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Ibirapuã - Bahia



Ibirapuã faz parte do estado da Bahia. A população avaliada em 2009 era de 7.893 habitantes. Na Agricultura (produção expressiva de mandioca). Sua pecuária registra importantes criações bovina, eqüino e muar. Conforme registros na JUCEB, possui 17 indústrias, 124º lugar na posição geral do Estado da Bahia, e 117 estabelecimentos comerciais, 218ª posição dentre os municípios baianos. Seu parque hoteleiro registra 16 leitos. Registro de consumo elétrico residencial (kwh/hab): 110,78 - 113º no ranking dos municípios baianos.Sua temperatura média anual é de 23°C. A cidade também encanta por sua beleza com a Cachoeira Numerada formada pelo rio dos Patos, cuja denominação deve-se a uma data gravada na parte lateral de uma pedra existente no local. A Prefeitura Municipal de Ibirapuã e o Sindicato Rural realizam o festejo popular denominada de Festa dos Vaqueiros constando de provas de tambores e balizas, de rodeios, da apresentação de bandas e trios e da escolha da Rainha dos Vaqueiros.A cidade também é servida pela estrada asfaltada que dá acesso à rodovia BA-290, dando ligação a cidades como Teixeira de Freitas-BA e Medeiros Neto-BA, dentre outras.É formada pelos distritos de Vila Portela, Vila Capixaba, Juazeiro e Sede. O primeiro povoamento onde hoje se ergue Ibirapuã ocorreu na segunda metade do século XIX, quando da construção da ferrovia Bahia-Minas, de tantas lembranças para as comunidades atingidas. o extrativismo vegetal, principalmente da madeira de lei, trouxe colonos alemães e aventureiros das Minas Gerais, aumentando a população do local. Em 1945, a povoação recebia o nome de Bom Jesus, denominação alterada para Ibirapuã (cuja tradução do tupi-guarani, é madeira dura), quando da criação do distrito em 1953. Município criado com território do distrito de Ibirapuã e parte dos territórios dos distritos de Juerana e de Santo Antônio de Barcelona, desmembrados do município de Caravelas, por Lei Estadual de 20.07.1962.

História da cidade de Ibirapua

As primeiras ocupações ou explorações das terras hoje componentes do Município perdem-se no tempo, pois, como se vê, a historia de Caravelas liga-se com os primórdios da do Brasil. E, embora pequena, parte do Município de Ibirapuã apresenta ocupação muito antiga, de séculos.

Contudo, a maior extensão do território tem exploração e ocupação recente, por volta das duas ou três últimas décadas da primeira metade do atual século, embora isso não invalide a possibilidade de passagens esporádicas de exploradores por, pelo menos, a maior parte do território, faixas leste e sul, já por volta da segunda metade do século XIX, pois, já aquela época foi construída uma ferrovia, hoje extinta, Estrada de Ferro Bahia-Minas, saindo de Ponta de Areia, vilarejo vizinho Caravelas, passava, depois de atravessar o Rio Peruípe, tomando rumo paralelo a este, pelo seu braço sul, hoje fronteira sul do Município de Ibirapuã, até suas nascentes, onde aquela ferrovia penetrava em território do Estado de Minas Gerais, em demanda do vale do rio Mucuri, por onde se deslocava até Araçuaí.

Por essa via, é natural que as terras próximas tenham sido visadas ou visitadas, desde então, dada a facilidade de acesso oferecido pela ferrovia, mormente nas margens e vizinhanças do braço sul do rio Peruípe até nascentes.

Por outro lado, a ocupação efetiva de toda extensão veio a ter grande avanço com o extrativismo vegetal, bem mais tarde, ainda em função da ferrovia, em virtude da possibilidade de escoamento de produtos da selva, como a madeira em tora ou mesmo beneficiada. Um grupo de imigrantes alemães se estabelece nas localidade mineiras de Bueno (Nanuque) e Serra dos Aimorés, prósperas aglomerações formadas em torno de estações férreas, poucos quilômetros da fronteira com a Bahia, na região. Aproveitando a ligação da ferrovia com o Atlântico, pois Ponta de Areia era porto marítimo. A madeira saía por via férrea e era exportada através de navios, a partir de Caravelas-Ponta de Areia.

A abundância desse recurso natural levava os exploradores a adentrarem sempre mais pelas matas, sem importar fronteiras, abrindo as primeiras estradas de rodagem e mesmo pedestres, trabalhos executados exclusivamente por braços humanos e com força de atração animal, entrando em cena os famosos ternos de boi.

