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Campo Grande - Mato Grosso do Sul



Campo Grande pode referir-se a:

História da cidade de Campo Grande

O passado histórico de Campo Grande reflete-se em três destacados vultos, de atuação bem definida pelos pesquisadores e, atualmente, ao que parece, aceita por todos: o poconeano João Nepomuceno e os mineiros José Antônio Pereira e Manoel Vieira de Souza. Ao primeiro, cabe o pioneirismo, por ter sido o morador mais antigo da área; ao segundo, as glórias e honras de fundador da Cidade e ao terceiro o reconhecimento e gratidão pela honestidade, desambição e companheirismo, pois facilitou a Pereira a retomada de posição inicial, antes de voltar a Monte Alegre, em Minas Gerais. Sem aquela acolhida fraterna, talvez José Antônio tivesse prosseguido, em busca de outras terras.

Segundo historiadores, no dia 21 de junho de 1872, José Antônio Pereira e sua comitiva, acamparam no local denominado Mato Cortado, hoje Horto Florestal, na confluência de dois córregos, mais tarde conhecidos como Prosa e Segredo. No dia seguinte, cavalgando pelas imediações, Pereira avistou um rancho, onde foi encontrar João Nepomuceno e sua mulher Maria Abranches. Afirmou Vespasiano Martins: "O certo, o seguro, porque ouvi de velhos moradores desta região uns mortos, outros ainda vivos, é que o primeiro rancho quem fincou dentro do hoje rocio de Campo Grande, foi o esperto poconeano João Nepomuceno", cuja saída do local antecedeu a volta de Pereira, ocorrida no dia 20 de julho de 1875. Contudo, é a José Antônio que a história confere todas as iniciativas e providências com vistas à fundação do Arraial de Santo Antônio de Campo Grande, após o seu retorno de Monte Alegre.

A capela, sob a invocação de Santo Antônio, foi concluída em 1877. Tinha paredes de pau-a-pique e cobertura de telhas, trazidas das ruínas dos Jesuítas, em Camapuã. No início de 1878, José Antônio foi a Nioaque, de onde trouxe o padre Julião Urquia, Vigário de Miranda, a fim de abençoar a capela, o arraial, celebrar a primeira missa e outros atos religiosos. Na oportunidade, três casamentos entrelaçaram as famílias Pereira e Vieira de Souza, das quais nasceram os primeiros campo-grandenses. Em 1889, o arraial ganhou a primeira escola.

O encontro dos trilhos da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil do ramal vindo de Porto Esperança (MS) com o procedente de Bauru (SP), e a chegada do primeiro trem a Campo Grande, em 28 de maio de 1914, marcaram decisivamente o futuro da Cidade. Data daí sua consolidação e o seu progresso.

Em 1914 chegou o 5.° Regimento de Artilharia Montada e, em 1921, Campo Grande passou a ser Sede da Circunscrição Militar de Mato Grosso.

Dois anos depois, houve um movimento em favor da divisão do Estado do Mato Grosso, instalando-se em Campo Grande o Governo Provisório chefiado por Vespasiano Barbosa Martins, o qual teve pequena duração.

Em 1934, por intermédio da "Liga Sul Matogrossense", foi encaminhado ao Congresso Nacional Constituinte pedido de criação de um Território Federal ou Estadual autônomo na região sul de Mato Grosso. O documento figurou com mais de 13.000 assinaturas.

O desenvolvimento de Campo Grande acelerou-se, estimulado pela efetivação de obras públicas de grande porte, destacando-se pavimentação asfáltica de suas principais ruas; abastecimento de energia elétrica com interligação ao sistema CESP; modernização do sistema de comunicação urbana e interurbana, do transporte aéreo e pavimentação asfáltica do sistema rodoviário interestadual .

Por recomendação do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, General Ernesto Geisel, a Superintendência de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste - SUDECO iniciou, em 1975, os estudos básicos visando à divisão do Estado de Mato Grosso. Os resultados, consubstanciados na Exposição de Motivos n° 037 de 24 de agosto de 1977, foram apresentados ao Chefe do Governo Federal, acompanhados de Anteprojeto de Lei Complementar, criando o Estado de Mato Grosso do Sul.

Finalmente, no dia 11 de outubro de 1977, foi solenemente sancionada em Brasília a Lei Complementar n.° 31, criando o Estado do Mato Grosso do Sul. Estabelece o seu "Art. 3.° - A cidade de Campo Grande é a Capital do Estado". Estava então consolidada a velha aspiração dos sul-mato-grossenses e, particularmente, a dos campograndenses.

Instalado o Estado no dia 01 de janeiro de 1979 a Capital mato-grossulense adquiriu nova feição, passando a apresentar um novo ciclo de progresso, assinalado por maiores estímulos à sua expansão urbana, social, cultural e política. Foi convertida, afinal, como era desejado, em centro das decisões político-administrativas de uma Unidade da Federação.

Por sua concepção urbanística e arquitetônica a obra mato-grossulense é um monumento à ecologia e demonstra o grau de respeito que a atual geração tributa à natureza. O meio ambiente está sendo utilizado com reverência.

O topônimo, ganhou inicialmente a denominação de Santo Antônio de Campo Grande, topônimo mais tarde simplificado para Campo Grande, em razão do vastíssimo campo que se estende a sudoeste da Cidade. Outra versão indica haver o topônimo se originado da expressão frequentemente usada pelo fundador quando se dirigia aos que chegavam: "O campo é grande".

Gentílico: Campo-grandense.

Formação Administrativa

O distrito foi criado, em 23 de novembro de 1889, pela Lei nº 793; e o Município, em 26 de agosto de 1899, pela Resolução Estadual n° 225.

Pela Lei estadual nº 682 de 11-12-53, é criado o distrito de Rochedinho e incorporado ao município de Campo Grande.

Pela Lei Estadual nº 1.131 de 17-11-58, é criado o distrito de Anhanduí e incorporado ao município de Campo Grande.

Fonte: IBGE

Código do Município

5002704

Gentílico

campo-grandense

Prefeito

MARCOS MARCELLO TRAD

População
População estimada [2018]885.711 pessoas  
População no último censo [2010]786.797 pessoas  
Densidade demográfica [2010]97,22 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]3,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]288.618 pessoas  
População ocupada [2016]33,4 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]30,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,8  
Matrículas no ensino fundamental [2017]117.031 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]33.491 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]6.407 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]2.167 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]267 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]104 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]29.442,66 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]55,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,784  
Total de receitas realizadas [2017]3.294.335,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]3.167.290,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]7,96 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]123 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]8.092,951 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]58,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]96,3 %  
Urbanização de vias públicas [2010]33,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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