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Pacajus - Ceará



Pacajus faz parte do estado do Ceará. A distância para Fortaleza é de 51,1km. A via de acesso para a capital é a BR-116. Encontra-se na Região Metropolitana de Fortaleza

O topônimo Pacajus tem origem na tribos Tapuia dos Jaracu, ou Paiacu, que habitavam a região. Sua denominação original era Guarani, depois Missão dos Paiacu, Monte-Mor, Monte-Mor-o-velho, Guarani e, desde 1943, Pacajus.

A região entre às margens do rio Choró e rio Acarape era habitada por índios como os Jenipapo, Kanyndé, Choró e Quesito.

História da cidade de Pacajus Ceará - CE

Os paiacus, índios guerreiros que habitavam a região compreendida entre o rio Açu, serra do Apodi e baixo Jaguaribe, trazendo em sobressalto os conquistadores brancos, foram aldeados, depois de muita lutas, em uma légua de terra nas margens do rio Choró, que lhes foi demarcada pelo desembargador Soares Reimão, em 1707.

A Missão veio a ser chamada Aldeia dos Paiacus ou dos Pacajus, e, posteriormente, Montemor-o-Velho.

Os paicus foram transferidos, por determinação do Marquês de Pombal, para Portalegre, vila do Rio Grande do Norte, em fins de dezembro de 1762; nela não se aclimatando, quase todos os índios a abandonaram, fugindo para a antiga aldeia e proximidades. Em 1765, foram os paiacus novamente aldeados na vila de Monte-o-Novo (Baturité), segundo instrução do Governador Borges da Fonseca.

As terras, onde já haviam construído capela de taipa e algumas casas, foram arremetadas pelo capitão-mor João Antas Ribeiro, morador em Cascavel, por autorização do Ouvidor-Geral Vitorino Soares Barbosa, em 9 de maio de 1763. Adquiriu-as, dois dias após, o padre José de Sousa, também do Cascavel, constituindo administradores do sítio Monte-mor-o-Velho o sargento-mor Jerônimo de Antas Ribeiro e o padre José de Sousa.

Ao tempo dos paiacus o núcleo constituía uma vigararia dependente da freguesia do Aquiraz. A lei nº 32, de 27 de agosto de 1836, extinguiu a freguesia, criada em data anterior, sobordinando o seu território à do Aquiraz.

Gentílico: pacajuense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de vila com a denominação de Guarani, pelo decreto estadual nº 63, de 0909-1890, desmembrado de Aquiraz. Sede no núcleo de Monte Mor. Instalado em 29-10-1890.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituído do distrito sede.

Nos quadros de apuração do Recenseamento Geral de I-IX-1920, o município aparece constituído de 6 distritos: Guarani, Lagoa das Pedras, Carnaubal, Aningas, Mundo Novo e Mangabeira.

Pela lei nº 1704, de 09-10-1920, é extinta o município, sendo seu território anexado ao município de Aquiraz.

Elevado novamente à categoria de município com a mesma denominação, pela lei nº 2604, de 26-09-1928.

Extinto novamente pelo decreto estadual nº 193, de 20-05-1931, sendo seu território anexado ao município de Pacatuba, como simples distrito.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Guarani é distrito de Pacatuba.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Guarani, pelo decreto estdual nº 1591, de 23-05-1935, desmembrado de Pacatuba, Aquiral e Redenção. Sede no antigo distrito de Guarani. Constituído de 4 distritos: Guarani, Currais Velhos, ambos desmembrados de Pacatuba, Lagoa das Pedras desmembrado de Redenção e Olho D`água do município de Aquiraz.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 4distritos: Guarani, Currais Velhos, Lagoa das Pedras e Olho D`água.

Pelo decreto-lei estadual nº 448, de 20-12-1938, o distrito de Currais Velhos passou adenominar-se Chorozinho, Lagoa das Pedras a denominar-se Itaipaba e Olho D`água a denominar-se Horizonte.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4distritos: Chorozinho ex-Currais Velhos, Itaipaba ex-Lagoa das Pedras e Horizonte ex-Olho D`água.

Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943, o município de Guarani passou a denominar-se Pacajús.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Pacajús ex-Guarani, Chorozinho, Horizonte e Itaipaba.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 6436, de 17-07-1963, desmembra do município de Pacajús o distrito de Chorozinho. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 6798, de 21-11-1963, desmembra do município de Pacajús o distrito de Horizonte. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 6946, de 19-12-1963, desmembra do município de Pacajús o distrito de Itaipaba. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei estadual nº 8339, de 14-12-1965, são extintos os município de Chorozinho, Horizonte e Itaipaba. Sendo seu território anexado ao município de Pacajús, como simples distrito.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-VIII-1988.

Pela lei estadual nº 11305, de 13-03-1987, desmembra do município de Pacajús o distrito de Chorozinho. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 11300, de 06-03-1987, retificado pelas lei estaduais nºs 11321, de 22-051987 e 11451, de 1988, desmembra do município de Pacajús o distrito de Horizonte. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 17-I-1991, o município é constituído de 2 distritos: Pacajús e Itaipaba.

Pela lei municipal nº 044, de 11-11-1992, é criado o distrito de Pascoal e anexado ao município de Pacajús.

Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído de 3 distritos: Pacajús e Itaipaba e Pascoal.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alterações toponímicas municipais

Guarani para Pacajús alterado, pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943.

Fonte: IBGE

Código do Município

2309607

Gentílico

pacajuense

Prefeito

FLANKY JOSÉ AMARAL CHAVES

População
População estimada [2018]71.193 pessoas  
População no último censo [2010]61.838 pessoas  
Densidade demográfica [2010]243,00 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]7.855 pessoas  
População ocupada [2016]11,2 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]42,9 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,7  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4  
Matrículas no ensino fundamental [2017]10.431 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]2.827 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]389 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]129 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]49 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]5 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]14.375,34 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]85,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,659  
Total de receitas realizadas [2017]130.640,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]115.063,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]20,62 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]18 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]254,636 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]6,8 %  
Arborização de vias públicas [2010]80,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]0 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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