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Brejo dos Santos - Paraíba



Brejo dos Santos, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião de Catolé do Rocha. De acordo com o IBGE, no ano de 2010 sua população era estimada em 6.197 habitantes. Área territorial de 94km².

A região foi desbravada pelo Tenente-Coronel Francisco da Rocha Oliveira. As primeiras residências de taipa foram construídas às margens do Riacho do Sabão pelos irmãos Antonio e José Paixão. As terras propícias à agricultura atraiu agricultores, apesar da escassez de água. O núcleo de povoamento foi inicialmente denominado Brejo dos Cavalos, devido a um brejo existente às margens do riacho do Sabão onde cavalos vinham se alimentar nos períodos de seca. A instituição da feira-livre intensificou a ocupação do local e a primeira igreja católica foi concluída em 1938, dedicada à Sagrada Família.

Em 1928, a Igreja Evangélica Congregacional foi fundada e o pastor inglês Henry Briauldt foi uma personalidade dedicada ao desenvolvimento do povoado.

História da cidade de Brejo dos Santos Paraíba - PB

A colonização, ou mesmo fundação, coincide com a de Catolé do Rocha (1774), pelo tenente-coronel Francisco da Rocha Oliveira, descendente de Rocha Pita e neto de uma irmã do sertanista Teodósio de Oliveira Ledo.

Os irmãos Antônio e José Paixão foram os primeiros habitantes e pioneiros na construção de Brejo dos Santos. As margens do Riacho do Sabão, foram construídas as primeiras residências e iniciaram a agricultura e criação.

Situada numa chapada constituída de terras vermelhas, apropriada para agricultura, o local atraía a atenção de agricultores de outras regiões que alí se fixaram, adquirindo novas terras e explorando novas áreas agrícolas. A água, entretanto, deixa muito a desejar quanto à qualidade e dada a sua salinização. A água vinha de outras fontes.

O núcleo recebeu o nome de Brejo dos Cavalos, pois havia nas imediações da cidade, à margem do Riacho do Sabão, onde hoje é o açude público, uma área bastante molhada, com a água permanente e abundante, que era conhecida como brejo ou abrejado, onde havia sempre vegetação ou pasto verde e onde os animais da região, principalmente os cavalos, vinham em anos de seca matar a fome e a sede. Daí quando se fazia qualquer alusão ao lugar diziam "Lá no Brejo dos Cavalos". Foi o bastante para que o nome fosse adotado até a mudança para Brejo dos Santos, nome sugerido pelo então vigário de Catolé do Rocha, o Pe. Oriel Fernades.

As primeiras construções eram rústicas (de taipa), mas pioneiras na urbanização da cidade. Com o passar dos tempos, oteve sua expansão mais acelerada, mas coerente com a ótica moderna. Tanto é que Brejo dos Santos não tem hoje aqueles casarões de estilo antigo, pois já seguia ou ebedecia na sua construção um traçado de acordo com a época e com a evolução.

Com a participação de moradores de toda região foi iniciada uma feira que aos poucos foi crescendo. Era uma latada ou galpão rústico. Na mesma época um movimento esboça-se em favor da construção de uma igreja, com aceitação popular. A igreja foi concluída em 1938, sendo dedicada a Sagrada Família, padroeira do lugar. Teve sua primeira missa celebrada pelo padre de Catolé do Rocha, Joaquim Ferreira de Assis.

A Igreja Evangélica Congregacional instalou-se no município em 1928. O pastor evangélico, Henry Briauldt, de nacionalidade inglesa, trabalhou, de certo modo, pelo progresso do lugar. A religião protestante conta com um grande número de adeptos no município.

Pelos anos de 1937 a 1939, as duas forças religiosas do lugar tiveram divergências, desentendimento este que gerou até violência, após algum tempo depois a paz voltou a reinar.

Duas indústrias de beneficiamento de algodão foram instaladas no lugarejo, uma no sítio Buenos Aires, pertencente a Pedro de Araújo Barreto e a outra no stio Pilar, pertencentes a João Pinheiro Dantas. Eram pequenas indústrias chamadas de "bolandeiras" ou "locomóveis", ou ainda vapor de descaroçar algodão. Embora rudimentares, tiveram sua participação efetiva na formação da cidade e no desenvolvimento do município. Pouco tempo depois essas pequenas indústrias foram extintas, dando lugar a outras de maior porte, no gênero, na vizinha cidade de Catolé do Rocha.

Pelos anos de 1960 a 1970, uma outra indústria surgiu, também de beneficiamento de algodão, maior, mais moderna, mas, mesmo assim, não conseguiu sobreviver por muito tempo.

Dentre alguns habitantes que muito fizeram pelo município podemos destacar: Apolõnio Pereira da Silva, Conrado Severino, José Vieira de Freitas, Manoel Luiz da Costa, José Calixto da Silva (Cazuza), Pedro de Araújo Barreto, Firmino Francisco de Melo, Manoel Emídio de Sousa, Eliziário Luiz da Costa e mais alguns membros da família Vigário.

O Distrito de Brejo dos Santos aos poucos cresceu, sob a adminstração de Catolé do Rocha até sua emancipação política em 1965.

Gentílico: brejo-santense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Brejo dos Santos, pela lei estadual nº 2641, de 20-12-1961, subordinado ao município de Catolé do Rocha.

Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o distrito de Brejo dos Santos figura no município de Catolé do Rocha.

Elevado à categoria de município com a denominação de Brejo dos Santos pela lei estadual nº 3320, de 03-06-1965, desmembrado de Catolé do Rocha. Sede no atual distrito de Brejo dos Santos. Constituído do distrito sede. Instalado em 27-12-1966.

Em divisão territorial datada de 31-12-1968, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei estadual nº 3965, de 16-01-1978, é criado o distrito de Olho D′águinha, anexado ao município de Brejo dos Santos. Esse distrito foi criado e nunca foi instalado.

Em divisão territorial datada de 01-07-1983, o município é constituído, de fato, somente do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

2502904

Gentílico

brejo-santense

Prefeito

LAURI FERREIRA DA COSTA

População
População estimada [2018]6.433 pessoas  
População no último censo [2010]6.198 pessoas  
Densidade demográfica [2010]66,04 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]340 pessoas  
População ocupada [2016]5,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]50,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3  
Matrículas no ensino fundamental [2017]841 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]160 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]72 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]14 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]10 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]7.439,41 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]94,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.619  
Total de receitas realizadas [2017]16.518,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]14.914,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]31,4 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]5 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]93,846 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]9,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]96,8 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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