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Alto Rio Novo - Espírito Santo



Alto Rio Novo faz parte do estado do Espírito Santo. A população avaliada em 2004 era de 6.695 habitantes.

O povoado de Alto Rio Novo teve início em abril de 1921 após ser povoado por uma expedição de aventureiros em busca de novas fronteiras. A expedição que era liderada por José Marques da Silva e José Ludjério da Silva seguiu a nascente do Rio Bananal e após subir pela Serra da Cangalha no Alto Beija-Flor encontrou um rio chamando-o de Rio Novo. Ali os aventureiros se instalaram com suas famílias e o povoado ganhou o nome de Alto Rio Novo.

Esses primeiros moradores plantaram milho, feijão e arroz. O plantio de café começou em 1925 e até hoje é o principal produto do município. Entretanto, no início dos anos 90, os baixos preços do produto afugentaram muitos moradores, que venderam suas terras e migraram para Estados como Rondônia, Pará e Mato Grosso. O plantio de café continua, mas divide espaço com outras culturas, como arroz, feijão, milho, eucalipto e banana.

História da cidade de Alto Rio Novo

A história do município de Alto Rio Novo teve início por volta de 1918, com uma expedição vinda de Aimorés (MG) que, desbravando matas em busca de terras cultiváveis e riquezas naturais, encontram um córrego e, seguindo-o, encontram um rio que passava no local onde foi criado o Patrimônio de São José de Alto Rio Novo, posteriormente Alto Rio Novo.

Após 1918 começaram a chegar novas famílias, formando, assim, uma pequena localidade que se tornou vila em 1926.

Os primeiros homens que penetraram e se fixaram nessa terra foram: José Ludgero da Silva, Vicente Buchú, Antônio Martins Vasconcelos, Família Eler (1923), Hibinário de Faria (1928), Manoel Lourenço Maforte (1929), José Silverol (1945), e família Bruno.

A primeira vendinha de Alto Rio Novo foi aberta pelo senhor Antônio Gusmão com o objetivo de suprir as necessidades básicas dos primeiros moradores.

Para facilitar o transporte, os desbravadores abriram estreitíssimas estradas denominadas picadas. A primeira ligava Alto Rio Novo à Resplendor (MG) - partia de Alto Rio Novo, virava a Serra da Cangalha, descia o córrego das Palmeiras até chegar, finalmente, às margens do Rio Doce nas proximidades de Aimorés (MG) que, subindo as margens, chegava em Resplendor. Durante as viagens, as dificuldades encontradas foram muitas, principalmente em relação à alimentação, que na falta tentavam suprir de alguma maneira. Quando faltava o sal, eles queimavam a folha da bejaúba e dela retiravam o salitro para salgar a comida; na falta do doce para o café, tiravam o mel de uma abelha chamada tiruirim, e na falta de querosene, usavam pequenos pedaços de cabiúna, mamona e algodão para servir de laparina.

Em 1940, João Felipe Fernandes, um comerciante, comprou uma fazenda e, dispondo de um gerador, cedeu energia para a vila que ganhou com isso grande impulso. Um grande avanço ocorreu em 1944, com a abertura da estrada para Pancas. A estrada era, inicialmente, bastante estreita tendo capacidade apenas para o tráfego de animais. Havia ligações viárias com Aimorés (MG) e Santa Luzia de Pancas. O aumento das produções nas fazendas e o desenvolvimento econômico de regiõeo vizinhas criaram condições para a abertura de novas estradas, tornando-se mais intensa a relação comercial entre Alto Rio Novo e outras cidades. As estradas que ligavam Alto Rio Novo à Santa Luzia e Pancas foram feitas com enxadão. Em 1945, o café começa a ser comercializado indo para Conselheiro Pena (MG), Resplendor (MG) e Pancas (ES). O transporte era de feito através de tropas de burros. Em 1962/63, com a Política Nacional de Erradicação, muitas fazendas que sobreviviam à base da produção de café substituíram os cafezais por áreas de pastagens, ou foram desativadas. No início da década de 70 com incentivo do Governo Federal, a cafeicultura reaparece, retomando seu lugar de principal atividade econômica.

Gentílico: alto-rio-novense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Alto Rio Novo, pelo decreto-lei estadual nº 9941, de 11-11-1938. Desmembrado do distrito de Santa Luzia, subordinado ao município de Colatina.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o distrito de Alto Rio Novo figura no município de Colatina.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Alto Rio Novo figura no município de Colatina.

Pela lei nº 777, de 29-12-1953, transfere o distrito de Alto Rio Novo do município de Colatina. Para o novo município de Pancas.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal, Acórdão de 04-10-1955, foi anulado o ato de criação do município de Pancas, voltando o distrito de Alto Rio Novo à categoria de distrito e a pertencer ao município de Colatina.

Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o distrito de Alto Rio Novo permanece no município de Colatina.

Pela lei estadual nº 1837, de 21-02-1963, desmembra do município de Colatina o distrito de Alto Rio Novo. Para formar o novo município de Pancas.

Em divisão territorial datada de 31-12-1963, o distrito de Alto Rio Novo figura no município de Pancas.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-I-1979.

Elevado à categoria de município com a denominação de Alto Rio Novo, pela lei 4071, de 11-05-1988, desmembrado de Pancas. Sede no antigo distrito. Constituído de 2 distritos: Alto Rio Novo e Palmerino. Desmembrado de Pancas. Instalado em 01-01-1989.

Pela lei municipal nº 065, de 06-12-1991, é criado o distrito de Monte Carmelo do Rio Novo e anexado ao município de Alto Rio Novo.

Em divisão territorial datada de 1-06-1995, o município constituído de 3 distritos: Alto Rio Novo, Palmerino e Monte Carmelo do Rio Novo.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003.

Transferência distrital

Pela lei nº 777, de 29-12-1953, transfere o distrito de Alto Rio Novo de município de Colatina para o de Pancas. Pelo Acordão do Supremo Tribunal Federal, de 04-10-1995, transfere o distrito de Alto Rio Novo do município de Pancas para o de Colatina. Pela lei estadual nº 1837, de 21-02-1963, transfere o distrito de Alto Rio Novo do município de Colatina para o município de Pancas.

Fonte: IBGE

Código do Município

3200359

Gentílico

alto-rio-novense

Prefeito

LUIZ AMÉRICO BOREL

População
População estimada [2018]7.798 pessoas  
População no último censo [2010]7.317 pessoas  
Densidade demográfica [2010]32,14 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]819 pessoas  
População ocupada [2016]10,3 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]39,3 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,3 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,6  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.179 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]241 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]66 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]21 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]9 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]10.709,54 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92,6 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,664  
Total de receitas realizadas [2017]26.259,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]21.927,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]- óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,5 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]5 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]227,617 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]57,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]61,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]7,6 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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