Cuba pode ser o novo alvo de Trump

Cuba pode ser o novo alvo de Trump

A operação em Caracas foi apenas o prólogo

EFE/EPA/SHAWN THEW Presidente dos EUA, Donald J. Trump, responde a perguntas da imprensa

Nos primeiros dias de 2026, a política externa dos Estados Unidos entrou numa nova rota de choque com a América Latina.

O ataque militar dos EUA que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro marcou não apenas uma virada geopolítica na região, mas abriu o que analistas nos bastidores já chamam de “nova fase” do governo Donald Trump com Cuba na linha de tiro.

A operação em Caracas foi apenas o prólogo. Para Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, o que está em jogo é muito maior do que a aparente normalização de uma crise venezuelana: trata-se de reafirmar a hegemonia americana no Hemisfério Ocidental, rompendo resistências políticas que há décadas desafiam Washington.

Continuação da ofensiva

Logo após a ação contra Maduro, a Casa Branca intensificou as críticas a Havana. Trump repetiu publicamente que Cuba “não sobreviverá sem o petróleo venezuelano”, convidando o governo cubano a negociar com Washington antes que fosse tarde demais.

Esse discurso não é casual. Ele segue o padrão retórico de Trump – duríssimo com regimes socialistas da região – amparado e moldado, nos bastidores, por um homem que conhece Cuba como poucos no alto escalão americano: Marco Rubio.

Estrategista por trás da guinada

Rubio, natural de Miami e filho de exilados cubanos, não é apenas uma figura simbólica na administração: ele tem firme influência na formulação da política externa de Trump, especialmente no que diz respeito a Cuba e Venezuela. Já nos primeiros dias após assumir o cargo de Secretário de Estado, Rubio foi visto ao lado de Trump em coletivas reforçando a linha dura e ameaçando diretamente Havana.

Fontes próximas à administração sugerem que foi Rubio quem impulsionou a narrativa que culminou na intervenção na Venezuela, utilizando acusações de ligação com narcotráfico e terrorismo para justificar ações que desafiam o direito internacional, uma postura que, nos bastidores, tem sido chamada de revival do Corolário Trump da Doutrina Monroe.

Analistas também destacam que o objetivo final de Rubio, alinhado a parte do establishment republicano, seria o fim do regime comunista cubano. Sob sua influência, Trump passou de ameaçar verbosamente Havana a estudar medidas concretas, incluindo bloqueios navais para cortar o petróleo que ainda chega à ilha.

México no fogo cruzado

Enquanto isso, o México – que passou a ser um dos principais fornecedores de óleo para Cuba após a queda dos envios venezuelanos — se encontra em uma posição delicada. Fontes diplomáticas e governamentais mexicanas analisam internamente a possibilidade de reduzir ou interromper esses embarques, não por convicção ideológica, mas por receio de retaliações econômicas ou políticas de Washington.

Esse cálculo reflete um efeito colateral da estratégia de Trump: a pressão sobre Cuba diretamente influencia terceiros países, mexendo com relações bilaterais essenciais, como a de México e Estados Unidos, justamente quando Washington quer reavaliar também temas como migração e cooperação comercial.

Não se trata apenas de ideologia ou retórica agressiva. A ação recente dos EUA sinaliza uma tentativa de reconfigurar a ordem política no Caribe e na América Latina, colocando regimes não alinhados sob intensa pressão econômica, diplomática e – possivelmente – militar.

Cuba, desprovida de grandes recursos naturais como o petróleo venezuelano, parece mais vulnerável do que jamais esteve. Trump já anunciou que não haverá mais petróleo nem fundos para Havana, um ultimato que pode aprofundar ainda mais a crise econômica e social da ilha.

Por trás dessa política está uma administração que não teme retomar velhas fórmulas de confronto unilateral, impulsionada por um secretário de Estado que tem motivações pessoais e estratégias claras de regime change. Se Cuba será o próximo alvo de uma intervenção direta, isso ainda está por se definir, mas, nos bastidores de Washington, muitos acreditam que essa é a nova fronteira da diplomacia trumpista no continente.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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