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Jaguaretama - Ceará



Jaguaretama faz parte do estado do Ceará.

O nome da localidade já foi Riacho do Sangue, Riachuelo e Frade. A palavra jaguaretama é uma composição artificial, donde yaguar = onça; e retama = a terra natal, a pátria, pretendendo significar lugar ou região de jaguar ou onça, em tupi.

Antes Riacho do Sangue, também já chamado de Riacho das Pedras, pertencia a Jaguaribe, criado pela Resolução do Conselho Provincial, de 6 de maio de 1833. Depois transferido para o núcleo Cachoeira, hoje Solonópole, através da Lei nº 518 de 1º de agosto de 1850. Finalmente, Riacho do Sangue foi transferido para o núcleo de Jaguaribe, sob a Lei nº 1121, de 8 de novembro de 1864. Desmembrado de Jaguaribe pela Lei nº 1567, de 9 de setembro de 1873, o Município Riacho do Sangue foi restaurado pela Lei nº 1822, de 1º setembro de 1879.

História da cidade de Jaguaretama Ceará - CE

Palco de sangrenta luta fraticida o riacho das Pedras, tinto de sangue, passou a se chamar riacho das Pedras, tinto de sangue, passou a se chamar Riacho do Sangue.

Desde 1784 já era sede da freguesia de Nossa Sra. da Conceição, criada por Provisão de 6 abril com território desmembrado do Curato de Icó. A Resolução Provincial de 6 de maio de 1833 elevou aquela povoação, primeira sede do atual município de Jaguaribe, à categoria de Vila.

O município foi criado pela lei nº 1179 de 29 de agosto de 1865 com sede no núcleo Riacho do Sangue, então reerguido em vila com o nome de Riachuelo. Extinto por vários Decretos, finalmente pelo decreto nº 488 de 20 de dezembro de 1938, a vila do Riacho do Sangue passou a denominar-se Frade, sendo elevada à categoria de cidade.

A crônica popular registra que rico fazendeiro, prestigiado em toda zona, por razões desconhecidas, resolveu abandonar a vida do campo e internar-se num Claustro para ser frade. Daí chamarem o lugar como sítio do Frade. Em 1956, o topônimo Frade cedeu lugar ao de Jaguaretama pela lei nº 3.155 de 8 de maio.

Origem do Topônimo: Jaguaretama é composição artificial, pretendendo significar lugar ou região de Jaguar ou Onça.

Gentílico: jaguaretamense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Riacho de Sangue, por provisão de 06-04-1784.

Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Riacho de Sangue, pela resolução de 06-05-1833, desmembrado de Curato de Icó. Sede no núcleo de Riacho de Sangue. Instalado em 01-01-1997.

Pela lei nº 518, de 01-08-1850, transfere a sede do núcleo de Riacho de Sangue para o núcleo de Cachoeira.

Elevado à categoria de município com a denominação de Riachuelo, pela lei provincial nº 1179, de 29-08-1865. Sede no núcleo de Riacho de Sangue.

Pela lei municipal nº 1567, de 09-09-1873, é extinto o município, sendo seu território anexado ao município de Cachoeira, como simples distrito.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Riacho de Sangue, pela provincial nº 1822, de 01-09-1879, desmembrado de Cachoeira.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 2 distritos: Riacho Sangue e Santa Rosa.

Pela lei nº 1794, de 09-10-1920, o município é extinto novamente, sendo seu território anexado ao município de Jaguaribe-Mirim, como simples distrito.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Riacho de Sangue, pela provincial nº 2392, de 08-09-1926, desmembrado de Jaguaribe-Mirim.

Pelo decreto estadual nº 193, de 20-05-1931, o município é extinto, sendo seu território anexado ao município de Jaguaribe-Mirim, como simples distrito.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, Riacho de Sangue figura com distrito de Jaguaribe-Mirim.

Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Riacho de Sangue, pelo decreto estadual nº 1540, de 03-05-1935, desmembrado de Jaguaribe-Mirim. Sede no antigo distrito de Riacho de Sangue. Constituído do distrito sede.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 4 distritos: Riacho de Sangue, Poço Comprido, Santa Rosa e Torrões.

Pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1938, o município de Riacho de Sangue passou a denominar-se Frade. Sob a mesmo decreto acima citado é extinto o distrito de Torrões, sendo seu terrritório anexado aos distritos de Frade e Poço Comprido, ambos do mesmo município de Frade.

No quadro fixado para viagorar no período de 1939-1943, o município já denominado Frade é constituído de 3 distritos: Frade, Poço Comprido e Santa Rosa.

Pelo decreto estadual nº 1114, de 30-12-1943, o distrito de Poço Comprido passou denominar-se Upabussu e o distrito de Santa Rosa a denominar-se Jaguaribara.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município já denominado Frade é constituído de 3 distritos: Frade, Juaguaribara e x-Santa Rosa e Upabussu ex-Poço Comprido.

Pela lei estadual nº 1153, de 22-11-1951, o distrito de Upabussu voltou a denominar-se Poço Comprido.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é consituído de 3 distritos: Frade, Poço Comprido ex-Upabussu e Jaguaribara.

Pela lei estadual nº 3155, de 08-05-1956, o município de Frade passou a deominar-se Jaguaretama.

Pela lei estadual nº 3550, de 09-03-1957, desmembra do município de Jaguaretama ex-Frade o distrito de Jaguaribara e Poço Comprido. Para formar o novo município de Jaguaribara.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Alterações toponímicas municipais

Riacho de Sangue para Frade alterado, pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1943. Frade para Jaguaretama alterado, pela lei estadual nº 3155, de 08-05-1956.

Fonte: IBGE

Código do Município

2306702

Gentílico

jaguaretamense

Prefeito

FRANCISCO GLAIRTON RABELO CUNHA

População
População estimada [2018]18.102 pessoas  
População no último censo [2010]17.863 pessoas  
Densidade demográfica [2010]10,15 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.264 pessoas  
População ocupada [2016]7,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]56,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5,8  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4,6  
Matrículas no ensino fundamental [2017]2.119 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]684 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]145 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]31 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]13 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]2 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]7.896,49 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92,5 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,612  
Total de receitas realizadas [2017]49.202,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]35.977,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]11,49 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,7 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.759,401 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]5,9 %  
Arborização de vias públicas [2010]94,9 %  
Urbanização de vias públicas [2010]17,1 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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