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Correntina - Bahia



Correntina faz parte do estado da Bahia. A população avaliada em 2009 era de 32.980 habitantes.

O Município de Correntina começou a surgir a partir das expedições dos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso de Almeida, que teriam visitado a região onde hoje se localiza a cidade entre 1700 a 1790. Em 2 de março de 1938, através do Decreto Lei Federal de nº 311 assinado por Getúlio Vargas, autorizando que os Estados fizessem as divisões territoriais, foi que, pelo Decreto Estadual de nº 10724, assinado pelo interventor Federal Landulpho Alves, em 30 de março de 1938, a Vila recebeu o foro de Cidade, sob a batuta do Intendente Major Félix Joaquim de Araújo, porém, somente vieram comemorar em 1 de janeiro de 1939, considerando a demora que havia na comunicação. Banhada pelos Rios Correntina, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos de águas cristalinas, sendo o principal o Rio Correntina, cujo leito corta o Centro da Cidade, onde está a Ilha do Ranchão, de encantos e magia, Cartão Postal da Cidade, bastante visitada durante todo o ano e principalmente no período de carnaval. Logo a 1.200 metros do Centro da Cidade há o arquipélago Sete Ilhas, descrito como tendo uma beleza incomparável! Os outros rios banham quase todos os Povoados do Município, que impressionam pelas suas riquezas hídricas e naturais, como: Cachoeiras, Veredas, Paredões, Morros e Grutas.

A menor temperatura registrada na cidade foi de 6,3°C, no dia 23 de julho de 2006.

História da cidade de Sem precisar data, a tradição nos dá a conhecer que o descobrimento das minas de ouro do rio das éguas, primitivamente chamado Rio Rico, em terras de Correntina, se deu no século XVIII. Em 1791, o padre Anacleto Pereira dos Santos, explorou aqueles sítios, em busca de ouro.

Há esse tempo, as bandeiras que rumavam para as minas goianas e mato-grossenses faziam caminho através da via fluvial do São Francisco e pelo território do atual município de Correntina, que, então, ainda integrava o de Carinhanha.

Uma dessas bandeiras, cujo chefe era o baiano Francisco José Teixeira, estando a cata de ouro e pedras preciosas, chegou até aos depósitos auríferos do rio das éguas e deu início a exploração no ano de 1792.

Dentro em pouco, a notícia da existência do ouro correu terras, fazendo que para lá convergissem muitas pessoas, inclusive vários sertanistas da Bahia.

Surgiu, assim, o primitivo povoado com núcleos de criação para o abastecimento.

Quando já iam adiantados os trabalhos de mineração, o ouvidor de Goiás, supondo estarem essas terras sujeitas à sua jurisdição, consentiu que seus conterrâneos as invadissem. Resultou daí um encontro armado entre os invasores e os primitivos exploradores. Os goianos foram expulsos da região, surgindo, então, conflito de jurisdição entre o ouvidor da Bahia e o de Goiás. Interveio o Conselho Ultramarino, que deu ganho de causa à capitania da Bahia.

Outros mineradores, buscando ouro, vieram explorar o rio Arrojado e o rio Formoso.

Crescendo com o tempo, a povoação, ora denominada Nossa Senhora da Glória do Rio das éguas, em 1806 passou à classe de freguesia com o mesmo nome.

Aos 15 de maio de 1866, a Lei provincial nº 973 criou o município com terras desmembradas do de Carinhanha e elevou à categoria de vila a povoação, dando-lhe o nome de Vila de Nossa Senhora da Glória do Rio das éguas, o designando-a para sede do município recém-criando. A sua instalação ocorreu em 13 de maio de 1867. A Resolução nº 1960, de 08 de junho de 1880, treze anos após a instalação, suprimiu o município, ao mesmo tempo em que transferiu a sede da freguesia e o título de vila para o arraial do Porto de Santa Maria da Vitória, criando o município desse nome.

Em 14 de maio de 1886, a Resolução provincial número 2558, revogou a anterior, de nº 1960, restaurando o município e fazendo voltar a sede para Rio das éguas.

Em 1888, aos 04 de maio, a Resolução provincial número 2579 suprimiu novamente o município. Esta situação perdurou por três anos, até quando o governador Doutor José Gonçalves da Silva, em 05 de maio de 1891, assinou o Ato estadual nº 319, pelo qual o município foi novamente restaurado, com sede no povoado do Rio das éguas e o nome de Correntina.

Aos 30 de março de 1938, a vila de Correntina recebeu foros de cidade, por força do Decreto-lei nº 10724.

Atualmente, o município está constituído por dois distritos, o Sede e o distrito de São Manoel do Norte.

Gentílico dos nascidos no município: Correntinense.

Fonte: IBGE - Enciclopédia dos Municípios Brasileiros

Autor do Histórico: JOSELINO RODRIGUES DE SOUZA

Código do Município

2909307

Gentílico

correntinense

Prefeito

NILSON JOSÉ RODRIGUES

População
População estimada [2018]32.081 pessoas  
População no último censo [2010]31.249 pessoas  
Densidade demográfica [2010]2,62 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]2,4 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]4.341 pessoas  
População ocupada [2016]13,0 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]52,7 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]97,6 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,1  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,5  
Matrículas no ensino fundamental [2017]5.554 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]1.479 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]322 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]78 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]33 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]4 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]33.778,30 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]81 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,603  
Total de receitas realizadas [2017]123.134,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]117.411,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]14,25 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]1,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]13 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]11.492,171 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]16 %  
Arborização de vias públicas [2010]83,1 %  
Urbanização de vias públicas [2010]12,7 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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Comentários (1)

  1. daniel's avatardaniel

    como as estradas da 020 a correntina

    #1 – 25/01/2016 - 12:12

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