Brasil comemora o Dia do Índio
Em 19 de abril, o Brasil comemora o Dia do Índio. No entanto, apesar da data oficial no calendário, muitos dos 812 mil índios que vivem no país, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda esperam o dia em que poderão celebrar o direito a terras e respeito.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) possui catalogadas 225 etnias indígenas e 180 línguas diferentes. Existem ainda 77 indicações da presença de índios isolados. À exceção destes últimos, os povos indígenas, em grande parte, estão inseridos nos projetos de inclusão social do Governo Federal. De acordo com o depoimento dado pelo diretor de proteção territorial da Funai, Alusio Azanha, em junho de 2012, os indígenas estão distribuídos por quase todo o território nacional, com algumas concentrações, como na Amazônia, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. Existem índios também no Piauí e no Rio Grande do Norte, mas ainda aguardam pelo reconhecimento legal de terras indígenas.
“O Estado tem que buscar políticas específicas em meio a essa diversidade. Esse é nosso grande dilema, porque a maioria das leis é universalista. O reconhecimento dos direitos dos índios é crucial. A legislação brasileira é moderna, mas não corresponde à realidade”, afirmou.
Apesar
de
parecerem
estrangeiros
em
busca
de
terras
e
reconhecimento,
a
herança
indígena
na
cultura
brasileira
é
muito
forte.
Não
importa
onde
se
viva,
qualquer
brasileiro
já
teve
contato
com
uma
infinidade
de
palavras
de
origem
indígena
como
carioca,
jacaré,
jabuti,
arara,
igarapé,
capim,
guri,
caju,
maracujá,
abacaxi,
canoa,
pipoca
e
pereba.
E
não
foi
só
na
língua
portuguesa
que
tivemos
influência.
Sua
herança
e
contribuição
para
a
formação
da
cultura
brasileira
vai
além:
passa
da
comida
à
forma
como
nos
curamos
de
doenças.
O
artesanato
também
não
fica
de
fora.
Bolsas
trançadas
com
fios
e
fibras,
enfeites
e
ornamentos
com
penas,
sementes
e
escamas
de
peixe
são
utilizados
em
diversas
regiões
,
que
sequer
têm
proximidade
com
uma
aldeia
indígena.
Entretanto,
apesar
da
cultura
indígena
estar
atrelada
à
identidade
nacional,
os
índios
são
destaque
quando
o
assunto
em
pauta
é
extinção.
É
por
isso
que
muitos
museus
dedicam
parte
de
seu
acervo
a
esses
povos.
Com
o
intuito
de
fazer
a
manutenção
dessa
história,
diversos
espaços
arquivam
documentos,
objetos
e
imagens
que
promovam
a
cultura
dessas
mais
de
800
mil
pessoas.
Um
grande
exemplo
destes
espaços
é
o
Museu
do
Índio,
situado
no
Rio
de
Janeiro,
que
em
2013
completa
60
anos.
O
museu
possui
um
acervo
constituído
de
16
mil
peças
etnográficas
e
16
mil
publicações
nacionais
e
estrangeiras
especializadas
em
Etnologia
e
áreas
afins
na
Biblioteca
Marechal
Rondon,
uma
das
mais
completas
e
especializadas
da
América
do
Sul
em
temática
indígena.
Lá
também
estão
reunidos
mais
de
68
mil
documentos
audiovisuais
em
diversos
tipos
de
suporte,
que
tem
parte
já
digitalizada
e
armazenada
em
CD-Roms,
além
de
mais
de
125
mil
documentos
textuais
de
valor
histórico
sobre
os
diversos
grupos
indígenas.
Os
projetos
da
instituição
buscam
associar
entretenimento,
educação
e
estudo.
O
Museu
do
Índio
transformou-se
em
forte
referência
para
pesquisadores
e
interessados
na
questão
indígena,
tendo
contribuído
com
expressivos
avanços
para
o
campo
de
museus
etnográficos
brasileiros.
Este
ano,
em
comemoração
ao
Dia
do
Índio,
o
museu
preparou
uma
série
especial
de
atividades
no
mês
de
abril,
que
vão
desde
a
exibição
de
filmes
sobre
a
cultura
indígena,
até
apresentações,
ao
ar
livre,
dos
cantos
e
danças
Fulni-ô
(PE).
As
atividades
promovidas
neste
dia
19
de
abril
acontecem
das
9h
às
17h30min
com
entrada
franca.
Para
saber
mais
sobre
a
programação
completa
das
atividades,
acesse
o
site
do
Museu
do
Índio.
Conheça alguns dos museus que mantém acervo dedicado à cultura indígena:
Museu do Índio (Rio de Janeiro- RJ)
Visitação:Visitação
de
terça
a
sexta-feira,
das
9h
às
17h30.
