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Arroio do Sal - Rio Grande do Sul



Arroio do Sal faz parte do estado do Rio Grande do Sul, localizado junto ao Oceano Atlântico, fazendo parte do litoral norte do estado.

O município emancipou-se de Torres em 22 de abril de 1988.

Encontra-se a uma latitude de 29º33′05" sul e a uma longitude de 49º53′20" oeste, estando a uma altitude de 6 metros. Sua população fixa foi estimada em 2004 em 7.423 habitantes. A população temporária na alta estação de veraneio alcança cerca de 90.000 habitantes. Possui uma área de 111,0km².

História da cidade de Arroio do Sal Rio Grande do Sul - RS

Nos idos anos de 1938, existiam apenas dunas, areias e mato, além de pescadores que só vinham para cá na época do peixe e depois voltavam para suas casas, que ficavam distantes apenas 6 km. Numa destas pescarias, por volta de 1940, na época da segunda grande guerra faltou o sal e não existia nas redondezas, por isso eles pegavam a água do mar e ferviam até secar e virar sal, para salgar peixes e mariscos que existiam em abundância naquela época. Faziam isso à beira de um arroio que atravessava as dunas de areias com água corrente de boa qualidade, bem como lindas árvores que serviam de abrigo para os acampamentos.

Por volta de 1944, surgiu a primeira choupana constituída com madeiras achadas à beira-mar e telhado de santa fé, na beira do arroio que originou o nome da localidade de Arroio do Sal, choupana esta de propriedade do Sr. João Costa.

Na década de 40, começou a ser habitado por pessoas que o procuravam como local de lazer. E foi assim que começou o desenvolvimento de Arroio do Sal, como praia deste mares do Sul.

Casas foram surgindo e, vagarosamente, o modernismo foi tomando conta da paisagem bucólica que poderia ser cantada em versos e prosa pelo poeta mais genial.

O arroio que deu o nome e esta praia, antes de seu ruidoso encontro com o mar, formava uma bacia d′água que espalhava as lavadeiras que procuravam uma alternativa para as águas salobras dos arcaicos poços cavados e que tinham em sua profundidade nada além de dois metros, este também era o local para a gurizada da época tomar seu banho, pois o quente das águas da lagoinha contrastava com o frio também gostoso das águas geladas do mar. Isso dava para esta praia um misto de poesia, singeleza e tranquilidade.

A medida em que os veranistas vinham para o Arroio do sal, em sua maioria de Porto Alegre, surgiam os chalés de praia. Alguns até hoje podem ser vistos em sua simplicidade, como por exemplo, a Vila Vozinha, porém na época eram casas vistosas, construídas com sólida madeira vinda da serra, transportada por canoas através da Lagoa Itapeva, e de carretas até o Arroio do Sal.

E, no Arroio do Sal, uma das residências requintadas para a época, sofre a ação do tempo e envelhece. E, aos poucos, velha, alquebrada, já caindo aos pedaços recebe a alcunha de "lar das bruxas". Um apelido carinhoso, carregado com muito mistério, tal como

o mistério da rápida evolução da Praia de Arroio do Sal.

Mas a medida em que a praia ia evoluindo, era necessário providenciar a alimentação adequada para os veranistas, algo que fizesse com que se sentissem na cidade. Assim começou a evolução das quitandas para os veranistas, algo parecido como da horta para sua mesa, pois os próprios quitandeiros entregavam nas portas das casas as mais variadas frutas, verduras, leite e ovos, tudo fresquinho, colhido na manhã.

Também o lazer começou a ser explorado e, entre as muitas coisas que deixaram saudades, foram as carretinhas puxadas por bodes.

Mas, para que o Arroio do Sal pudesse desenvolver mais rapidamente, foi necessário criar-se uma linha de ônibus, a princípio da empresa Laeger que fazia a linha de Santa Catarina a Porto Alegre uma vez por semana. Mais tarde esta linha passou a ser explorada pela viação Santos Dumont que saía de Porto Alegre passando por Santo Antônio da Patrulha, alcançando a praia em Tramandaí, indo via mar até Torres. Atualmente esta mesma linha ainda existe, porém, explorada pela empresa Unesul de transporte Ltda.

Gradativamente Arroio do Sal foi crescendo e surgiram as primeiras casas comerciais que eram: a sorveteria Estrela do Mar, o armazém do Sr. Prestes e posteriormente do Sr. Dias, a Pensão do Sr. Abílio, o hotel Petrópolis e surgiram, também, as primeiras ruas com calçamento.

No ano de 1948, foi fundada a sociedade Amigos de Arroio do Sal (SAAS), cuja criação se deu principalmente, pela necessidade da instalação de um gerador de luz, e que foi realizada pela cotização dos habitantes, eliminando assim as velas, os candeeiros e as lamparinas.

à medida em que Arroio do Sal evoluía no seu aspecto urbanístico, os meios de sobrevivência de seus habitantes, ou então o seu lazer, quase não foram substituídos, e é por isso que a pesca continua sendo um dos bons entretenimentos que o mar oferece.

A testemunha muda da evolução do Arroio do Sal é o mar, pois ele pôde pacientemente acompanhar o crescimento deste oásis entre a praia e as montanhas da Serra do Mar. Vagarosamente, por detrás dos cômodos de areia, surgem os prédios e mini espigões de uma praia em evolução.

Gentílico: arroio-salense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município com a denominação de Arroio do Sal, pela lei estadual nº 8573, de 22-04-1988, alterada em seus limites pela lei estadual nº 8991, de 1101-1990, desmembrado de Torres. Sede no atual distrito de Arroio do Sal ex-povoado de Balneário arroio do Sal. Instalado em 01-01-1989.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

4301057

Gentílico

arroio-salense

Prefeito

AFFONSO FLAVIO ANGST

População
População estimada [2018]9.842 pessoas  
População no último censo [2010]7.740 pessoas  
Densidade demográfica [2010]64,01 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,9 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.389 pessoas  
População ocupada [2016]26,8 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]28,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.343 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]317 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]90 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]22 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]6 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]21.822,84 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]42,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,740  
Total de receitas realizadas [2017]55.279,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]44.608,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]9,71 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]5 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]120,912 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]52,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]65,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0,1 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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