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Bela Vista - Mato Grosso do Sul



Bela Vista é uma cidade da região Centro-Oeste, localizado no estado de Mato Grosso do Sul.

A cidade de Bela Vista está localizada no sul da região Centro-Oeste do Brasil, á sudoeste de Mato Grosso do Sul e na fronteira com o Paraguai. Encontra-se à latitude 22º06′32" Sul e à longitude 56º31′16" Oeste. Distâncias:

Latossolo roxo

História da cidade de Bela Vista Mato Grosso do Sul - MS

A região onde atualmente se situa o Município de Bela Vista, teve seu devassamento efetuado, a partir de 1531, pelas incursões dos sertanistas portuguêses Pero Lopes e Francisco Chaves.

No decorrer do tempo, a área foi palco de sangrentos confrontos entre portuguêses e castelhanos e, posteriormente, entre brasileiros e paraguaios, todos com a ânsia de anexar aquelas terras ao seu país de origem.

O tratado de Santo Ildefonso, assinado em 01 de outubro de 1777, reconheceu os direitos do Brasil sobre essa região, restabelecendo como linha de limite o Rio Corrente, atual Rio Apa. Mesmo assim, em 1801, o Capitão Juan Caballero, do exército espanhol, cruza o Rio Apa, funda o Forte São José e ali se instala. No ano seguinte, forças brasileiras, do Presídio de Miranda, sob o comando do Tenente Francisco Rodrigues do Prado, atacaram e arrasaram o Forte, aprisionando a guarnição; morrendo durante a peleja o Capitão Caballero.

A partir de 1845, a região passou a ser percorrida por Joaquim Francisco Lopes e João Henrique Eliot, a mando de João da Silva Machado, Barão de Antonina, com a finalidade de estabelecer vias de comunicação, ligando essas paragens ao Estado de São Paulo.

Foram, pois, os Lopes, secundados pelos Barbosas, as primeiras famílias a se radicar em terras de Bela Vista.

Em 1864, estoura a Guerra do Paraguai e a região se torna palco de sanguinolentos encontros.

No dia 21 de abril de 1867, o Coronel Camisão atravessa a Rio Apa, ocupa, no Paraguai, o Fortim Bela Vista e marcha até Laguna, de onde inicia a épica Retirada, que se constituiu numa das mais belas páginas de nossa história, mas lavadas com sangue de nosso irmão da fronteira.

A região que sofrera total esvasiamento, voltou, 05 anos depois, a receber novos moradores.

Retornaram os Lopes, sobrinhos do Guia Lopes; os Barbosas, leite, Ferreira, Pedra, Loureiro, Escobar, Melo e tantos outros pioneiros intrépidos que constituíram a grandeza de Bela Vista.

Por necessidade de um ponto de apoio comercial e de comunicação, numa pequena colina, as margens do Rio Apa, foram lançados os alicerces de uma nova povoação, em cuja área já se encontrava edificada a residência de José Lemes Bugre, que foi assim seu primeiro morador.

Novas correntes migratórias, oriundas principalmente do Rio Grande do Sul, encarregaram-se de complementar o povoamento de Bela Vista. As migrações gaúchas que aí aportaram, vieram atraídas pela exploração da erva-mate nativa, cujo monopólio era mantido pela Companhia Mate Larangeira, que lhes permitia arrancharem nas terras sob sua jurisdição.

Deste período em diante, o desenvolvimento da região não mais sofreu solução de continuidade, o que levou o Governo do Estado a criar, pela Resolução nº 255, de 10 de abril de 1900, o Distrito de Paz de Bela Vista, com os mesmos limites do já então existente Distrito Policial, instalado em 1889.

Criado o município em 1908, todavia, a sede municipal só foi elevada à categoria de cidade, por força da Lei nº 772, de 16 de julho de 1918.

é desconhecida a origem do topônimo do município. Supõe-se que seja por influência da localização do Fortim Bela Vista, plantado na cidade de igual denominação, no Paraguai e confrontante com a sede do município brasileiro.

Gentílico: bela-vistense

Formação Administrativa

Distrito criado com denominação de Bela Vista, por Resolução Estadual nº 255, de 10-04-1900, no Município de Nioac.

Elevado à categoria de vila com denominação de Bela Vista, por Lei Estadual nº 502, de 03-10-1908 e Decreto Estadual nº 218, de 03-12-1908. Desmembrado de Nioac. Constituído do Distrito Sede. Instalado em 06-03-1909.

Vila foi elevado à categoria de cidade, por Lei Estadual nº 772, de 16-07-1918.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do Distrito Sede.

Em divisão territorial datada de 31-12-1936, o município é constituído de 3 Distritos: Bela Vista, Caracol e Porteira.

Pelo Decreto-Lei Estadual nº 145, de 29-03-1938, o município figura com 2 Distritos: Bela Vista e Caracol.

Pelo Decreto-Lei Federal nº 5839, de 21-09-1943, o Território Federal de Ponta Porã foi dividido em 7 municípios, uns dos quais Bela Vista.

Pelo Decreto-Lei Estadual de Mato Grosso nº 330, de 07-01-1947, fica restaurado a antiga divisão administrativa e judiciária da área que constituía o extinto território incorporado ao Estado do Mato Grosso.

Pela Lei Estadual nº 119, de 13-09-1948, é criado o Distrito de Jardim (ex-povoado) e incorporado ao Município Bela Vista.

No quadro fixado para vigorar em 1949/1953, o município é constituído de 3 Distritos: Bela Vista, Caracol e Jardim.

Pela Lei Estadual nº 677, de 11-12-1953, desmembra do Município de bela Vista o Distrito de Jardim. Elevado à categoria de município.

Pela lei Estadual nº 1177, de 16-12-1958, é criado o Distrito de Campestre e incorporado ao Município de Bela Vista.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 Distritos: Bela Vista, Campestre e Caracol.

Pela Lei Estadual nº 1971, de 14-11-1963, desmembra do Município de Bela Vista o Distrito de Caracol. Elevado à categoria de município.

Pela Lei Estadual nº 2124, de 18-03-1964, desmembra do Município de Bela Vista o Distrito de Campestre, para formar o novo Município de Antônio João (ex-Eugênio Bonito).

Em divisão territorial datada de 1-1-1979, o município é constituído do Distrito Sede.

Pela Lei Estadual nº 300, de 14-12-1981, é criado o Distrito de Nossa Senhora de Fátima e incorporado ao Município de Bela Vista.

Em divisão territorial datada de 15-07-1997, o município é constituído de 2 Distritos: Bela Vista e Nossa Senhora de Fátima.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-07-1999.

Fonte: IBGE

Código do Município

5002100

Gentílico

bela-vistense

Prefeito

REINALDO MIRANDA BENITES

População
População estimada [2018]24.508 pessoas  
População no último censo [2010]23.181 pessoas  
Densidade demográfica [2010]4,74 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,0 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.358 pessoas  
População ocupada [2016]9,7 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]40,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.157 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]901 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]258 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]77 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]19 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]19.855,90 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81,8 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,698  
Total de receitas realizadas [2017]70.063,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]62.728,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]10,89 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]9 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]4.892,603 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]22,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]99,7 %  
Urbanização de vias públicas [2010]3,1 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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