Sábados,
domingos
e
feriados,
das
13h
às
17h.
Ingresso:
R$
4
Endereço:
Rua
das
Palmeiras,
55,
Botafogo.
Contato:
(21)
3214-8705
e
(21)
3214-8702.
Site:
https://www.museudoindio.org.br/
Museu
Antropológico
Diretor
Pestana
–
MADP
(Ijuí
-
RS)
Mantido
pela
Fundação
de
Integração,
Desenvolvimento
e
Educação
do
Noroeste
do
Estado
(Fidene),
o
espaço
tem
acervo
relacionado
aos
índios
Kaingang
e
Guarani
que,
em
sua
maioria,
foi
adquirido
diretamente
da
comunidade
indígena.
É
constituído
por
peças
ligadas
ao
índio
missioneiro,
índio
do
Rio
Grande
do
Sul,
processos
agrícolas,
meios
de
produção,
transporte,
comunicação,
indústria
e
comércio,
esportes
e
lazer,
educação,
religião,
usos
e
costumes,
e
vida
familiar,
enfim
tudo
relacionado
à
vida
do
homem,
nesta
região.
Visitação:
De
segunda
a
sexta,
das
8h
às
11h30,
e
das
13h30
às
17h;
sábados,
domingos
e
feriados,
abre
mediante
agendamento
prévio.
Ingresso:
R$
3,00
(três
reais)
de
terça-feira
a
sábado.
Aos
domingos,
a
visitação
é
gratuita.
Endereço:
Rua
Germano
Gressler,
96,
São
Geraldo.
Contato:
(55)
3332-0257
/
(55)
3332-0243
Site:
www.unijui.edu.br/madp
Museu
do
Índio
Tükuna
-
MIT
(Novo
Hamburgo
–
RS)
O
acervo
foi
sendo
ampliando
com
a
doação
de
algumas
peças
de
Ângela
Brock
da
Fé,
resultado
da
pesquisa
de
campo
realizada
na
área
de
Expressão
Artístico-Artesanal
Indígena,
na
Aldeia
dos
Índios
Tükuna,
de
Belém
do
Solimões,
Benjamin
Constant,
Amazonas,
de
08/01/1983
a
30/03/1983.
Em
1993,
recebeu
doação
do
Museu
da
Escola
Sinodal
Mauá,
de
Santa
Cruz,
de
100
peças
arqueológicas
dos
índios
do
Rio
Grande
do
Sul.
A
exposição
do
acervo
do
MIT
foi
classificada
e
dividida,
visando
mostrar
os
processos
tecnológicos
de
sua
produção
artesanal,
a
matéria-prima
utilizada,
a
função
das
peças
relacionada
com
a
divisão
sexual
do
trabalho
e
a
conotação
simbólica
dos
padrões
ornamentais.
Os
temas
de
classificação
utilizados
foram
a
caça
e
a
pesca,
a
fabricação
da
farinha,
a
tecelagem,
o
fio
de
tucum,
os
corantes
naturais
e
sua
aplicação,
a
habitação
e
objetos
de
uso
doméstico
como
os
cestos,
as
peneiras
e
a
cerâmica.
Ao
acervo
foi
acrescentada
uma
seção
destinada
à
festa
da
Moça
Nova,
rito
de
iniciação
pubertária,
por
apresentar
um
material
rico
em
forma
e
conteúdo
simbólico,
como
as
esculturas,
tururis
(painéis),
máscaras,
vestes
e
instrumentos
musicais.
Visitação:
De
segunda
a
sexta,
das
8h
ao
meio-dia,
e
das
13h
às
18h.
É
necessário
agendar
a
visita.
Ingresso:
Gratuito.
Endereço:
Rua
Frederico
Mentz,
526,
Hamburgo
Velho.
Contato:
(51)
3594-3022
Site:
www.ienh.com.br
Palácio
Rio
Branco
(Rio
Branco
–
AC)
O
espaço
conta
a
história
da
formação
do
Acre
ao
mostrar
parte
de
seu
patrimônio
cultural
e
arqueológico,
como
os
geoglífos,
as
formas
geométrica
de
milhares
de
anos
localizadas
no
Vale
do
Acre.
A
Revolução
Acreana,
a
vida
seringueira,
os
embates
e
a
luta
de
Chico
Mendes
também
estão
documentados.
E
há
uma
sala
dedicada
exclusivamente
às
tribos
acreanas,
com
objetos,
imagens
e
textos.
Visitação:
De
segunda
a
sexta,
das
8h
às
18h.
Sábado,
das
16h
às
20h.
Ingresso:
Gratuito
Endereço:
Museu
do
Palácio
Rio
Branco
-
Avenida
Getúlio
Vargas,
s/nº,
Praça
Eurico
Dutra,
Centro.
