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Itanhém - Bahia



Itanhém faz parte do estado da Bahia. A população avaliada em 2009 era de 21.154 habitantes.

A região, que era primitivamente habitada pelos índios maxacalís, começou a ser povoada pelos brancos procedentes do estado de Minas Gerais, por volta de 1918, desenvolvendo a criação de gado e a agricultura. Em 1925, o mineiro Simplício Binas fundou a povoação denominada Vila de Água Preta. Com a descoberta de pedras preciosas, o povoamento intensificou-se. Mais tarde vieram pessoas também do sertão baiano e norte capixaba. Em 1930, foi criado o distrito de Nossa Senhora do Itanhém, com este nome por conta do rio Itanhém que corta o município, e subordinado ao município de Alcobaça pelo decreto estadual nº 7129, de 15 de dezembro de 1930. Pelo decreto-lei estadual nº 11089, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Nossa Senhora do Itanhém, passou a denominar-se simplesmente Itanhém. Foi elevado à categoria de município com a denominação de Itanhém, pela lei estadual nº 1031, de 14 de agosto de 1958, desmembrado de Alcobaça. Constituído de três distritos: Itanhém, Batinga e Ibirajá, foram todos desmembrados do município de Alcobaça, tornando-se o distrito de Itanhém a sede do Município (IBGE). A padroeira é Nossa Senhora do Itanhém ou Nossa Senhora D′Ajuda do Itanhém e sua festa ocorre no dia 15 de agosto. O topônimo é um vocábulo tupi que significa "bacia de pedra". O gentílico é itanhense.

História da cidade de Itanhém

Bahia - BA

A região era primitivamente habitada pelos índios machacalis.

O povoamento do território iniciou-se por volta de 1918, por aventureiros procedentes do Estado de Minas Gerais, que se estabeleceram às margem do rio Itanhém, desenvolvendo a criação de gado.

As primeira incursões pelas terras hoje componentes do Município de Itanhém deram-se na faixa fronteiriça com Minas Gerais, entre 1918 e 1924.

Iniciou-se pela ocupação das margens do ribeirão das Umburanas, córrego da Uburaninha, Manoel Antônio, João Resende, água Preta e Rio Itanhém.

Atraídos pelas qualidades das terras, os mineiros vinham seguindo as margens do rio Itanhém, desde suas nascentes em seu Estado natal, regiões onde já se fixavam povoações -bases, como águas Formosas, Machacalis e outras.

A terra muito boa, muita mata, caça, produtos vegetais nativos de colheita fácil por meio de apanha, faziam com que levas e mais levas de aventureiros e exploradores se adentrassem sempre mais pelas áreas nunca dantes pisadas senão pelos selvagens, do qual ainda há, em nossos dias, significativa representação: a tribo dos Machacalis, em reserva a eles destinada pela Funai, na região vizinha, já no Estado de Minas Gerais. Essas levas de exploradores não conheciam fronteiras. As terras, campos de caça exporádica dos silvícolas, como se vê, não eram de ninguém. Portanto, de fácil ocupação, ofereciam oportunidade sem par aos que, habitando os sertões de Minas Gerais, e mesmo Bahia, muitas vezes sem terra própria, enfrentando condições bastante adversas, principalmente nas área onde dominam as secas.

Foi dessas áreas que saíram muitos dos que acorriam para a nova Promissão. Essa gente aqui chegando, via-se maravilhada e assim tomava, como sua, para sempre esta terra. Aqui seria, pois, o teto, construído pelos próprios braços sob intempéries e dificuldades imensas onde seus filhos cresceriam, outros nasceriam, procriariam: era, pois, o lugar procurado, o seu definitivo lugar.

Introduzidas culturas comuns de lavouras temporárias, para subsistência e pequena comercialização, a terra dava de tudo, necessário se fazia apenas plantar, confirmando-se também, em cheio aqui, a famosa previsão de aminha, na melhor de sua aplicação, a autêntica identidade.

Outro fator que trouxe muito aventureiro foi o aparecimento de riquezas minerais. Constatou-se a existência de rica jazida de pedras preciosas: pedra azul (águas marinhas), berilo, principalmente, na região hoje compreendida do Distrito de Ibirajá, na bacia do ribeirão da água Fria.

Itanhém surgiu pela necessidade premente de uma aglomeração, onde os colonos pudessem encontrar para aquisição os gêneros de primeira necessidade qu não produziam nas suas terras, e também encontrar meios de escoamento do que produziam. Foi com essa visão que um dos colonos, Simplicio Binas, mineiro, desbravador, de matas, já estabelecido na região compreendida pelos ribeirões João Resende e água Preta, adquiriu pena gleba na margem esquerda desse ultimo ribeirão, e fez doação da mesma para fundação de uma povoação. Segundo informes do Sr. Vitor F. Guimarães, ex-morador de Itanhém, essa posse foi explorada inicialmente por João do Mato (talvez João de Matos), que a vendeu a Simplicio Binas. As primeiras casas (barracas) originaram-se na atual Rua Medeiros Netoe a povoação tomou por primeira denominação o topônimo de Vila de água Preta.

Em 1925, o mineiro Simplício Binas adquiriu uma gleba na margem esquerda do ribeirão água Preta, onde fundou a povoação denominada Vila de água Preta.

O povoamento intensificou-se com a descoberta de pedras preciosas. Em 1930, criou-se o distrito de Nossa Senhora de Itanhém, subordinado ao município de Alcobaça.

Em 1938, o nome foi simplificado para Itanhém.

O topônimo é um vocábulo tupi que significa - a bacia de pedras -.

Gentílico: itanhense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Itanhém, pelo decreto estadual nº 7129, de 15-12-1930, subordinado ao município de Alcobaça.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Nossa Senhora do Itanhém figura no município de Alcobaça.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 11089, de 30-11-1938, o distrito de Nossa Senhora do Itanhém passou a denominar-se simplesmente Itanhém.

Em divisão territorial datada de I-VII-1950, o distrito de já denominado Itanhém permanece no município de Alcobaça.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1955.

Elevado à categoria de município com a denominação de Itanhém, pela lei estadual nº 1031, de 14.08.1958, o Município foi instalado em 29.04.1959, constituído de 3 (três) Distritos: Itanhém, Batinga e Ibirajá, todos desmembrados do municpio de Alcobaça.

Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município permanece constituído de 3 distritos: Itanhém, Batinga e Ibirajá.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital

Nossa Senhora do Itanhém para Itanhém, alterado pelo decreto-lei estadual nº 11089, de 30-11-1938.

Fonte: IBGE;Manoel Terencio de Brito

Código do Município

2916005

Gentílico

itanhense

Prefeito

ZULMA PINHEIRO DOS SANTOS VAZ

População
População estimada [2018]19.499 pessoas  
População no último censo [2010]20.216 pessoas  
Densidade demográfica [2010]13,81 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.425 pessoas  
População ocupada [2016]6,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]46,2 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,7 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4.9  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]4.1  
Matrículas no ensino fundamental [2017]2.565 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]797 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]196 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]53 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]25 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]10.668,11 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]95,1 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.637  
Total de receitas realizadas [2017]42.552,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]40.855,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]4,26 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]10,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]15 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]1.394,174 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]66,1 %  
Arborização de vias públicas [2010]80,2 %  
Urbanização de vias públicas [2010]3,9 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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