Essas estradas penetravam no Município por volta de 1945, por duas frentes: uma vinda de Serras dos Aimorés, pelo lado oeste, parou a cerca de 2 km da incipiente aglomeração, que entre outros nomes assumiu o de Ibiratinga; a outra vinha de Argolo, estação férrea no vizinho Município de Mucuri, hoje Nova Viçosa. Teve seu final cerca de 4 km da mesma povoação, pelo lado sul. Encabeçavam estas frentes de exploração, no primeiro caso, Arnô Schaper e no segundo, seu filho Luiz Schaper. Com a extração da madeira, a povoação encontrava meios de subsistir, pois ali os operários acorriam em busca de víveres, roupas, remédios e, até mesmo, à sua maneira, lazer: nos fins de semana, os poucos botequins lotavam e muita cachaça era consumida, não faltando, como sempre nessas circunstâncias ocorre, brigas e richas pessoais advindo daí o primeiro apelido pejorativo dado à Povoação "Pela Jegue", por ter algum indivíduo, após uma briga, lançado água fervente no jumento do vizinho, queimando-o.

O então Povoado de Ibiratinga teve sua origem em terras pertencentes a Manoel José da Costa, que, vindo de Minas Gerais, ali se estabeleceu por volta de 1937, abrindo uma clareira na floresta, no ponto localizado entre a confluência dos córregos Jacupemba e Duas Barras, tributários do Rio do Pato. Adquirindo a posse, Manoel José da Costa tratou de doar os dois córregos ao Bom Jesus, com pretensão de ali estabelecer uma povoação.

Passando por ali, em 1938, o então jovem Carlos Carvalho de Souza, residente em Prado, em demanda de Aimorés, aglomeração formada junto à ultima estação férrea da Bahia-Minas, em território baiano (atual Vila de Ibiranhém, pertencente ao Município de Mucuri), em contato com Manoel José da Costa, tomou conhecimento da doação da terra ao Santo. Anos depois, já em 1945, voltou ao local e, aproveitando da simplicidade do campônio, Carlos C. Souza, já então titular do Cartório de Paz de Aimorés, aborda Manoel José da Costa, dizendo-se enviado do Bom Jesus com a incumbência especial de instalar a aglomeração de que seria padroeiro. Manoel José da Cosa, com muito entusiasmo concorda plenamente, e assim, acercando-se dos posseiros já radicados nas adjacências: Antonio Muniz da Silva, Alexandrino Lopes, Manoel Lapa, José (Juca) de Claudio, José Barbosa (Zé Baio), Nelson do Bu, Pedro Cesarino e do botequineiro Hermenegildo Rodrigues da Silva, Carlos Carvalho de Souza, em concentração popular, promovendo mutirão, lança a pedra fundamental, iniciando a Povoação em nome do Santo protetor.

Gentílico:

Formação Administrativa

A Aglomeração desenvolveu-se e, por volta de 1952/1953, a Prefeitura de Caravelas completou as estradas, ligando-as à Povoação.

Pela Lei Estadual nº 628, de dezembro de 1953 criou-se o Distrito, já com topônimo de Ibirapuã, sendo o mesmo instalado em 31/03/1955.

Com a emancipação através da Lei Estadual de nº 1.738, de 20/07/1962, desmembrado do município de Caravelas, seu topônimo foi mantido.

Fonte: Manoel Terencio de Brito

Autor do Histórico: JOSé ESTEVES RIBEIRO NETO

Código do Município

2912806

Gentílico

ibirapuense

Prefeito

CALIXTO ANTONIO RIBEIRO

População
População estimada [2018]8.581 pessoas  
População no último censo [2010]7.956 pessoas  
Densidade demográfica [2010]10,10 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,6 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]1.328 pessoas  
População ocupada [2016]15,1 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]38,6 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]99,2 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]5.2  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]1.326 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]305 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]77 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]11 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]8 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]23.738,97 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]92,9 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0.614  
Total de receitas realizadas [2017]30.165,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]27.722,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]28,3 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,1 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]7 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]771,109 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]48,7 %  
Arborização de vias públicas [2010]65,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]21,3 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Comentários (1)

  1. Rogério batista de carvalho's avatarRogério batista de carvalho

    Olá pessoal, fiquei muito feliz por ter visto a cidade q minha mãe nasceu e si criou eu Rogério que também já passei muitas vezes na cidade.

    #1 – 11/02/2018 - 22:28

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