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Caravelas - Bahia



Caravelas faz parte do estado da Bahia. Encontra-se a uma latitude 17º43′55" sul e a uma longitude 39º15′57" oeste, estando a uma altitude de 10 metros e é banhado pelo rio de mesmo nome. A população avaliada em 2004 era de 20 733 habitantes.

Possui uma área de 2369,15 km².

Caravelas foi fundada em 1581, sendo o município criado em 1700. Em 11 de Maio de 1823 travou-se aqui um combate entre a marinha portuguesa e as forças brasileiras, durante a guerra da independência. Em 1855 passou à categoria de cidade.

História da cidade de Caravelas

A história de Carvelas começa com própria História do Brasil a qual, em linhas gerais, acampam até o ano de 1574.

Descoberto o Brasil, Portugal enviou expedições exploradoras. A segunda dessas expedições saída do Tejo em 1503, descobriu o arquipelago de Fernando de Noronha, naufragou o navio capitânea da esquadra comandada por Gonçalo Coelho da qual também fazia parte o célebere Américo Vespucci, o "pilôto e marinheiro mais instruído do seu tempo". Dali a frota de explorações, como Américo Vespucci e gonçalo Coelho, rumou para o sul, costeou a terra até a latitude de 18 graus, e entrou justamente, no pôrto de Caravelas, onde fundou uma feitoria, que deixou fortificada com 12 peças de artilharia e 24 homens, retornou em seguida para Lisboa. Caravelas foi, assim, descoberta em 1503 por Américo Vespucci ou Gonçalo Coelho. Durante o tempo em que o Brasil estêve dividido em capitanias hereditárias, o atual município de Caravelas pertence ao Pôrto Seguro, doado a Pero de Campos Tourinho, por Carta régia de 27 de maio de 1534. Segundo ocorreu com várias outras, a captania do Pôrto fracassou, dado o pouco interêsse do seu donatário e sucessores, e pelos incessantes ataques dosindios tupiniquins, que infestavam a região, desde o rio Camamu até o rio Cricaré, - provavelmente o que hoje se denomina Mucuri. Vendia a Dom João Lencastre, Duque de Aveiro, em 10 de agôsto de 1559, a capitania de Pôrto Seguro reverteu à coroa, no reinado de D.José I.

Data daquela época a omissão da História acêrca da feitoria por Vespucci, ou Gonçalo Coelho, em Caravelas, presumindo-se tenha desaparecido em consequência de ataques dos índios. Sob o Govêrno-Geral do Brasil nova fase de colonização se inicia no Litoral, importantes penetrações são promovidas em busca de metais e pedras preciosas. A primeira expedição que se embrenha pelo sertão, parte do Pôrto Seguro, em 1553. Compõem-na portuguêses, mamelucos, "mazambos" e índios tupiniquins, sob a chefia do espanhol Francisco Bruzza Espinoza.

A bandeira Espinoza percorreu o Litoral, desde o Jequitinhonha até São Mateus, no Espírito Santo. Foi este o primeiro bandeirante que chegou a Caravelas. Depois dêle, em 1572, Sebastião Fernandes Tourinho subiu o rio Doce e retrocedeu ao Litoral pelo vale das Caravelas.

Todavia, coube a Antõnio Dias Adôrno, em 1574, - chefe de uma expedição de 150 portuguêses e 400 índios que se internou pelo sertão à procura de ouro e da já famosa serra das Esmeraldas - , a primazia de reencontrar Caravelas, embora não se negue a Espinoza contacto anterior, quando iniciou sua entrada aos sertões brasileiros, pelo rio das Caravelas, secundado por Sebastião Fernandes Tourinho.

Os bandeirantes que chegaram ao rio Caravelas não fundarão povoação. Somente em 1581, diz-se haver um padre francês, - provavelmente um dos missionário vindos com Manuel da Nóbrega -, fundado a aldeia de Caravelas, onde erigiu pequena igreja, sob a invocação de Santo Antônio do Campo dos Coqueiros. A aldeia foi depois abandonada; mas seus habitantes, por ordem de D. Diogo de Menezes, 9.º Governador-Geral do Brasil, tiveram que regressar às suas residências em 1610, e, assim, Caravelas foi novamente povoada, e definitivamente.

Data daí o progresso acentuado que se manifestou, a ponto de ser visada por um ataque holândes em 1636.

