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Pau dos Ferros - Rio Grande do Norte



Pau dos Ferros é uma cidade no interior do estado do Rio Grande do Norte, Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião homônima e mesorregião do Oeste Potiguar localizando-se a uma distância de quatrocentos quilômetros a oeste da capital do estado, Natal. Ocupa uma área de 259,960km², sendo que 1,9024km² estão em perímetro urbano, e sua população foi estimada no ano de 2012 em 28197 habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo então o décimo oitavo mais populoso do estado e primeiro de sua microrregião, embora, pela polarização da cidade, passem pela sede do município cerca de 50 mil pessoas por dia.

A sede tem uma temperatura média anual de 27,3°C e na vegetação do município predomina a caatinga. Com uma taxa de urbanização da ordem de 92,09% (2010), o município contava, em 2009, com 42 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,725, considerando como médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Principal cidade da região Alto Oeste, Pau dos Ferros foi emancipada de Portalegre na década de 1850. A versão de sua etimologia é que o nome seja uma referência a uma árvore que, pela sua grande dimensão, oferecia sombra e consequentemente um local para repouso dos vaqueiros que deram origem ao povoamento da região. Atualmente sua principal fonte de renda é o setor de prestação de serviços, tendo o comércio como importante atividade econômica.

História da cidade de Pau dos Ferros Rio Grande do Norte - RN

FORAM indígenas da tribo dos Cariris ou Panatis, emigrados da Paraíba, os primitivos habitantes de Pau dos Ferros.

As incursões iniciais de civilizados, através do território onde atualmente se localiza o Município, teriam ocorrido em fins do século XVII, no rumo sul-norte, pelas ribeiras dos rios Piranhas e Apodi. Esta suposição se deve ao fato de terem sido feitas em princípios do século seguinte as primeiras concessões de datas. Em 1733, foram concedidas sesmarias na região a Luís da Rocha Pita Deusdará Simão de Fonseca e Dona Maria Joana, herdeiros do coronel Antônio da Rocha Pita, radicado na Bahia e senhor de grandes áreas no Ceará e Rio Grande do Norte. Os concessionários, ao requererem posse das terras, frisavam em suas petições o destino que Ihes seria dado: a criação do gado. Foi a pecuária, com efeito, importante fator de fixação de grupos humanos no território, constituindo, ao mesmo tempo, a base em que se processaria a evolução econômica da zona.

Naquele mesmo ano, Francisco Marçal foi incumbido de fundar uma fazenda de criação de gado. E tão bem se houve na empreitada que em pouco tempo, com o crescimento da propriedade também se desenvolveu o núcleo populacional (já em 1738 contava com uma capela).

A origem do topônimo Pau dos Ferros assim é explicada por Luís da Câmara Cascudo, com apoio na tradição oral sertaneja: os vaqueiros que transitavam pela zona e tinham por hábito repousar à sombra das frondosas oiticicas, que se erguiam à beira de pequena lagoa, gravavam no tronco de uma delas, com ferro em brasa, as marcas das respectivas fazendas, a fim de torná-las conhecidas, facilitando assim a identificação das reses tresmalhadas. A árvore ficou conhecida como Pau dos Ferros, nome que se estendeu à fazenda e, posteriormente, à freguesia e ao Município. O "pau-dosferros", comum a várias zonas pastoris, - acentua aquele escritor - constitui uma das mais curiosas instituições solidaristas do Nordeste.

Gentílico: pauferrense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Pau dos Ferros, em 1759.

Elevado à categoria de município com a denominação de Pau dos Ferros, pela resolução provincial n° 344, de 04-09-856, desmembrado do município de Portalegre. Sede na povoação de Pau dos Ferros. Instalada em 19-01-1857.

Pela lei municipal nº 5, de 02-09-1902, é criado o distrito de Vitória e anexado a vila de Pau dos Ferros.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Pau dos Ferros e Vitória.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Pau dos Ferros, pela lei estadual nº 593, de 02-12-1924.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede. Não figurando o distrito de Vitória pois o mesmo foi extinto.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto estadual nº 603, de 31-10-1938, é recriado o distrito de Vitória e anexado ao município de Pau dos Ferros.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 2 distritos: Pau dos Ferros e Vitória.

Pelo decreto-lei estadual nº 268, de 30-12-1943, o distrito de Vitória passou a denominar-se Panatis.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 2 distritos: Pau dos Ferros e Panatis ex-Vitória.

Pela lei estadual nº 146, de 23-12-1948, é criado o distrito de Riacho de Santana e anexado ao município de Pau dos Ferros.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 3 distritos: Pau dos Ferros, Panatis e Riacho de Santana.

Pela lei estadual nº 909, de 24-11-1953, desmembra do município de Pau dos Ferros o distrito de Panatis. Elevado à categoria de município com a denominação de Marcelino Vieira.

Pela lei estadual nº 55, de 21-12-1953, é criado o distrito de Joaquim Correia ex-povoado de Encanto e anexado ao município de Pau dos Ferros.

Pela lei estadual nº 56, de 21-12-1953, é criado o distrito de Rafael Fenandes ex-povoado de Varzinha e anexado ao município de Pau dos Ferros.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos: Pau dos Ferros, Joaquim Correia, Rafael Fernandes e Riacho de Santana

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 2780, de 10-05-1962, desmembra do município de Pau dos Ferros o distrito de Riacho de Santana. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 2833, de 20-03-1963, desmembra do município de Pau dos Ferros o distrito de Joaquim Correia. Elevado à categoria de município com a denominação de Encanto.

Pela lei estadual nº 2964, de 22-10-1963, desmembra do município de Pau dos Ferros o distrito de Rafael Fernandes. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

2409407

Gentílico

pau-ferrense

Prefeito

LEONARDO NUNES RÊGO

População
População estimada [2018]30.183 pessoas  
População no último censo [2010]27.745 pessoas  
Densidade demográfica [2010]106,73 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]4.437 pessoas  
População ocupada [2016]14,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]40,5 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,2  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.088 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.596 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]213 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]114 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]23 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]14.287,29 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]65,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,678  
Total de receitas realizadas [2017]59.848,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]60.560,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]24,39 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]10,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]36 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]259,959 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]57,5 %  
Arborização de vias públicas [2010]76,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]11,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Comentários (1)

  1. Jéssica Luana's avatarJéssica Luana

    Boa tarde,

    Sou natural de Pau dos Ferros e adorei ver a história da minha cidade tão bem contada, não sabia dos escritos de Camara Cascudo sobre ela e gostaria de saber se vocês podem informar onde posso encontrá-los para saber mais.

    #1 – 08/01/2016 - 19:23

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