Início » Minas Gerais » Olhos-d'Água


Olhos-d'Água - Minas Gerais



Olhos-d′Água faz parte do estado de Minas Gerais. A população avaliada em 2009 era de 5338 habitantes.

A história das origens da Paróquia Sant′Ana de Olhos d’Água é meio complexa, uma vez que está diretamente ligada ao Regime Imperial, chegada e instalação dos Bandeirantes nos terrenos norte-mineiros no findar do século XVII, perpassando o contexto da “Independência” do Brasil e da mudança de províncias imperiais para estados (COSTA, Emília Viotti. Da Monarquia à República: Momentos Decisivos. 6 ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999). Sendo assim, fica indissociável a história da criação da paróquia e as origens do município de Olhos d’Água. Dado à condição de ser pouso dos tropeiros, o apoio dos Bandeirantes, sertanistas e mineradores, o primeiro nome do vilarejo foi Pasto das Éguas. Por volta de 1840, as irmãs portuguesas Carlota de Souza e Maria Eleutéria Carneiro, proprietárias das terras e primeiras habitantes, levadas pela fé e devoção a Senhora Sant’Ana, além de soerguerem suas casas, construiram, com ajuda de escravos, a igreja de Sant′Ana, a qual se tem até os dias atuais, tendo-lhe sido acrescentada anos depois a torre. “O altar, segundo uma antiga moradora, construído por um marceneiro de Bocaiúva, foi doado por uma senhora chamada Maria Margarida para pagar uma promessa e custou 200 mil réis, que foi pago com a venda das cabeças de gado que possuía. O altar todo feito em madeira segue o estilo barroco e permanece até hoje. Conta-se até que os mais velhos das famílias mais tradicionais e devotas eram enterradas sob o chão da igreja, e havia datas iniciais pregadas com tachinhas douradas nas tábuas do assoalho, que desapareceram com o tempo.” (CÉLIA MARIA ALVES e SILENI LOPES OLIVEIRA.Dentre aqueles que foram enterrados sob o assoalho da Igreja Sant’Ana, pode ser citado aqui, datado em outubro de 1895, o Tenente Coronel Agostinho José Vieira de Mattos (Livro de óbito n° 1, folha 55, n°133- cartório de Olhos d’Água), filho do Sr. José Vieira de Mattos, primeiro morador da Comunidade Ribeirão, portanto, irmão do Dr. José Agostinho Vieira de Mattos, médico do Imperador Dom Pedro II. (BENSUASCHI, Marcio. Jornal de Bocaiúva. Ano 26 - n°149. Edição de Julho/2008. Bocaiúva-Norte de Minas/Vale do Jequitinhonha. Pagina 08 .10 paginas. Diretor: Carlos Ferreira Oliveira.) No seguimento da história das proprietárias das terras, tem-se que, não possuindo herdeiros, as irmãs Carlota e Eleutéria doaram todas as terras à Senhora Sant’Ana, padroeira do vilarejo. Dentro de pouco tempo, vieram novas famílias residir no vilarejo, tendo destaque a família Vieira, a família Praes e a família Dias. Mais tarde, pela lei provincial n° 1563 de 21-07-1868 o distrito recebeu o nome de “Sant’Ana de Olhos D’Água”, devido à presença de nascentes de água, que os moradores do local usufruíam conduzindo água até mesmo para os quintais de suas casas. O nome Sant’Ana, sendo assim, teve influência das famílias supracitadas provenientes de Diamantina, de origens relacionadas com os Bandeirantes, que resolveram se instalar na região devido o ciclo da mineração. Por esta mesma lei provincial, o distrito é elevado à Paróquia, esta levando consigo a mesma denominação, portanto, Paróquia Sant’Ana de Olhos d’Água. Isto nos tempos de Dom João Antônio dos Santos, primeiro Bispo da Diocese de Diamantina (1864-1905). , . Pela lei estadual n° 2 de 14-09-1891 o distrito Sant′Ana de Olhos d’Água ficou subordinado ao município de Montes Claros, mas ainda ligado eclesiasticamente a Diocese