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Ingazeira - Pernambuco



Ingazeira faz parte do estado de Pernambuco. Localizado às margens do Rio Pajeú a uma latitude 07º40′34" sul e a uma longitude 37º27′35" oeste, distante 390 quilômetros da capital. Administrativamente, o município é formado pelo distrito sede e pelo povoado de Santa Rosa.

O município de Ingazeira está localizado na parte setentrional da microregião Pajeú, na porção norte do Estado de Pernambuco, limitando-se geograficamente, ao Norte com os município de Tabira e São José do Egito, ao Sul e Oeste com o município de Iguaraci e ao Leste com o município de Tuparetama. Ocupa uma área de 243,7km², tendo sua sede situada às margens do Rio Pajeú a uma altitude de 534 metros, distante de Recife 390 quilômetros (acesso pela BR 232-276Km; BR 110-32Km; PE 280-9Km; PE 292-43Km/PE 275 49Km; PE 283-19Km/16Km).

O município de Ingazeira está inserido na grande Depressão Sertaneja, cortada pelo vale formado pelo Rio Pajeú e seus afluentes, com paisagem típica do semi-árido nordestino, caracterizada por uma superfície plana, suavemente ondulada, cortada por vales estreitos, com vertentes dissecadas. Elevações residuais, cristas e outeiros pontuam o horizonte, testemunhando a intensa erosão que atingiram o sertão nordestino desde eras geológicas anteriores.

História da cidade de Ingazeira Pernambuco - PE

O fundador da Fazenda Ingazeira, chamava-se Agostinho Nogueira de Carvalho, que era irmão de José Nicolau, estabelecido na Fazenda Cachoeira, Espírito Santo, da família cearense do Carcará. Os filhos de Agostinho, foram: Agostinho, Dona Iná, que se casou com o coronel Francisco Miguel de Siqueira, vindo de baixo, chefe político e alta personagem, porem maléfica, por cobiça e orgulho. Morreu o coronel Francisco Miguel de Siqueira, em 1878, motivado pela queda de animal na entrada da Ingazeira quando voltava de Afogados, a qual tinha prometido exterminar. Sua filha Leopoldina de Almeida Barbosa, foi esposa do Sr. Antonio Italiano, estabelecido no Riachão, na terra que era do tenente Pedrosa, genro e sobrinho do coronel Francisco Miguel.

Em 1820 Agostinho Nogueira de Carvalho, iniciou a construção de uma capela dedicada a São José da Ingazeira. Morrendo no ano de 1832, seu filho do mesmo nome continuou a obra. Somente em 1849 foi esta, mediante auxílio da província posta mais ou menos no ponto a que vemos hoje. Tinha sido elevada a categoria de matriz, em 1836, para a Freguesia das Cabeceiras do Pajeu. Em 1836 a desobriga dava um total de 2215 confissões por 6500 almas. O vigário Plácido era zeloso e ativo. Os sucessores não foram tanto. No ano de 1859 passou frei Caetano que convocou a população a reconciliação, enterraram todas as armas (bacamartes, facas, etc.) todas em Poço Fundo e em cima ergueram o Cruzeiro, por traz da Igreja. O coronel Francisco Miguel desfeiteava os sacerdotes que por ali se sucediam. Insultou o padre João Vasco na igreja e este se retirou chorando e saiu do lugar. Mais tarde (1876) exigiu do padre Pedro, último vigário da ingazeira e primeiro de Afogados, que demorasse a iniciar a missa porque chegava de viagem e queria esfriar os pés e descansar o corpo.

Riachão era do Cariri Velho, descendente de duas moças únicas que escaparam ao carnifício de uma fazenda, pelos índios no tempo do levante dos Tapuias, vieram fugidas para o lugar São Pedro. São elas as origens da população das Queimadas, atualmente São José do Egito.

Volta Joaquim Amorim criou a Fazenda Curral Velho, atualmente Volta, morava no lugar onde hoje está Manuel Vidal. Uma filha dele, chamada Tereza, casou-se com um Inglês, dizem de nome Wrigth Jassow, que tomou o nome de Francisco Ricardo Nobre Cavalcante. Desse casamento é que precedem:

Henriqueta, que se casou com Leandro Lutarino de Freitas, oriundo do inhamum (ceará) da família Feitosa, e teve filha Sophia, que casou com Vidal de Siqueira Carvalho, de quem procedem: José Vidal, Jovino Vidal e Manuel Vidal.

Carolina, que se casou com Florêncio Lutarino de Freitas, irmão de Leandro. São pais de diversos filhos, entre eles, Joaquim (quinca Flor).

