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Santana - Bahia



Santana faz parte do estado da Bahia. Encontra-se a uma latitude 12.9828 sul e a uma longitude 44.0578" oeste, estando a uma altitude de 526 metros. A população avaliada em 2005 era de 25 867 habitantes. Possui uma área de 2006,97 km².a cidade possui um rio, porém não passa na sede do município, e sim num Vilarejo chamado Porto Novo e sua principal fonte de renda é agricultura e pecuária

História da cidade de Santana

Tudo começou quando em 1553, D. João III doou a Garcia D´ávila, protegido por Tomé de Souza, 60 léguas de terra da costa para o sertão baiano; Com a missão de desbravá-la e domesticar os índios, logo ele construiu um castelo e uma torre onde fica em Camaçari em Salvador/Ba, e hoje ainda se vê a torre dos D´ ávila; Dali vigiava os mares e com fogos sinaleiros alertava as autoridades dos perigos, com isto foi ganhando prestigio, confiança e mais terras dos governantes, assim ele foi avançando sertão adentro, conquistando terras, invadindo aldeias indígenas, dizimando índios ou fazendo-os fugirem para o interior, longe da civilização; Enfim os D´ávila foram retalhando os Tupis Guaranis e os Tapuias.

Em 1625 o quarto senhor da torre Francisco Dias D´ávila herdou mais de 10 grandes fazendas com currais de gado. O Imperador sonhava com um caminho que ligasse Pernambuco a Minas Gerais através do sertão baiano, visto que o caminho pelo oceano tornara-se um grande perigo pelos constantes ataques de corsários e piratas assaltando os navios, principalmente os mercantes da costa brasileira; a solução seria o caminho do gado.

Assim os D´ávilas foram conquistando terras e mais terras no sertão baiano seguindo o desejo de Garcia, em forma de leque: Salvador — Monte Santo — Glória — Juazeiro, aí encontrando o rio São Francisco e construindo o portal de entrada para os caminhos do gado, e explorando o rio e suas margens passando por Pilão Arcado, construindo mais um curral em Barra, chegando por fim em Santana, na década de 70, no século XVII, fazendo aqui uma grande fazenda para o descanso do gado. Depois atravessou o rio São Francisco, formando mais um curral em Paratinga, dali seguiu as margens do rio cruzando Carinhanha e chegando em Minas Gerais. Estava feito o caminho do gado.

Entre 1670 e 1700 alguns colonos europeus se espalharam pelo interior da Bahia, principalmente holandeses e italianos, procurando zonas férteis de brejos para o plantio da cana-de-açúcar. Nesta época chegaram em nossa região segundo alguns antigos, mas nada oficial. Também nesta época começaram a surgir palhoças em Barra e depois em Santana. No final do século XVII, com a descoberta do ouro nas Gerais o movimento no caminho do gado intensificou-se com compradores de escravos, muares, viajantes e homens armados todos movidos pela febre do outro, e Santana era passagem obrigatória de Pernambuco a Minas, ou Goiás, Salvador, Minas; e alguns poucos ficaram na região admirados pelas terras férteis pelos brejos e a fartura de peixes.

Nascendo o século XVIII Dom Pedro I incumbiu Dom João de Alencastro, o governador, a instalar povoações no sertão baiano próximo ás margens do São Francisco seguindo o caminho do gado, aproveitando as pequenas aldeias, e pediu ao Senhor da Torre que doasse pedaços de terras para a igreja, pois era necessária a construção de missões

Em Santana, após meados do séc. XVIII teve também suas missões com os franciscanos realizadas onde hoje fica a fazenda missão do senhor Mizael Brandão. Ali havia um grande curral para as doações para o Bom Jesus e onde os franciscanos catequizavam os índios e batizavam brancos e índios após pregação sobre a boa vivência entre eles. Conforme pesquisa no 1º livro de óbitos de Santana foi encontrado mais de 60% dos registros os nomes: Francisco ou Francisca de Jesus, Maria do Espírito Santo, Manoel do Espírito Santo, isso já no inicio do séc. XIX, batizados por franciscanos.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santana dos Brejos, pela lei provincial nº 1018, de 02-05-1868, subordinado ao município de Santa Maria da Vitória

Elevado à categoria de vila com a denominação de Santana dos Brejos, pelo ato de 26-08-1890, desmembrado de Santa Maria da Vitória. Sede na antiga povoação de Santana dos Brejos. Constituído do distrito sede. Instalada em 16-12-1890.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Santana dos Brejos, pela lei estadual nº 410, de 25-04-1901.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei estadual nº 676, de 20-08-1906, é criado o distrito São Gonçalo e anexado ao município de Santana dos Brejos

Pela lei estadual nº 1257, de 25-07-1918, é criado o distrito Porto Novo e anexado ao município de Santana dos Brejos.

Nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920, o município é constituído de 3 distritos: Santana dos Brejos, Porto Novo e São Gonçalo.

Pelos decretos estaduais nºs 7455, de 23-06-1931, e 7479, de 08-07-1931, o município de Santana dos Brejos tomou a denominação simplesmente de Santana .

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Santana (ex-Santana dos Brejos), Porto Novo do Corrente (ex-Porto Novo) e São Gonçalo.

Assim permencendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto estadual nº 11089, de 30-11-1938, os distritos de Porto Novo do Corrente e São Gonçalo passou a chamar-se, respectivamente, Porto Novo e Penamar.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 3 distritos: Santana, Porto Novo (ex-Porto Novo do Corrente) e Penamar (ex-São Gonçalo).

Assim permencendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Pela lei estadual nº 628, de 30-12-1953, é criado o distrito de Ibiguai (ex-povoado de Alagoinhas), com terras desmembradas do distrito de Pôrto Novo e anexado ao município de Santana.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos: Santana, Ibiguaí, Penamar e Porto Novo.

Assim permencendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 1666, de 12-07-1962, desmembra do município de Santana o distrito Penamar. Elevado à categoria de município com a denominação de Serra Dourada.

Pela lei estadual nº 1734, de 19-07-1962, desmembra do município de Santana o distrito Ibiguai. Elevado à categoria de município com a denominação de Canápolis.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 2 distritos: Santana e Porto Novo.

Assim permencendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica municipal

Santana dos Brejos para Santana, alterado pelos decretos estaduais nºs 7455, de 23-06-1931, e 7479, de 08-07-1931.

Fonte: Prefeitura Municipal

Código do Município

2928208

Gentílico

santanense

Prefeito

MARCO AURÉLIO DOS SANTOS CARDOSO

População
População estimada [2018]26.517 pessoas  
População no último censo [2010]24.750 pessoas  
Densidade demográfica [2010]13,60 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,7 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.946 pessoas  
População ocupada [2016]7,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]50,1 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,7  
Matrículas no ensino fundamental [2017]4.242 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.409 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]238 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]63 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]31 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]4 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]7.811,76 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92,7 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,608  
Total de receitas realizadas [2017]54.171,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]54.838,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]15,77 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]2,5 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]6 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.909,352 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]13 %  
Arborização de vias públicas [2010]94,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]1,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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