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Magé - Rio de Janeiro



Magé é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Encontra-se a 22º39′10" de latitude sul e 43º02′26" de longitude oeste, a uma altitude de cinco metros. Sua população estimada para 2009 foi de 271 440 habitantes.

Quando da chegada dos colonizadores portugueses à região, no século XVI, toda a região ao redor da Baía de Guanabara era ocupada pelos índios tupinambás.

O atual município tem origem no povoado de Majepemirim, fundado em 1566 por colonos portugueses. Possuía um dos principais portos da região, onde muitos navios negreiros descarregavam os escravos. Em 1696, foi criada a freguesia e, em 1789, o conselho com a designação atual. A vila foi elevada a cidade em 1857. Durante a monarquia, foi criado o baronato de Magé em 1810. Este foi elevado a viscondado em 1811.

História da cidade de Magé

Rio de Janeiro - RJ

Em 1565, Simão da Mota, tendo recebido a doação de uma sesmaria. Edificou, sua moradia, localizada no morro da Piedade, a poucos quilômetros do local onde se encontra, presentemente, a sede municipal de Magé, iniciando a exploração das terras que lhe foram doadas. Primitivamente habitadas pelos índios da tribo Timbiras, essas terras foram inicialmente cultivadas por portugueses e inúmeros escravos que Simão da Mota trouxera consigo. Pouco tempo, entretanto, Simão da Mota ali se demorou. Alguns anos depois transferia-se para a localidade denominada Magepe-Mírim, onde se localizou a atual Cidade de Magé.

Por volta de 1643 surgiu, próximo a essa localidade, uma outra, a de Pacobaíba, mais tarde denominada Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba e, finalmente, Guia de Pacobaíba. Essas localidades receberam, respectivamente, a 18 de janeiro de 1696 e a 14 de dezembro de 1755, ao denominação de freguesia, apesar de na primeira delas, a de Magepe-Mirim, a igreja matriz só ter sido dada por concluída em 1747.

Graças aos esforços dos colonizadores, à contribuição do trabalho escravo e, ainda, á fertilidade do seu solo, as localidades gozaram de invejável situação no período colonial. O desenvolvimento da agricultura e a consequente elevação do nível econômico daquela região fizeram com que o governo, em 1789, resolvesse conferir a Magé o a categoria de Vila.

A importância do Município durante o Segundo Império era grande. Para avaliá-la basta observar que em suas terras foi construída a primeira estrada de ferro da América do Sul, inaugurada a 30 de abril de 1854. Esta estrada, que se denominou Mauá e depois Estrada de Ferro Príncipe Grão-Pará, ligava as localidades de Guia de Pacobaíba e Fragoso, numa extensão de 14.500 metros. A primeira máquina empregada na ferrovia, hoje relíquia histórica, foi cognominada "A Baronesa". A primeira estação ferroviária recebeu a denominação de "Mauá", que, em língua indígena, significa "cousa elevada".

Como ocorreu em todas as zonas agrícolas do País, com o advento da Lei áurea, Magé teve uma fase de declínio, sofrendo forte colapso na sua economia, agravada pela insalubridade do clima e pela obstrução paulatina dos rios e canais. Aos poucos, o Município foi recuperando sua economia, superando seus problemas.

Gentílico: mageense

Formação Administrativa

A freguesia criada com a denominação de Magé, por alvará de 18-01-1696, e por decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 06-03-1892.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Magé, por força de Ato de 09-06- 1789, desmembradas dos municípios de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive ilhas do pequeno arquipélago de Paquetá. Constituído do distrito sede. Instalado em 12-06- 1789.

Pelo Alvará de 11-01-1755 e por decretos nºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, foram criados os distritos de Guapimirim e Suruí e anexados a vila de Magé.

Pelo alvará de 12-01-1755 e resolução régia de 25-11-1815, é criado o distrito de Inhomirim, e anexado a vila de Magé.

Pelo alvará de 14-12-1755, e decretos nºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, pe criado o distrito de Guia de Pacobaíba e anexado a vila de Magé.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Magé, por efeito da lei ou decreto provincial n.º 965, de 02-10-1857.

Pelo decreto provincial nº 1125, de 04-02-1859, transfere o distrito Inhomirim para a vila de Estrela.

Pelo decreto estadual nº 241, de 09-05-1891, transfere o distrito de Inhomirim da vila de Estrela para a povoação de Raiz da Serra.

Pelos decretos estaduais nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, é criado o distrito de Santo Aleixo e anexado ao município de Magé.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 6 distritos: Magé, Guapimirim, Guia de Pacobaíba, Inhomirim, Santo Aleixo e Suruí

Assim permanecendo em divisão territorial datada de I-VII-1960.

Pela lei estadual nº 1772, de 21-12-1990, desmembra do município de Magé o distrito de Guapimirim. Elevado a categoria de município.

Em "Síntese" de 31-XII-1994, o município é constituído de 5 distritos: Magé, Guia de Pacobaíba, Inhomirim, Santo Aleixo e Suruí.

Assim permanece em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

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Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2015: 388,496: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 78: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 35.930: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 9.918: matrículas
Número de unidades locais: 3.094: unidades
Pessoal ocupado total: 25.835: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 14.087,75: reais
População residente : 227.322: pessoas
População residente - Homens: 110.576: pessoas
População residente - Mulheres: 116.746: pessoas
População residente alfabetizada: 196.290: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 68.812: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 90.325: pessoas
População residente, religião espírita: 5.079: pessoas
População residente, religião evangélicas: 78.411: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.462,54: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.872,58: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 370,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 452,50: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,709:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Magé: Imagens da cidade e Região

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