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Ibiapina - Ceará



Ibiapina é um município do estado do Ceará, no Brasil. Encontra-se na Serra da Ibiapaba. A população avaliada em 2010 era de 23 810 habitantes.

O topônimo "Ibiapina" vem do tupi e significa "terra pelada", através da junção dos termos yby ("terra") e apin ("rapado, pelado").

Sua denominação original era São Pedro, depois São Pedro da Baepina ou Baiapina, São Pedro de Ibiapina e, desde 1938, Ibiapina.

História da cidade de Ibiapina Ceará - CE

O território que compõe o município de Ibiapina foi primitivamente notável reduto e aldeia do Chefe Diabo Grande, chefe da poderosa nação Tabajara, cujos domínios se estendiam no cimo da Serra Grande. Pertencia à Capitania do Piauí, passando, em 1741, à jurisdição do Ceará.

Fatos de suma importância se desenrolaram no território de Ibiapina; Pero Coelho de Souza, português de nobre família, filho dos Açores, em 1603 veio para as terras do Ceará Grande e, não resistindo à tentação de subir à Serra da Ibiapaba, conhecida como a terra da Promissão, veio ter à Ibiapina, passando pela Aldeia de Irapuan (provavelmente Viçosa).

Toda a Serra de Ibiapaba era dominada por dois poderosos e temíveis chefes indígenas: Diabo Grande e Mel Redondo.

Vários combates foram travados e, nos primeiros se sobressaía a figura de Martins Soares Moreno. Pero Coelho, tendo em vista a conquista do alto da serra combateu ferrenhamente contra Diabo Grande, cuja aldeia estava localizada no local onde hoje se ergue a cidade de Ibiapina. Pero Coelho foi quem primeiro dominou a Ibiapaba.

Após Pero Coelho, outra missão se segue. Partindo de Pernambuco os padres Luiz Figueira e Francisco Pinto foram para a Serra da Ibiapaba onde tiveram o primeiro contato com Irapuan de onde seguiram para a Aldeia de Diabo Grande, tendo-lhes servido de guia Diabo Ligeiro. Os dois missionários conseguiram dominar os silvícolas, erguer capela, fundar escola e pacificar os mais exaltados.

A Missão Jesuítica foi o ponto de partida para a fundação da futura vila de Ibiapina, que apesar das lutas constantes, extinguindo-se e renascendo, consolidou-se o domínio e a pacificação dos nativos, resultando na definitiva edificação do arruado de 1820.

Em 1833 a povoação de São Pedro de Ibiapina foi transformada em distrito de Paz.

Gentílico: ibiapinense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de São Pedro de Ibiapina, por ato provincial de 18-03-1842, subordinado ao município de São Benedito.

Elevado à categoria de vila com a denominação de São Pedro de Ibiapina, pela lei provincial nº 1773, de 23-11-1878, desmembrado de São Benedito. Sede no núcleo de São Pedro de Ibiapina. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-07-1879.

Pela lei municipal nº 10, de 03-08-1893, e por lei estadual de 22-08-1893, são criados os distritos de Araticum, Jacaré e Mucambo, com terras desmembradas do município de Ubajara e anexados a vila de São Pedro de Ibiapina.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída de 4 distritos: São Pedro de Ibiapina, Araticum, Jacaré e Mucambo.

Pela lei estadual nº 1279, de 24-08-1915, desmembra do município de Ibiapina os distritos de Jacaré e Araticum, sendo seus territórios anexados ao município de Ubajara.

Pelo decreto estadual nº 193, de 20-05-1931, é extinta a vila de São Pedro de Ibiapina, sendo seu território anexado ao município de São Benedito.

Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de São Pedro de Ibiapina, pelo decreto nº 1156, de 04-12-1933.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, a vila é constituída de 2 distritos: Ibiapina e Mucambo.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Ibiapina, pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1938. Sob o mesmo decreto é criado o distrito de Gameleira e anexado ao município de Ibiapina ex-São Pedro de Ibiapina.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Ibiapina, Gameleira e Mucambo.

Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943, o distrito de Gameleira passou a denominar-se Murereíba

Em divisão territorial datada de 1-07-1950, o município é constituído de 3 distritos: Ibiapina, Mucambo e Murereíba.

Pela lei estadual nº 1153, de 22-11-1951, o distrito de Murereíba passou a denominar-se Santo Antônio da Pindoba.

Pela lei estadual nº 2160, de 12-12-1953, desmembra do município de Ibiapina o distrito de Mucambo. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o município é constituído de 2 distritos: Ibiapina e Santo Antônio da Píndoba ex-Murereíba.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 17-I-1991.

Pela lei municipal nº 42, de 04-09-1991, é criado o distrito de Alto Lindo e anexado ao município de Ibiapina.

Em divisão territorial datada de 1-06-1995, o município é constituído de 3 distritos: Ibiapina, Alto Lindo e Santo Antônio da Pindoba.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2003.

Pela lei nº , de , é criado o distrito de Betânia e anexado ao município de Ibiapina.

Em divisão territorial datada de 2005, o município é constituído de 4 distritos: Ibiapina, Alto Lindo, Betânia e Santo Antônio da Pindoba.

Alteração toponímica municipal

São Pedro de Ibiapina para simplesmente Ibiapina alterado, pelo decreto estadual nº 448, de 20-12-1938.

História Religiosa:

Reza a história que a antiga capela dedicada a São Pedro foi construída em 1607, com a chegada do jesuíta Francisco Pinto e Luís Figueira, mas esta não deixou sinais no local. Com certeza, nova capela foi iniciada em 1875. Com o término da construção da igreja, Ibiapina, no dia 09 de agosto de 1882, é elava a categoria de paróquia, por lei provincial.

Em 24 de agosto de 1942, Monsenhor Melo iniciou a construção da nova matriz, inaugurada a 03 de outubro de 1944, faltando somente a torre. Esta foi iniciada em 1955 e concluída em 1958. A matriz passou por significativas reformas nos anos de 1983 a 1993.

Origem do topônio:

Segundo José de Alencar, no livro "Iracema", nota, é oriundo de ibi, terra e apina, tosquear: - "terra tosqueada". para outros compõe-se de ibi, terra, e apina, limpa, despida de vegetação.

Fonte: IBGE

Código do Município

2305308

Gentílico

ibiapinense

Prefeito

ANTONIO LEANDRO GOMES LINHARES

População
População estimada [2018]24.995 pessoas  
População no último censo [2010]23.808 pessoas  
Densidade demográfica [2010]57,38 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.387 pessoas  
População ocupada [2016]5,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]52,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]98,5 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.2  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.681 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]812 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]209 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]61 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]21 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]3 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]7.745,80 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]95,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.608  
Total de receitas realizadas [2017]51.974,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]46.607,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]24,17 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]15 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]414,938 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]17,4 %  
Arborização de vias públicas [2010]82,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]2 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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