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Maragogipe - Bahia



Maragogipe ou Maragojipe faz parte do estado da Bahia. A população avaliada em 2004 era de 41.085 habitantes.

Habitavam a região índios da tribo marag-gyp, cuja as primeiras traduções seria "braços invencíveis", posteriormente corrigido para "rio dos mosquitos", devido ao fato de ser localizado numa ampla área de manguezal. Eram inteligentes, guerreiros, dedicando-se ao cultivo do solo, à pesca e à caça. Posteriormente, deslumbrados com a riqueza das matas e com a acessibilidade do sítio a qualquer embarcação, alguns exploradores resolveram fixar residência, dedicando-se a extração de madeiras, plantação de mandioca e de cana-de-açúcar, construção de engenhos e casas de farinha. As terras do atual município estavam inclusas no território da Capitania do Paraguaçu (ou Peroaçu), doada a D. Álvaro da Costa, filho do governador-geral D. Duarte da Costa, por Carta de Doação de 20.11.1565. Durante a guerra de consolidação da independência, Maragogipe foi palco de uma escaramuça entre os portugueses e os brasileiros, liderados por Bento de Araújo Lopes Vilas Boas, com a vitória dos últimos. Como recompensa, Bento foi elevado a Barão de Maragogipe pelo Imperador D. Pedro I. O município foi criado com território desmembrado de Jaguaripe e denominação de Maragogipe por Carta Régia de 17.12.1693 e Portaria de 16.12.1724. A sede foi elevada à categoria de cidade através Lei Provincial de 08.05.1850, com a denominação de Patriótica Cidade de Maragogipe. (Na cidade ainda reside a discussão sobre a grafia correta, se com G ou com J.

Maragogipe é um município do estado da Bahia localizada a cerca de 133km de Salvador. Sua população é estimada em 41.085 habitantes aprox.. O município de Maragogipe é bastante rico no que diz respeito aos recursos naturais, apresentando um ótimo potencial para o desenvolvimento de atividades ligadas ao turismo ecológico, rural e principalmente o turismo náutico, incluindo a pesca desportiva.

História da cidade de Maragogipe

Diz a lenda que a primeira penetração do território do município ocorreu em meados do século XVI, por uma tribo de índios inteligentes, e destemidos guerreiros, que se dedicavam ao cultivo do solo e lançavam mãos também da pesca e da caça para sua subsistência.

Dessa penetração resultou a constituição de uma aldeia, onde se fixaram os silvícolas. Laboriosos e bravos, mas adversos à vida nômade, o que demonstrava certo começo de civilização, cerca de 200 indígenas viviam orgulhosamente cultivando tradições passadas e jamais se deixavam subjugar, pois eram guerreiros denominados "Marag-gyp", que significa "braços invencíveis". Os próprios "Marag-gyp" tinham a vaidade de saber manejar com maestria o arco e a flecha. No exercício do "tarayra", espécie de machado pesado e todo de pau-ferro, não temiam concorrente e eram capazes de decepar de um só golpe a cabeça do inimigo vencido e condenado à morte.

A tradição da tribo dizia que as suas primeiras mulheres foram raptadas pelo chefe Itapecerica numa terra onde as mulheres eram quase brancas, de olhos meio azuis, cabelos bastos e sedosos e de rara formosura. Contavam os mais velhos que essa terra era muito distante do lugar onde agora se encontravam, sendo preciso viajar "três luas" e atravessar muitos rios para poder alcançá-la. Filhas, portanto, de uma raça provavelmente de origem européia, parece haver predominado nas mulheres dessa tribo a voz do sangue e, somente assim, se explicará a felicidade nos casamentos realizados entre eles e os povoadores da terra dos "Marag-gyp", os portugueses, quando das suas excursões pelo Rio Paraguaçu, na exploração das terras marginais, poucos anos após o descobrimento do Brasil.

Deslumbrados com a riqueza das matas e com a acessibilidade do porto a qualquer embarcação de grande ou pequeno calado, alguns exploradores resolveram ali fixar residência, mais ou menos em 1520.

Teve início então, o povoamento pelos portugueses com a extração de madeiras, a plantação de cana-de-açúcar e de mandioca e a construção de engenhos de açúcar e fábricas de farinha.

Gentílico: maragogipano

Formação Administrativa

A povoação ficava localizada em terras da sesmaria de Paraguaçu (ou Paroaçu), doada a D. álvaro da Costa, por seu pai D. Duarte da Costa, 2º Governador-Geral do Brasil, em 16 de Janeiro de 1557, doação essa confirmada por Alvará Régio datado de 12 de março de 1562.

