Chapecoense 4 x 2 Santos - Flechada histórica em Chapecó
Encerrar o jejum de triunfos na Arena Condá era importante para o Santos resgatar a confiança antes de clássico decisivo com o São Paulo
Em seu retorno à elite do Brasileirão, a Chapecoense fez bonito e começa o torneio na ponta da tabela
A Chape flechou na estreia do Brasileirão - Foto: Rafael Bressan / ACFChapecó, SC, 28 (AFI) – A incômoda sequência de jogos sem triunfos do Santos neste início de temporada ganhou mais um episódio. Nesta quarta-feira, depois de flertar com o triunfo ao virar para 2 a 1 no segundo tempo, o time levou três gols da Chapecoense em 17 minutos, largou com revés de 4 a 2 no Brasileirão e chegou ao quinto tropeço seguido no ano – só ganhou na estreia do Paulistão, quando fez 2 a 1 no líder Novorizontino.
Encerrar o jejum de triunfos na Arena Condá era importante para o Santos resgatar a confiança antes de clássico decisivo com o São Paulo no Brasileirão. O revés aumenta a pressão sobre Juan Pablo Vojvoda e seus comandados.
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LEMBRANÇA RUIM
O Santos entrou em campo sob a dura lembrança da campanha ruim da temporada passada, na qual sofreu demasiadamente e só escapou do rebaixamento (seria o segundo em três anos) na última rodada. Largar bem, portanto, era obrigação para voltar a evitar sofrimento desnecessário.
Em contrapartida, o clube tinha o clássico com o São Paulo, domingo, pelo Paulistão, na cabeça. Gabigol foi poupado no gramado sintético de Chapecó para estar em condições em duelo com conotação decisiva no MorumBis, já que ambos estão fora da zona de classificação. Chance para Miguelito. Rolheiser e Barreal também foram preservados, ficando na reserva.
O Peixe foi à campo com um time alternativo – Foto: Raul Baretta / Santos FCCiente da força de muitos concorrentes no Brasileirão, o técnico Juan Pablo Vojvoda sabia, entretanto, que não poderia desperdiçar pontos diante de um dos caçulas na elite. E o ordem era se recuperar na temporada, na qual amarga quatro tropeços em sequência no Estadual.
COMEÇO AGITADO
O começo foi promissor, com o rápido e atrevido Miguelito aparecendo bem em jogadas pelo esquerda. Faltavam aos companheiros complementarem as jogadas do atacante. Gabriel Menino, na primeira finalização santista, mandou na rede pelo lado de fora. A Chapecoense, mesmo em casa, apenas buscava os contragolpes.
E no primeiro deles, que começou com lindo chapéu, Ítalo foi derrubado por Gabriel Brazão. Pênalti cobrado ‘estilo Jorginho’ pelo argentino Walter Clar e ainda mais pressão nos santistas. Vojvoda, irritado, distribuía broncas na beira do campo insatisfeito com alguns de seus comandados – o time era refém de Miguelito.
Rapidamente os chuveirinhos viraram a tática de um Santos pobre em repertório e carente de nomes de peso. Lautaro Díaz acertou o travessão em cabeçada livre. Antes do intervalo, os desgostosos santistas já pediam, em coro, a entrada de Robinho Júnior no ataque. Mas se acalmaram com Gabriel Menino mandando no ângulo para empatar antes do intervalo.
Gabriel Menino anotou um golaço em Chapecó – Foto: Raul Baretta / Santos FCDE VIRADA!
Vojvoda mostrou sua insatisfação com o rendimento ruim do Santos ao voltar do descanso com o titular Barreal na vaga do apático Caballero. Queria aumentar a ofensividade diante de um defensivo adversário – tirando o pênalti, a Chapecoense não finalizou mais na etapa inicial.
A blitze nos primeiros minutos da fase final era grande e os santistas se animaram nas arquibancadas. Miguelito soltou a bomba e arrancou o “uh” da galera. Já Lautaro mandou para fora. A virada parecia questão de tempo.
Com a Chapecoense sufocada, Gilmar Dal Pozzo optou por colocar mais peças no ataque para tentar diminuir o ímpeto do Santos, que mesmo carente de uma melhor qualidade na armação e nas conclusões da jogada, chegava a todo tempo na frente de Léo Vieira. Bastou a bola cair no pé de Barreal, porém, para vir a virada, em batida indefensável.
Quando a torcida da Chapecoense começou a cantar para lembrar das 71 vítimas do acidente aéreo que completa 10 anos neste ano, Higor Meritão apareceu na área para empatar. Celebrou apontando aos céus. O que parecia improvável, aconteceu aos 34, quando Ítalo bateu, a bola desviou em Luan Peres e sobrou para Jean Carlos cabecear e recolocar os mandantes na frente do placar. Ainda deu tempo para Rafael Carvalheira ampliar.
Rafael Carvalheira, Jean Carlos e Meritão viraram para a Chape – Foto: Divulgação / ChapecoensePRÓXIMOS DESAFIOS
Sem tempo a perder, as Chapecoense e Santos agora voltam suas atenções para seus próximos desafios nos estaduais. Neste sábado (31), o time paulista vai até o Morumbis para encarar o São Paulo, a partir das 20h30. No dia seguinte, os catarinenses enfrentam o Criciúma, às 18h, no Heriberto Hülse.
Curiosamente, o Santos volta à campo para a segunda rodada do Brasileirão 2026 também diante do São Paulo, na próxima quarta-feira (04), às 20h, na Vila Belmiro. Já na quinta-feira, a Chapecoense vai até São Januário para encarar o Vasco, no mesmo horário.
Chapecoense-SC 4 2 Santos Fase: Única Rodada: 1ª rodada Data: 28/01/2026 Horário: 20:00 Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF) Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Luis Carlos de Franca Costa (RN) VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN) Cartões Amarelos: Chapecoense: Marcos Vinícius, Camilo Santos: Alexis Duarte, Gabriel Brazão, Gabriel Menino GOLS: Chapecoense: Walter Clar – 15’1T, Higor Meritão – 28’2T, Jean Carlos – 34’2T e Rafael Carvalheira – 44’2T Santos: Gabriel Menino – 45’1T e Barreal – 21’2T Público: 17.551 torcedores Renda: R$ 1.162.555,00 Estádio: Arena Condá Local: Chapecó (SC) Chapecoense-SC
Léo
Vieira;
Victor
Caetano,
Eduardo
Doma
e
João
Paulo
(Robert);
Marcos
Vinícius
(Everton),
Camilo
(Higor
Meritão),
Rafael
Carvalheira,
Giovanni
Augusto
(Jean
Carlos)
e
Walter
Clar;
Marcinho
(Bolasie)
e
Ítalo.
Gabriel
Brazão;
Igor
Vinícius,
Luan
Peres,
Alexis
Duarte
e
Vinícius
Lira;
João
Schmidt,
Zé
Rafael
(Robinho
Jr),
Miguelito
(Rollheiser)
e
Gabriel
Menino
(Gabriel
Bontempo);
Caballero
(Barreal)
e
Lautaro
Díaz
(Fernando
Pradella).
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Como fazer
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.
(1 João 1:9)
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