Todavia, a partir de 1694, sob a administração do 32.º Governo-Geral do Brasil, D. João Lencastre, encontrou rumo certo do progresso. Em 1700, estando em franco

desenvolvimento, mereceu ser levada à categoria de vila, com o nome de Santo Antônio do Rio das Caravelas, por Ato do governados Lencastre, confirmado em Alvará real no ano seguinte. De 1702 a 1729, a colonização estendeu-se pelos vales dos rios São Mateus, Mucuri, Doce e Peruípe.

Por alvará de 18 de janeiro de 1755, a vila de Santo Antônio do Rio das Caravelas, com jurisdição no território imenso que abrangia os dos atuais municípios de Mucuri e Conceição da Barra, êste no Estado do Espírito Santo, elevou-se à categoria de freguesia eclesiástica.

Decorridos 154 anos de sua elevação à categoria de vila, Caravelas alcançou o título de Constitucional Cidade de Caravelas, pela Lei n.º 521, de 23 de abril de 1855, assinada por João Maurício Wanderley, 1.º Ministro do Império e, mais tarde, Barão de Cotegipe.

O município de Caravelas, a princípio, era constituído de único distrito, que permaneceu nas divisões administrativas do Brasil referentes a 1911 e 1933 e nas divisões territorias de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, como, também, no quadro anexo do Decreto-Lei estadual n.º 10 724, de 30 de março de 1938.

Por força do decreto estadual n.º 11 089, de 30 de novenbro de 1938, o distrito único ficou dividido em dois: o distrito-sede, ou de Caravelas, e o novo distrito de Juerana, que assim permaneceu no quadro de 1943, a que se relaciona o Decreto estadual n.º 12 978, de 1.º de junho de 1944. Idêntica composição é mantida na divisão administrativa para 1949-1953.

Todavia, na divisão territorial de 1954-1958, baixada pela Lei n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, foram criados mais quatro distritos, resultando ficar o município de Caravelas com seis: Caravelas, Ibirapuã, Juerana, Lajedão, Ponta de Areia e Santo Antônio de Barcelona.

Gentílico: caravelense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de vila com a denominação de Caravelas, em 1701.

Distrito criado com a denominação de Caravelas, por alvará de 18-01-1755.

Elevado a condição de cidade e sede municipal, com a denominação de Caravelas, pela lei provincial nº 521, de 23-04-1855.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisões territoriais datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto estadual nº 11089, de 30-11-1938, é criado o distrito de Juerana e anexado ao município de Caravelas.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído 2 distritos: Caravelas e Juerana.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1950.

Pela lei estadual nº 628, de 30-12-1953, são criados os distritos de Ibirapuã, Lajedão, Ponta da Areia e Santo Antônio de Barcelona e anexados ao município de Caravelas.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 6 distritos: Caravelas, Ibirapuã, Juerana, Lajedão, Ponto da Areia e Santo Antônio de Barcelona.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 1723, de 16-07-1962, desmembra de município de Caravelas, o distrito de Lagedão. Elevado a categoria de município.

Pela lei estadual nº 1738, de 20-07-1962, desmembra de município de Caravelas, o distrito de Ibirapuã. Elevado a categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Caravelas, Juerana, Ponto da Areia e Santo Antônio de Barcelona.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Código do Município

2906907

Gentílico

caravelense

Prefeito

SÍLVIO RAMALHO DA SILVA

População
População estimada [2018]21.937 pessoas  
População no último censo [2010]21.414 pessoas  
Densidade demográfica [2010]8,95 hab/km²  
Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]1,8 salários mínimos  
Pessoal ocupado [2016]2.006 pessoas  
População ocupada [2016]8,9 %  
Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo [2010]46 %  
Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]95,4 %  
IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]4,4  
IDEB – Anos finais do ensino fundamental [2015]3,2  
Matrículas no ensino fundamental [2017]3.514 matrículas  
Matrículas no ensino médio [2017]836 matrículas  
Docentes no ensino fundamental [2015]225 docentes  
Docentes no ensino médio [2017]36 docentes  
Número de estabelecimentos de ensino fundamental [2017]21 escolas  
Número de estabelecimentos de ensino médio [2017]1 escolas  
Economia
PIB per capita [2016]17.321,44 R$  
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]86,2 %  
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]0,616  
Total de receitas realizadas [2017]54.986,00 R$ (×1000)  
Total de despesas empenhadas [2017]56.782,00 R$ (×1000)  
Saúde
Mortalidade Infantil [2014]21,01 óbitos por mil nascidos vivos  
Internações por diarreia [2016]0,3 internações por mil habitantes  
Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]16 estabelecimentos  
Território e Ambiente
Área da unidade territorial [2017]2.396,609 km²  
Esgotamento sanitário adequado [2010]24 %  
Arborização de vias públicas [2010]41,5 %  
Urbanização de vias públicas [2010]9,8 %  
Notas & Fontes