Foi a sesmaria transformada em Capitania pelo Cardeal Regente, D. Henrique, por Carta de 20 de novembro de 1565, confirmada por outra carta datada de 28 de março de 1566. Registrada em Lisboa a 23 de agosto de 1571, durante o reinado de D. Sebastião, Maragogipe ficou sendo então sua principal localidade.

A capitania de Paroaçu ou (Paraguaçu) foi comprada ao seu Donatário, D. José da Costa, pelo Rei de Portugal D. José 1º pela pensão de 640S000, passando a pertencer à Coroa Portuguesa em virtude da Carta do Conselho Ultamarino, datada de 12 de dezembro de 1732, e Provisão Real datada de 17 de junho de 1733.

A capela ali construída e dedicada a São Bartolomeu foi elevada à categoria de freguesia em 1640 pelo Bispo Dom Pedro da Silva Sampaio, por proposta do vice rei Dom jorge de Mascarenhas, Marquês do Montalvão, com a denominação de são Bartolomeu do Maragogipe.

No começo do ano de 1724, quando calamitosa seca devastava a Bahia, o Conde de Sabugosa, na época 4º vice rei, fez uma viagem de inspeção pelo interior do Estado para conhecer suas idades, vilas e freguesias.

Chegando a Maragogipe em fevereiro de 1724, seus habitantes pediram-lhe que a Freguesia do São Bartolomeu do Maragogipe fosse elevada à categoria de Vila, o que ocorreu pela Portaria de 16 de fevereiro de 1724, sendo a Vila instalada pelo Ouvidor Geral Pedro Gonçalves Pereira a 22 do mesmo mês e ano.

Como prova de reconhecimento, os habitantes do maragogipe ofereceram ao Conde de Sabugosa, 2000 alqueires de farinha de primeira qualidade, para o sustento da tropa, dádiva que foi recebida com muito apreço devido à grande escassez existente.

A Vila de Maragogipe recebeu Foros de Cidade pela Lei Provincial nº 389, de 08 de maio de 1850, sendo agraciada com o título de "Patriota Cidade".

Em 1911, o Município possuía 5 distritos: Maragogipe, Nagé, Coqueiros, Caveiras e Santo Antônio de Capanema. No quadro do Recenseamento Geral de 1920, aparece formado pelos Distritos de Maragogipe, Nagé, Coqueiros, Caveira e Capanema.

Na divisão administrativa de 1933, o Município figura formado pelos distritos de Maragogipe, Nagé, Santo Antônio de Capanema, São Roque do Paraguaçu (criado pela Lei Provincial nº 2.179, de 20 de Junho de 1881 e confirmado pelo Decreto Estadual nº 8.311, de 15 de fevereiro de 1933), Caveiras e Coqueiros, este último criado pela Lei Estadual nº 1.922, de 13 de agosto de 1926.

Nas divisões territoriais seguintes continua a mesma composição, ocorrendo apenas em 1938 a modificação do nome do Distrito de Santo Antônio de Capanema para Capanema. Pelo Decreto Estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, o Município é composto dos Distritos de Maragogipe, Capanema, Coqueiros, Guapira (ex-Caveiras), Nagé e São Roque (ex-São Roque do Paraguaçu). Essa mesma formação aparece nos quadros seguintes, notando-se porém, que o Distrito de São Roque aparece com o antigo nome de São Roque do Paraguaçu e o de Capanema teve o nome mudado para Guaí no quadro da divisão territorial de 1944.

Sua composição administrativa de acordo com a Lei nº 628 de 30 de dezembro de 1953, em vigor, é de seis Distritos: Maragogipe, Coqueiros, Guaí, Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu.

Fonte: IBGE

Autor do Histórico: ANTôNIO CARLOS DA S. PEREIRA

Código do Município

2920601

Gentílico

maragogipano

Prefeito

VERA LUCIA MARIA DOS SANTOS

População
População estimada [2018]44.555 pessoas  
População no último censo [2010]42.815 pessoas  
Densidade demográfica [2010]97,27 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]3,5 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.135 pessoas  
População ocupada [2016]4,6 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]54,8 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]96,8 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]3,9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]2,9  
Matrículas no ensino fundamental [2017]5.946 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.418 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]311 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]91 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]65 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]6 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]8.727,02 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]88,3 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,621  
Total de receitas realizadas [2017]80.950,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]77.522,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]18 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,2 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]12 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]438,182 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]38,2 %  
Arborização de vias públicas [2010]49,6 %  
Urbanização de vias públicas [2010]39,4 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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