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Alpestre - Rio Grande do Sul



Alpestre faz parte do estado do Rio Grande do Sul. Encontra-se na latitude 27º14′56" sul e longitude 53º02′06" oeste, estando à altitude de 467 metros. Sua população é constituida por descendentes europeus: Poloneses, Italianos e Alemães. Estimada em 2004 era de 8 572 habitantes. Possui uma área de 324,98km². É um município que conta com as águas do rio Uruguai e que faz divisa fluvial com o estado de Santa Catarina. Faz parte da Microrregião Frederico Westphalen.

Se para atravessar o Brasil é necessário ir do Oiapoque ao Chuí, para cortar o estado é preciso viajar do Chuí a Alpestre. Na localidade de Santa Lúcia, está a curva do Rio Uruguai. De dimensões que impressionam, a curva marca o ponto extremo norte do rio e também do Estado. No local está o monumento do Ponto Extremo Norte, que delimita o ponto mais setentrional do Rio Grande do Sul. Em Alpestre, o Rio Uruguai é uma das fontes de água para a produção agrícola, sendo o fumo a principal cultura. Ele é formado pela junção dos rios Canoas e Pelotas, na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e tem cerca de 2,2 mil quilômetros de extensão. No lado direito da curva foi construída a Barragem Foz do Chapecó. Localizada entre os municípios de Alpestre e São Carlos (SC), a hidrelétrica aproveita o potencial hídrico do Rio Uruguai para gerar 855 megawatts de energia.

Em razão de uma certa semelhança com os Alpes suíços, o falecido político Vicente de Paula Dutra, primeiro prefeito de Iraí, sugeriu o nome de Alpestre para a nova cidade. A partir de agosto de 1963, a denominação se tornou definitiva.

História da cidade de Alpestre

Com todo o Alto Uruguai, seu território era habitado pelos índios Caigans, também denominados bugres ou coroados, devido à maneira de cortarem seus cabelos, em forma de coroa de frade. Os Caigans ou ainda Caingangs pertencentes ao grupo gê ou tapuia, povoaram a região de Alto Farinhas, no Município de Alpestre e ao longo do Rio Uruguai. Pelos Objetos encontrados calcula-se que habitaram ainda no século XIX. Viviam dos produtos extraídos da caça, pesca e coleta de mel, frutas e outras raízes. Com a chegada maciça de pioneiros desbravadores em 1930, estes indígenas se espalharam e em sua maioria juntaram-se ao grande toldo existente em Nonoai.

O território de Alpestre recebia seu primeiro desbravador no início do século XX, por volta de 1903, quando a família Paz fixava residência em Volta Grande (Alpestre) na beira do Rio Uruguai. Henrique Paz e Maria Faustina Brum e seus filhos: Francisco; Candinho; Moisés; Manoel e Theodoro.

Em 04 de março de 1905, nascia Ezilindro Paz, o primeiro filho de migrante a nascer em Alpestre. Vieram de Palmas-PR, construíram um pequeno barraco de chão batido e iniciaram uma plantação de milho e feijão. Em 1907 vieram de São Leopoldo: Reynaldo Laurindo Dias e Maria da Conceissão Corrêa e seus filhos: Albino; Maria Adelina; Reynaldo e Amália. Após nasceram João Maria; Leôncio; Juvenal e Maria José. As dificuldades encontradas pelos pioneiros foram enormes; praticamente todo o território era mata virgem, rasgado apenas por caçadores atraídos pela abundância de veados e varas de tatetos.

Várias famílias começaram a povoar estas terras a partir de 1910. A família Baiano, Sergio Teixeira da Rosa, José Emídio Ferreira, família Lameu. Em 1913, imigrantes italianos oriundos das colonias velhas (Casca, Guaporé, São Leopoldo, Bento Gonçalves, etc...) se instalaram em Volta Grande: Aquiles Gnoatto, Benvenuto Gnoatto, João Gnoatto, Addonso Peccini e seus familiares.

Em 1919 o Sr. FredericoWestphalen, que era o chefe de estação em Palmeira das Missões, empreitou a Theodoro Paz, que residia no Pinheirinho-Alpestre, para abrir um picadão, que ia desde o Lageado Grande até Farinhas Grande (iraí) passando por Alpestre. Com a construção desta picada, famílias se instalaram em vários pontos deste território. Na cidade, a primeira construção foi um grande paiol, de Eugênio Paduam, que residia em Nonoai.

Desta construção originou-se o primeiro nome de Alpestre que foi Paiol do Paduam. Em seguida e sucessivamente, ficou conhecido por Paiol Grande; Terceiro, em 1930, por ser o terceiro Distrito de Iraí; Ithay, por volta de 1932 e enfim Alpestre, em 04 de agosto de 1938, quando passou à categoria de vila, nome dado por Vicentre Dutra, personagem importante da região, devido à semelhança destas terras com os Alpes europeus.

Na cidade, o primeiro morador foi Marino Fistarol, em 1923. Em seguida várias famílias se instalaram nos arredores, as famílias: Canofre; Canalli; Bonetti, Ticiani e Beé.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Alpestre, pelo Ato Municipal n.º 2, de 13-08-1933, no município de Iraí.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o distrito de Alpestre figura no município de Iraí.

Pelo Decreto Estadual n.º 7199, de 31-03-1938, Alpestre perdeu a condição de distrito passando a zona do distrito de Iraí, no município de Iraí.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939/1943, Alpestre permanece como zona do distrito de Iraí, do município de Iraí.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 720, de 29-12-1944, Alpestre figura como 2º sub-distrito do distrito sede do município de Iraí.

Distrito criado novamente com a denominação de Alpestre, pela Lei Municipal n.º 15, de 01-03-1948, no município de Iraí.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Alpestre figura no município de Iarí.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Elevado à categoria de município com a denominação de Alpestre, pela Lei Estadual n.º 4.688, de 26-12-1963, desmembrado de Iraí. Sede no antigo distrito de Alpestre. Constituído de 4 distritos: Alpestre, Farinhas, Sertãozinho e Volta Grande, ambos desmembrados de Iraí. Instalado em 13-04-1964.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 4 distritos: Alpestre, Farinha, Sertãozinho e Volta Grande.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: Prefeitura Municipal

Código do Município

4300505

Gentílico

alpestrense

Prefeito

JANIO JOSÉ SCHENAL

População
População estimada [2018]6.458 pessoas  
População no último censo [2010]8.027 pessoas  
Densidade demográfica [2010]24,73 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]870 pessoas  
População ocupada [2016]11,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]36,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,1 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]7,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]819 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]215 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]65 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]30 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]10 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]59.940,16 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]87,9 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,671  
Total de receitas realizadas [2017]50.164,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]39.343,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]13,89 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]5,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]324,639 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]17 %  
Arborização de vias públicas [2010]75,5 %  
Urbanização de vias públicas [2010]33 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Comentários (1)

  1. Osmar correa's avatarOsmar correa

    Sou natural desta cidade maravilhosa , onde nasci e me criei com meus pais e toda família .

    AMO ESTÁ CIDADE

    #1 – 29/06/2017 - 18:39

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