Contato:
(68)
3223-9240
Museu
Amazônico
–
MA
(Manaus
–
AM)
Os
bens
que
compõem
o
núcleo
inicial
do
museu
são
documentos
do
período
colonial
e
imperial
da
Amazônia,
que
foram
incorporados
pela
Universidade
do
Amazonas
com
a
extinção
da
Comissão
de
Documentação
e
Estudos
da
Amazônia.
Com
a
fundação
do
museu,
foram
doados
documentos
empresariais
da
família
J.
G.
Araújo.
Peças
arqueológicas,
etnográficas
e
antropológicas
passaram
a
serem
doadas
por
instituições
particulares
e
outras
coletadas
em
pesquisas.
A
tribo
amazonense
Ticuna
está
entre
as
várias
etnias
representadas
no
acervo
por
artefatos
domésticos,
instrumentos
musicais
e
usados
em
rituais
religiosos.
Além do acervo permanente, o museu inaugurou no dia 10 de abril a exposição Ticuna em dois tempos, que apresenta objetos indígenas coletados pelo antropólogo catarinense Sílvio Coelho na Amazônia dos anos 60 em paralelo com a coleção do artista plástico amazonense Jair Jacqmont reunida nos anos 70. A exposição vai até o dia 31 de outubro.
Visitação:
De
segunda
a
sexta,
das
9h
às
12h,
e
das
14h
às
17h.
Ingresso:
Gratuito
Endereço:
Rua
Ramos
Ferreira,
1.036,
Centro.
Contato:
(92)
3305-5200
Site:
www.museuamazonico.ufam.edu.br
Museu
das
Culturas
Dom
Bosco
–
MDB
(Campo
Grande
–
MS)
O
espaço
assegura
os
processos
de
conservação
e
exposição
de
objetos
de
valor
histórico
e
documental,
voltados
à
reconstrução
da
memória.
Em
seu
acervo
há
peças
de
uso
pessoal
e
de
ritos
de
passagem,
fotografias,
instrumentos
musicais
de
tribos
do
Mato
Grosso
do
Sul,
como
Terenas,
Guarani
e
Caiuá.
Índios
do
Mato
Grosso,
como
os
das
tribos
Xavantes
e
Bororos,
do
Tocantins,
como
os
da
tribo
Karajás,
e
do
Amazonas,
como
os
da
Uaupé
também
têm
peças
expostas
no
museu.
Em comemoração ao dia do índio, o museu irá promover uma exposição, do dia 19 ao dia 26 de abril, com objetos característicos da cultura indígena no prédio na defensoria pública localizado no Parque dos Poderes - bloco IV.
Visitação:
De
terça
a
sexta,
das
8h
às
17h;
sábados,
domingos
e
feriados,
das
13h
às
17h.
Ingresso:
R$
5
Endereço:
Avenida
Afonso
Pena,
7.000,
Parque
das
Nações
Indígenas
-
Portal
Ñandeva.
Cidade
Jardim.
Contato:
(67)
3326-9788
/
(67)
3312-6400
Site:
www.museu.ucdb.br
Acervo do Museu da Pessoa
O Museu da Pessoa, que há 20 anos registra histórias de indivíduos para transformá-las em fontes de conhecimento, destacou em seu acervo depoimentos de indígenas sobre questões como preservação da cultura, ensino e tradição.
Relatos
como
o
de
Ailton
Krenak,
que
passou
sua
infância
às
margens
do
Rio
Doce,
em
contato
com
a
natureza,
e
aprendeu
a
respeitar
a
floresta
como
se
fosse
parte
de
sua
família.
(Assista
no
vídeo
ao
lado).
Ou
de
Álvaro
Sampaio,
da
tribo
dos
Tukanos,
cuja
história
se
confunde
com
a
da
luta
pelas
demarcações
de
terra.
Participante
ativo
nas
causas
de
não-integração
do
indígena
na
sociedade,
tornou-se
uma
liderança.
(Cofira
o
relato
ao
lado).
E
da
baiana
Maria
Julia
Monteiro
Dias,
a
Dona
Julinha,
que
tem
orgulho
de
ter
em
seu
sangue
os
genes
dos
primeiros
habitantes
do
Brasil.
(Veja
o
depoimento
ao
lado)
O Museu da Pessoa é um museu virtual e colaborativo de relatos de vida. Toda e qualquer pessoa é convidada a contar histórias e a explorar o acervo de narrativas em textos, imagens, vídeos e áudios. E você pode participar dessa iniciativa contando sua história. Tem material relacionado a influência da cultura indígena? Envie para o Museu da Pessoa.
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Como fazer
Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.
(2 Timóteo 1:7)
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