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Laranja da Terra - Espírito Santo



Laranja da Terra faz parte do estado do Espírito Santo. A população avaliada em 2004 era de 11.087 habitantes. Pertencia a Afonso Cláudio e se emancipou em 16 de maio de 1988.

Antigamente, antes de 1870, ainda sob a jurisdição do Porto do Cachoeiro de Santa Leopoldina, ao fazerem a medição de terras e chegando perto de um córrego, depararam-se com um pé de laranja de uma variedade muito rústica. Convencionou-se que se tratava de um pé de laranja da terra. A partir daí o córrego recebeu este nome, mais tarde o distrito e, por último, também o município recebeu este nome. Antes de 1870, não se tem registros de nomes de não indígenas que tenham morado ou passado por aqui. Os índios que habitavam a região por essa época era os botocudos que se caracterizavam pelo uso de batuques ou rodelas grandes de madeira introduzidas em furos feitos artificialmente nos lóbulos das orelhas, nas narinas e, sobretudo, no beiço inferior. Por volta de 1880, a última tribo ainda presente e localizada na região da Barra do Taquaral não somava mais do que 30 famílias, tribo esta comandada por um cacique não-índio, vulgo Capitão Canjica, de cerca de 60 anos de idade, que os índios teriam raptado quando menino nas imediações de Vitória. Esses índios com certeza tiveram contato anterior com não índios, pois se denominavam com nomes como Andrade, André, Luiz, Rafael, João e Joaquinzinho. Depois da morte de Canjica tornou-se cacique um índio de nome Furizinho. E, sob o seu comando, essa tribo migrou para o lado do Bananal (Baixo Guandu) de onde, depois de um assassinato de um não-índio, se refugiou nas matas ainda virgens do outro lado do Rio Doce. Esse depoimento foi dado por Dona Elvira Rosa de Novais, sobrinha de Francisco Carlos de Almeida Rosa que em 1879 mudou de Carangola, Minas Gerais, para o Espírito Santo, e fixou residência na Barra do Taquaral, onde também Elvira e sua família se fixaram cinco anos depois. O fato de se achar ainda hoje na região do município de Laranja da Terra pedaços de panelas de cerâmica, machadinhos e pontas de flechas de pedra, nos faz crer que antes dos botocudos eram tribos dos índios goytacazes tupiniquins que transitavam nesta região.

A partir de 1856, com a criação da Colônia de Santa Leopoldina, e 1875, com a criação da Colônia de Santa Teresa, começou-se a abrir o caminho para que fazendeiros, principalmente mineiros, e outros aventureiros entrassem para desbravar as matas ainda quase virgens das regiões do Rio Guandu e do Rio Santa Joana. E é, então, na região do Médio Guandu, que hoje compreende o município de Laranja da Terra, que entre os anos de 1870 a 1880 instalam-se algumas das fazendas. A saber:

História da cidade de Laranja da Terra

Por volta do ano de 1900, teve início a imigração de colonos de origem alemã, localizados em "terra fria" (Região de Santa Leopoldina) para as regiões de altitude mais baixa (rio Guandu e Santa Joana).

Os imigrantes eram geralmente pessoas jovens, que esperavam encontrar na "terra quente" melhores condições de vida, pois comentava-se que essas terras eram abundantes e férteis, além de bem servidas por rios.

Em 1908, os irmãos Seibel estiveram em Laranja da Terra a fim de conhecer a região. Eles eram descendentes de uma família procedente de Rheinhenssen, Alemanha, que imigrou para a região de Rio Farinha, Santa Leopoldina, em 1864.

Em fevereiro de 1910 instalou-se no local, Wilhelm Seibel, o primeiro colono de origem alemã, que até então morava em Alto Santa Joana. Depois vieram seus irmãos Ernest e Nicolau, Karl, Gustav, Julius e Emil. Assim, com a vinda de uma família inteira, teve início em Laranja da Terra, a colonização de descendentes de origem alemã.

Após os Seibel, vieram para Laranja da Terra, outras famílias de colonos, em sua maioria pomeranos, provenientes de Santa Maria de Jetibá, Jequitibá e outras localidades do Município de Santa Leopoldina. Passados dois anos havia em Laranja da Terra cerca de 40 famílias.

Em junho de 1915, a comunidade luterana inaugura a sua 1ª capela, de construção simples, sem torre nem sino. Consta que nesta época, era proibido por lei, que igrejas protestantes construíssem templos com torres. Em 1929, era então inaugurada a nova igreja, de construção mais sofisticada, com altar, pia batismal, torre e sino. é mais ou menos desta época a construção da Igreja Católica. Existiam, até então, duas casas de comercio e cinco residências. Uma única rua margeava o rio sendo parte da estrada para Sobreiro.

Em 1935, foi feita uma demarcação, situando a rua principal onde hoje está localizada. Por esta época foram instalados o cartório e outros serviços como a coletoria. Não existiam ainda escolas e postos de saúde. As professoras lecionavam em casas cedidas pela comunidade. Alguns anos mais tarde era construída uma escola com três salas separadas.

Gentílico: laranjense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Laranja da Terra, pela lei estadual nº 1012, de 30-10-1915, subordinado ao município de Afonso Cláudio.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Laranja da Terra figura no município de Afonso Cláudio.

Assim permanecendo em divisão territoriais datada de 31-12-1936 e 31-12-1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito figura no município de Afonso Cláudio.

Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o distrito de Laranja da Terra permanece no município de Afonso Cláudio.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1983 (suplemento).

Elevado à categoria de município com a denominação de Laranja da Terra, pela lei estadual nº 4068, de 06-05-1988, desmembrado de Afonso Cláudio. Sede no antigo distrito de Laranja da Terra. Constituído de 3 distritos: Laranja da Terra, Sobreiro e Joatuba. Desmembrado de Afonso Cláudio. Instalado em 01-01-1989.

Em divissão territorial datada de 1-06-1995, o município é constituído de 3 distritos: Laranja da Terra, Joatuba e Sobreiro.

Pela lei municipal nº 256, de 29-12-1998, é criado o distrito de São Luiz de Miranda e anexado ao município de Laranja da Terra.

Em divisão territorial datada de 15-07-1999, o município é constituído de 4 distritos: Laranja da Terra, Joatuba, São Luiz de Miranda e Sobreiro.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte: IBGE

Código do Município

3203163

Gentílico

laranjense

Prefeito

JOSAFÁ STORCH

População
População estimada [2018]10.961 pessoas  
População no último censo [2010]10.826 pessoas  
Densidade demográfica [2010]23,62 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]835 pessoas  
População ocupada [2016]7,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]45,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]-  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.231 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]305 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]116 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]30 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]15 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]11.655,36 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]90,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,656  
Total de receitas realizadas [2017]31.474,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]27.743,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,6 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]8 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]458,370 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]50,3 %  
Arborização de vias públicas [2010]79,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]12,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  11. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  16. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  17. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  18. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  19. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  21. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  22. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  23. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  24. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  25. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  26. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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