Espírito Santo Vidal de Siqueira Carvalho, era filho de Isidoro de Siqueira Carvalho, estabelecido no Espírito Santo. Este aparentado (primo legitimo do cel Esperidião), da família do Carcará, Visconde de Saboeira (Ceará).

Varas O primeiro fazendeiro do Riacho das Varas, tinha o nome de Francisco Barbosa de Sobral. Era criador, neto de Joaquim Amorim, bem como o irmão Antonio Amorim, pai de Timotheo Amorim, a fazenda de Francisco estava por traz da atual casa de José Vidal. Casou-se ele com dona Leonor, vinda do Piauí, rica com intenção de casar com o vaqueiro Agostinho, da casa de Francisco, que a tinha trazido. Porem Francisco cedeu-a benevolamente a Francisco Barbosa. Nada se sabe da descendência. Vidal Siqueira Carvalho era filho de Isidoro, que vivia no Espírito Santo. Duas filhas dele se casaram na Volta.

Vicente Estevão, oriundo do Monteiro, teve diversos filhos, entre os quais: José Estevão, que se casou com a cunhada (morta a primeira mulher) chamada Ana, ambas filhas de Vidal de Siqueira.

São estas as casas mais antigas desta freguesia. O desdobramento dessas famílias é que vão repartindo entre os novos casais as terras.

Joaquim Amorim, era português, morava na Volta, então Curral Velho. Francisco Barbosa zangou-se com os vizinhos do Riachão e retirou-se para o Riacho das Varas.

Ingazeira Magnificamente situada à beira do Rio Pajeu, com terrenos excelentes, extensos, próprios para agricultura, levemente ondulados e em redor, numa extensão de cinco a seis léguas de matas vivas, ricas em pastagens, próprias para criação de gado. A providência preparou esse lugar para habitação dos homens.

Ali, no meado do século XVII estiveram missionários capuchinhos do Convento da Penha do Recife, onde Antonio de Oliveira, os tinha ido buscar para sua fazenda. Andou frei Theodosio, pelo Planalto da Borborema e cabeceiras do Pajeu. Ainda hoje se vê derrabado e seco, o tronco da baraúna, debaixo da qual foi dito a primeira missa nessa região da Ingazeira. Antonio de Oliveira tinha sua fazenda na confluência do Xucuru e Parahiba, (hoje município de Monteiro-PB), possuía uma gangorra no lugar São Pedro, onde construíram uma capela.

Gentílico: ingazeirense

Formação Administrativa

O município da Ingazeira, foi criado pela lei provincial nº 295, de 05 de maio de 1852, com território desmembrado de Flores,O distrito foi criado,por força da Lei Provincial nº 1028,de 21 de março de 1872.

Tendo-se verificado a sua instalação à 07 de janeiro de 1853, em 12 de maio de 1870 ou 1879, lei provincial nº 1403, foi transferido para Afogados a sede municipal, retornando a Ingazeira pela lei provincial nº 1761, de 05 de julho de 1883, em 01 de julho de 1909, pela lei estadual 991, a sede voltou novamente para Afogados da Ingazeira, em 31 de dezembro de 1948, Ingazeira passou a fazer parte do então criado município de Tabira, na condição de distrito, finalmente em 20 de dezembro de 1963 pela lei estadual nº 4071, voltou a condição de município.

Localização Municipal

O município está localizado na Macrorregião do Sertão Pernambucano e na Microrregião do Pajeú, com uma área territorial de 245,6 km2, limitando-se ao Norte com Tabira, São José do Egito , ao Sul com Iguaraci, ao Leste com Tuparetama e Iguaraci, ao Oeste com Iguaraci.

A sede municipal está a 556 m de altitude em relação ao nível do Mar, Tem sua posição geográfica determinada pelo paralelo de -7º 40 33.6 da latitude -37º 27 36.0 de longitude.

O clima é semiárido quente, com temperaturas variando entre 20º C e 36ºC.

Fonte: IBGE

Código do Município

2607109

Gentílico

ingazeirense

Prefeito

LINO OLEGÁRIO DE MORAIS

População
População estimada [2018]4.554 pessoas  
População no último censo [2010]4.496 pessoas  
Densidade demográfica [2010]18,45 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]285 pessoas  
População ocupada [2016]6,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]52,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]682 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]131 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]46 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]8 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]7 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]7.319,14 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]95,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,608  
Total de receitas realizadas [2017]21.596,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]20.309,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]4 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]243,669 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]42,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]98,4 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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