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Itanhandu - Minas Gerais



Itanhandu é um município da microrregião de São Lourenço, no estado de Minas Gerais, no Brasil.

De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2006, sua população era estimada em 14 129 habitantes. Sua área é de 143,938 quilômetros quadrados.

Em 1911, o local foi elevado a distrito, pertencente a Pouso Alto. E, em 1923, criou-se o município de Itanhandu, que quer dizer, em língua tupi, "ema de pedra", através da junção dos termos itá ("pedra") e nhandu ("ema"). A cultura na cidade tem seu ponto alto no Festival de Música de Itanhandu, realizado tradicionalmente em julho e contando com a participação de cantores de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os atrativos naturais, encontra-se, a vinte quilômetros da cidade, a nascente do Rio Verde, no alto da Serra da Mantiqueira, com matas virgens, clima puro e belas paisagens.

História da cidade de Acerca do nome Itanhandu, que serve desde de tempos remotos de denominação ao ribeirão que nasce no município e conflui com o rio Verde nos mesmo limite, constam referências nos anais da Diocese de Campanha, datados do século XVIII.

Obscura é a origem do nome do ribeirão Itanhandu, único vestígio dos primórdios do núcleo inicial de longíqua era; quanto à toponímia, conhecidos tupinólogos fazem a seguinte definição: "ita" (pedra) - "nhandu" (ema): - pedra da ema ou pedra da avestruz, segundo tradução de Alfredo de Carvalho.

Existia então pequeno aglomerado, circundado por diversas fazendas, das quais sobressai, em virtude de suas dim ensões, a fazenda da Barra, assim denominada por se achar situada próxima à confluência dos rios Passa Quatro e Verde, pertencendo a mesma à família Caetano.

Das primeiras pessoas que se fixaram no município,somente ficou o registro das famílias Caetano, Monteiro, Joaquim de Almeida Campos, Jacob Zaroni, Pedro Guedes, José Carneiro Santiago,NIcolau Serpa, Delfim Pereira Pinho, José Araújo Braga, Brasiliano Midões e José Lopes, por volta de 1870, em caráter definitivo.

Tomando o nome de Barra do Rio Verde, o então já o pequeno arraial contava com regular número de moradores, construindo Joaquim de Almeida Campos, asb suas expensas, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, doando, bem assim, as terras para a formação de seu patrimônio.

A imagem de Nossa Senhora da Conceição, orago da igreja matriz de Itanhandu, é a efígie original que Joaquim de Almeida Campos doou à primitiva capela.

Correndo venturoso o ano de 1882, o promissor arraial da Barra do Rio Verde - mais tarde Estação de Capivari e, hoje Itanhandu - viu atendida uma das suas aspirações, assistindo festivamente à chegada das primeiras turmas de ferroviários, vindos para darem início aos trabalhos de construção das linhas da Estrada de Ferro Minas e Rio, hoje Rede Mineira de Viaçõao.

Levada a construção a feliz término, foi o tráfego inaugurado em 1884 e a nova estação ferroviária denominada Estação do Capivari. Contando o arraial com regular número de moradores, foram estes constryuindo suas residências nas proximidades da Estação Férrea.

A "Estação do Capivari" ficou servindo de escoadouro para o distrito de Santana do Capivari, ao qual pertencia o território do arraial da Barra do Rio Verde.

Em 1904, os moradores do arraial demudaram a denominação para Itanhandu, motivando a escolha desse nome a proximidade do ribeirão Itanhandu.

Embora sofrendo contínuos entraves, o crescente arraial se impôs nas esferas governamentais sendo elevado a distrito, em 1911.

Hospedando um povo laborioso, o novo distrito progrediu rapidam ente, sendo elevado à categoria de município em 7 de setembro de 1923.

FORMAçãO ADMINISTRATIVA -

O distrito foi criado pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, figurando, na "Divisão Administrativa de 1911" e nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de 1º-IX-1920, subordinado ao município de Pouso Alto.

A Lei estadual número 843, de 7 de setembro de 1923, que estabeleceu a divisão administrativa do Estado, criou o município de Itanhandu, o qual nessa divisão figura subdividido em 3 distritos: o da sede, o de São José do Picu,desanexado do município de Pouso Alto, e o de Alagoas, desligado do município de Aiuruoca.

A 9 de março de 1924, deu-se a instalação do município de Itanhandu, que, segundo o quadro da divisão administrativa

relativo a 1933, os da divisão de 1936 e 1937, e o anexo ao Decreto-lei estadual número 88, de 30 de março de 1938, subdivide-se ainda em 3 distritos: Itanhandu, Alagoa e São José do Itamonte, que, desde 1933 figura com esse topônimo em substituição ao de São José do Picu.

Em razão do Decreto-lei estadual número 148, de 17 de dezembro de 1938, o município de Itanhandu adquiriu para o distrito desse nome, parte do território dos distritos-sedesdos municípios de Passa Quatro e Pouso Alto. Perdeu, por outro lado, para o recém-criado município de Itamonte, os distritos de Itamonte (ex- São José do Itamonte) e Alagoa.

Assim na divisão territorial do Estado, em vigor no quinquênio 1939-1943, e fixada pelo mencionado Decreto-lei estadual número 148,bem como na que o Decreto-lei estadual nº 1058, de 31 de dezembro de 1943, estatuiu para vigorar no quinquênio 1944-1948, o município de Itanhandu constituiu-se de um distrito apenas, - o da sede.

De acordo com a nova divisão aprovada pela Lei estadual número 1039, de 12 de dezembro de 1953, para vigorar no quinquênio 1954-1958, o município de Itanhandu figura ainda com um distrito: o da sede.

FORMAçãO JUDICIáRIA -

Segundo os quadros de divisão territorial datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, e o anexo ao Decreto-lei estadual nº 88, de 30-III-1938, o município de Itanhandu é termo judiciário da comarca de Pouso Alegre.

Já na divisão judiciário- administrativa do Estado, em vigência no quinquenio 1939-1943, e fixada pelo Decreto-lei estadual número 148, de 17 de dezembro de1938, foi criada a comarca de Itanhandu, cujo têrmo judicíario único se forma dos municípios de Itanhandú e Itamonte, este último instituído também pelo suprecitado Decreto-lei.

Tal situação se mantém inalterada até a atual divisão, aprovada pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, para vigorar no quinquênio 1954-1958.

Fonte: ENCICLOPéDIA DOS MUNICíPIOS BRASILEIROS

Autor do Histórico: DEISE MARIA GUERREIRO RIBEIRO

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