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Eldorado dos Carajás - Pará



Eldorado dos Carajás faz parte do estado do Pará. Encontra-se a uma latitude 06º06′15" sul e a uma longitude 49º21′19" oeste, estando a uma altitude de 140 metros. A população avaliada em 2011 era de 31.953 habitantes. A cidade é famosa pelo massacre que ocorreu em 1996, quando 19 sem-terra foram assassinados por tropas da Polícia Militar do Estado do Pará.

O nome Eldorado foi escolhido por representar o boom mineral que a região onde está o município vivenciava nos primeiros anos de sua formação. Se relaciona com a antiga lenda narrada pelos índios aos espanhóis na época da colonização das Américas. Falava de uma cidade cujas construções seriam todas feitas de ouro maciço e cujos tesouros existiriam em quantidades inimagináveis. O imaginário popular dos primeiros habitantes de Eldorado dos Carajás refletia a busca pela "cidade perdida" pelas "montanhas de ouro". O termo Eldorado (El Dorado em castelhano) significa "O homem dourado".

O complemento ao primeiro nome, "Carajás", existe em função da proximidade do município com o grande complexo geológico regional: a Serra dos Carajás. A influência dos projetos mineralógicos desenvolvidos no maciço da Serra dos Carajás acabou se encerrando no próprio nome do município. O termo Carajás (Karajá em Jê), "Kara" brilhante e "Já" céu, significa basicamente "estrela".

História da cidade de Eldorado dos Carajás

Eldorado do Carajás tem a sua origem ligada à tentativa de implantação de um loteamento particular por Geraldo Mendonça, proprietário da fazenda Abaeté. Os primeiros moradores foram Manoel Alves da Costa, conhecido por Gordo, que chegou ao local em 02.05.1980; José Leandro; Cícero Tiago da Silva e vários outros trabalhadores do loteamento de Geraldo Mendonça. Outras pessoas chegaram atraídas pela implantação do Projeto Ferro Carajás e posteriormente, pelo advento do garimpo de Serra Pelada.

A emancipação político-administrativa de Eldorado do Carajás está intimamente ligada à história de Curionópolis. A participação da comunidade de Eldorado naquele movimento, tinha por expectativa que a sede do município desmembrado de Marabá em 1989, fosse instalada em Eldorado. Alguns líderes chegavam a afirmar que ocorreram interferências políticas para que a sede fosse instalada em Curianópolis, em detrimento de Eldorado, que oferecia melhores condições para isso.

Este fato gerou um certo descontentamento entre os moradores do Município de Eldorado, o que se constituiu em um dos elementos primordiais, por conseguir manter a sua população em permanente mobilização, para conquista de sua emancipação. Logicamente que outros fatores somaram-se àquela insatisfação: o crescimento populacional, que não foi acompanhado pela expansão de serviços considerados essenciais para a comunidade e a crença de que a emancipação por si só seria a solução para todos os problemas da comunidade.

Eldorado do Carajás se destacava como uma das mais importantes localidades do Município de Curionópolis. Sua importância para aquele município era tanta, que a Câmara de Vereadores aprovou um documento dirigido à Assembléia Legislativa do Estado alertando os parlamentares para o prejuízo que Curionópolis iria sofrer caso Eldorado fosse emancipado. A implantação de uma sub-prefeitura foi uma tentativa de aproximar a administração pública dos problemas e poder solucioná-los. Mas na prática, a existência desta sub-prefeitura na área pouco serviu para que os problemas de ordem administrativa fossem solucionados a tempo, e à medida que o povoado de Eldorado crescia, ampliavam-se a demanda por bens e serviços que não eram atendidos.

A primeira etapa da mobilização popular culminou com a elaboração de um abaixo-assinado pela impugnação do desmembramento de Curionópolis.

Os trâmites legais para a emancipação do Município de Eldorado do Carajás iniciaram-se no dia 18 de março de 1987, pelo ofício 05/87, do deputado Geovanni Queiroz ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Mariuadir Santos, encaminhando o abaixo-assinado dos eleitores residentes e domiciliados no então povoado de Eldorado, requerendo a instalação do processo de emancipação político-administrativa.

Cumprida as formalidades legais, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), fixou a data do plebiscito que foi realizado no dia 28 de abril de 1991, e a população se manifestando favorável ao desmembramento da localidade de Eldorado do Município de Curionópolis, com 1.323 votos sim e 30 não, além de 58 votos em branco e 4 nulos, quando compareceram 1.415 eleitores. Pela lei nº 5.687 estatuída pela Assembléia Legislativa do Estado do Pará e sancionada pelo Governador Jáder Barbalho, no dia 13 de dezembro de 1991, foi criado o Município de Eldorado do Carajás, com área desmembrada do Município de Curionópolis, com sede onde é hoje Eldorado, que passa à categoria de cidade, denominado de Eldorado do Carajás.

A escolha do nome Eldorado foi em função do boom do ouro naquela região, uma nova esperança para milhares de brasileiros que tangidos pelo desemprego, resultado da crise econômica, para lá migraram na expectativa de realizar seus sonhos de riqueza e consequentemente, melhorar suas condições de vida. O complemento Carajás foi em função da proximidade do Município com a Serra do Carajás e a influência que o Projeto exercia em toda aquela área.

Gentílico: eldoradense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Eldorado dos Carajás, pela lei estadual nº 5687, de 13-12-1991, desmembrado de Curionópolis. Sede no atual distrito Eldorado dos Carajás ex-localidade. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1993.

Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte: IBGE

Código do Município

1502954

Gentílico

eldoradense

Prefeito

CELIO RODRIGUES DA SILVA

População
População estimada [2018]33.674 pessoas  
População no último censo [2010]31.786 pessoas  
Densidade demográfica [2010]10,75 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.115 pessoas  
População ocupada [2016]6,5 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]47,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]93,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4.3  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3.7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]6.247 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.462 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]312 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]40 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]51 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]9.844,46 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]-  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.560  
Total de receitas realizadas [2017]66.938,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]64.442,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,97 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]6,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]13 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]2.956,690 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]7,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]24 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0,1 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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