Notas:

  1. População ocupada: [pessoal ocupado no município/população total do município] x 100

  2. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: [População residente em domicílios particulares permanentes com rendimento mensal de até 1/2 salário mínimo / População total residente em domicílios particulares permanentes] * 100

  3. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: [população residente no município de 6 a 14 anos de idade matriculada no ensino regular/total de população residente no município de 6 a 14 anos de idade] x 100

  4. Docentes no ensino médio: Os docentes referem-se aos indivíduos que estavam em efetiva regência de classe na data de referência do Censo Escolar., No total do Brasil, os docentes são contados uma única vez, independente se atuam em mais de uma região geográfica, unidade da federação, município ou localização/dependência administrativa., No total da Região Geográfica, os docentes são contados uma única vez em cada região, portanto o total não representa a soma das regiões, das unidades da federação, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total da Unidade da Federação, os docentes são contados uma única vez em cada Unidade da Federação (UF), portanto o total não representa a soma das 27 UFs, dos municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., No total do Município, os docentes são contados uma única vez em cada Município, portanto o total não representa a soma dos 5.570 municípios ou das localizações/dependências administrativas, pois o mesmo docente pode atuar em mais de uma unidade de agregação., Não inclui os docentes de turmas de Atividade Complementar e de Atendimento Educacional Especializado (AEE)., Os docentes são contados somente uma vez em cada localização/dependência administrativa, independente de atuarem em mais de uma delas., Inclui os docentes que atuam no Ensino Médio Propedêutico, Curso Técnico Integrado (Ensino Médio Integrado) e Ensino Médio Normal/Magistério de Ensino Regular e/ou Especial.

  5. Internações por diarreia: [número de internações por diarreia/população residente] x 1000

  6. Esgotamento sanitário adequado: [população total residente nos domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário do tipo rede geral e fossa séptica / População total residente nos domicílios particulares permanentes] x 100

  7. Arborização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com arborização/domicílios urbanos totais] x100

  8. Urbanização de vias públicas: [domicílios urbanos em face de quadra com boca de lobo e pavimentação e meio-fio e calçada/domicílios urbanos totais] x 100


Fontes:

  1. População estimada: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Estimativas da população residente com data de referência 1o de julho de 2018

  2. População no último censo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  3. Densidade demográfica: IBGE, Censo Demográfico 2010, Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2011

  4. Salário médio mensal dos trabalhadores formais: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  5. Pessoal ocupado: IBGE, Cadastro Central de Empresas 2016. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  6. População ocupada: IBGE, Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) 2016 (data de referência: 31/12/2016), IBGE, Estimativa da população 2016 (data de referência: 1/7/2016)

  7. Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo: IBGE, Censo Demográfico 2010

  8. Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade: IBGE, Censo Demográfico 2010

  9. IDEB – Anos iniciais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  10. IDEB – Anos finais do ensino fundamental: MEC/INEP - Censo Escolar 2016

  11. Matrículas no ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  12. Matrículas no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  13. Docentes no ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  14. Número de estabelecimentos de ensino fundamental: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  15. Número de estabelecimentos de ensino médio: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2017

  16. PIB per capita: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA

  17. Percentual das receitas oriundas de fontes externas: Secretaria do Tesouro Nacional (STN) - Balanço do Setor Público Nacional (BSPN) 2015

  18. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM): Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD

  19. Total de receitas realizadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  20. Total de despesas empenhadas: Contas anuais. Receitas orçamentárias realizadas (Anexo I-C) 2017 e Despesas orçamentárias empenhadas (Anexo I-D) 2017. In: Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional, Siconfi: Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro. Brasília, DF, [2018]. Disponível em: https://siconfi.tesouro.gov.br/siconfi/pages/public/consulta_finbra/finbra_list.jsf. Acesso em: set. 2018

  21. Mortalidade Infantil: Ministério da Saúde, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS 2014

  22. Internações por diarreia: Ministério da Saúde, DATASUS - Departamento de Informática do SUS, IBGE, Estimativas de população residente

  23. Estabelecimentos de Saúde SUS: IBGE, Assistência Médica Sanitária 2009

  24. Área da unidade territorial: Área territorial brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018

  25. Esgotamento sanitário adequado: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  26. Arborização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

  27. Urbanização de vias públicas: IBGE, Censo Demográfico 2010

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