grande; os alemães foram assentados nas linhas Artur Vilela, Alfredo Silveira e Fernando Abott; os espanhóis, em parte da linha Alfredo Silveira, Linha Acioli, Linha Brandão, Linha José Montauri; os suecos, os austríacos e franceses, que eram em pequeno grupo, foram distribuídos em todas as linhas. Os franceses, que não eram colonos, aqui não permaneceram por muito tempo, retornando para as cidades de origem.

Depois de alojados em seus lotes e adaptados ao meio, iniciou-se efetivamente a colonização. Mesmo sem tecnologia para a agricultura, as colheitas eram fartas, devido à fertilidade das terras. Cada grupo de imigrantes, por nacionalidade, produzia o que conhecia de seu país de origem. Sendo assim, os italianos, de imediato, plantaram seus parreirais, árvores frutíferas, hortaliças, etc.

A produção gradativamente foi aumentando. O excedente da produção passou a ser comercializado nas cidades próximas, como Barra do Ribeiro, Guaíba, Arroio dos Ratos e São Jerônimo. Eram os carroceiros da Vila que realizavam este transporte, partindo daqui com seus carroções puxados por burros, levavam os produtos que trocavam por outros aqui não existentes. Nesta viagem demoravam-se por volta de quinze dias entre ida e volta. Entre os produtos comercializados, destacavam-se o vinho, a cachaça, o trigo, o milho e o feijão.

Nos primeiros anos, houve um período de progresso na localidade. Aproveitaram as quedas d′agua do local para instalarem pequenas serrarias, moinhos de trigo e milho, descascadeiras de arroz e, também, para produzir energia elétrica. Porém, houve um fator que contribuiu decisivamente para o atraso do desenvolvimento do distrito de Barão do Triunfo, que foi o desastre ecológico ocorrido no dia 15 de janeiro de 1941, quando uma tromba dagua, caracterizado como "enchente de 41" destruiu, em poucos minutos, residências, moinhos, serrarias, plantações, cantinas, criações, 33 pontes, pontilhões e até mesmo modificando a geografia nas proximidades do Arroio Baicuru, sendo que o próprio leito do arroio, em certos trechos, foi desviado pela violência das águas. Somente a ponte de Faxinal ficou em pé. Durante 2 anos o Distrito ficou isolado do resto do município. Passou a faltar tudo. A agricultura foi destruída, e de fora nada podia chegar, pois não havia estradas, nem pontes, só a pé ou, raramente, a cavalo se podia ainda chegar ali. Muitos foram embora, para tentar a sorte em outro lugar. Os que aqui permaneceram tiveram que recomeçar como seus antepassados. Após muita luta e perseveranças surgiram dias melhores.

Um fator que contribuiu para minimizar o impacto da enchente foi a criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Barão do Triunfo. Por iniciativa do vigário local, Padre José Wiest, oferecendo assistência social e assistência técnica aos trabalhadores rurais em geral. Em 23 de outubro de 1892 foi fundada na sede da Vila Barão do Triunfo uma sociedade denominada "Societa Fratellanza Italia", organizada pelos imigrantes de origem italiana, com o objetivo de congregar sócios para fins assistenciais e culturais. No ano de 1938, esta sociedade passa a se chamar: "Sociedade Beneficente e Recreativa Cruzeiro", devido ao Decreto Lei nº 383, de 18 de abril de 1938, baixada pelo governo da República, que exigia a nacionalização de todas as sociedades culturais e estrangeiras. Em 1980, o nome da sociedade é novamente alterado, passando a se chamar "Sociedade Cultural e Recreativa Cruzeiro.

Os imigrantes europeus que vieram para Barão do Triunfo trouxeram para a localidade sua religiosidade, erguendo de imediato sua pequena capela confessional, que era inicialmente atendida pelo Vigário de São Jerônimo. Esta situação manteve-se até o ano de 1929, quando assumiu o primeiro Vigário residente, que passou a atender a Matriz de Barão do Triunfo e as Capelas adjacentes; esse trabalho foi feito pelo padre Guilherme José Wiest.

Um novo município está florescendo na Serra do Herval (encosta oriental da Serra do Sudeste). Este faz parte do grupo de novos municípios criados no território Rio Grandense. Tendo como sua data de fundação dia 20 de março de 1992.

Fonte: Prefeitura Municipal de Triunfo

Autor do Histórico: FáBIO EINSFELD

Código do Município

4301750

Gentílico

baronense

Prefeito

ELOMAR ROCHA KOLOGESKI

População
População estimada [2018]7.454 pessoas  
População no último censo [2010]7.018 pessoas  
Densidade demográfica [2010]16,08 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,3 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]456 pessoas  
População ocupada [2016]6,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]41,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]-  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]-  
Matrículas no ensino fundamental [2017]832 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]207 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]72 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]15 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]9 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]15.212,71 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81,4 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,610  
Total de receitas realizadas [2017]22.104,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]18.308,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]-  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]2 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]436,395 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]29,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]29,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]10,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  6. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  7. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  10. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  15. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  16. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  17. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  18. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  20. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  21. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  22. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  23. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  24. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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