de Diamantina, uma vez que Montes Claros, até sua elevação a Diocese, em 1910, pertencia também a Diamantina. Pela lei estadual n° 843, de 07-09-1 923, ocorre a alteração toponímica, de Sant′Ana de Olhos d’Água, o distrito tomou a denominação de “Olhos d’Água” e também, por esta lei, houve a transferência do município de Montes Claros para o de Bocaiúva. Com a criação da Diocese de Montes Claros (10-12- 1910), Olhos d’Água passa então a fazer parte desta nova “Igreja Particular” norte - mineira. Emancipada pela lei estadual n°12030, de 21-12-1995 e instalada sede em 01-01-1997, atualmente com 5.338 habitantes, Olhos d’Água ainda faz história por meio de sua vida religiosa devido a doação de consideráveis evangelizadores, em destaque, neste breve histórico, ministros ordenados que por aqui passaram e ainda passam deixando sua contribuição. Dentre eles podem ser citados aqui: Pe. José Carolino de Menezes (1901-1904), Cônego Francisco Moureau (1904 — 1914, 1935), Cônego Maurício Marcello Gaspar (1911), Cônego Clemente Laurens (1914), Pe. Luiz Humberto Becattini (1915-1918), Pe. Octávio Domingos da Silva (1923-1928; 1945- 1947), Pe. Henrique Luici (1929-1930, 1932-1934), Pe. João Moreira (1929), Pe. José Ignácio de Mello (1 931 ), Cônego Agostinho Debrenher (1936-1941), Cônego Pedro Hendriks (1941), Pe. Sérgio Ribeiro dos Santos (1944, 1947- 1950), Cônego Alderico Marneff (1947); Frei Humberto Bristol (1950-1958); Frei Sílvio Hélio Maria Selicani (1951-1953); Pe. José Gabriel de Oliveira (1959-1969); Pe. Geraldo Majela de Castro (1971-1981); Pe. Henrique Ribeiro da Fonseca (1981-1982, 1993-1995); Pe. Sebastião Raimundo de Castro (1982-1987); Pe. Antônio de Oliveira Maia (1987); Pe. José Benone do Nascimento (1987-1993); Pe. Antônio Gonçalves Rocha (1995-2000); Pe. Antônio Brígido de Lima (2000-2003); Pe. Luiz Plácido Almeida (2003-2004); Pe. Ildomar Pereira da Fonseca (2004-2006); Diácono Geraldo Magela Rodrigues Ruas (2005); Pe. Arlindo Arsmar Rockenbach (2006-2008); Pe. José Fernando Ferreira (2007); Pe. Fernando José de Andrade (2009-2010). A Paróquia Sant’Ana de Olhos d’Água, situada no Setor Sul da Arquidiocese de Montes Claros, mantém em sua tradição religiosa duas grandes festas: São Gera Ido e Sebastião, em janeiro; e Divino Espírito Santo e Sant’Ana, em julho. Além da igreja matriz Sant’Ana, a paróquia recebeu como doação oficial neste ano de 2010 a Capela de São Sebastião, onde se encontra uma imagem de São Sebastião construída no final do século XVIII.A Paróquia possui quatorze comunidades atendidas regularmente, sendo elas: Pimenta, Sete Paus, Macaúbas Curral, São Rafael, Três Dias, Água Boa, Quilombo, Ribeirão, Rocinha, Pindaíba, Barra da Ilha, Bom Jardim, Demanda, Barreirinho. Assim, a Paróquia Sant’Ana de Olhos d’Água segue fazendo historia, zelando por sua tradição, lapidando seus trabalhos pastorais e renovando sempre seu ardor missionário.

Deste pequeno distrito, como resposta de Deus a este povo orante, veio, lá das encostas da Comunidade Pimenta, o terceiro bispo de Diamantina Dom Serafim Gomes Jardim, e, portanto, segundo arcebispo - uma vez que Diamantina foi elevada à Província Eclesiástica em 28 de junho de 1917. Este exerceu seu arcebispado nesta arquidiocese aludida de 1934 a 195

Olhos-d´Água

A história de Olhos D´Água tem grande ligação com as histórias dos municípios de Bocaiúva, Montes Claros e Diamantina. Outrora Distrito de Bocaiuva em 1977 se emancipou politicamente, acontecendo as primeiras eleiçãoes municipais.

A Bacia do Rio Jequitinhonha é historicamente relacionada com a sua formação social e econômica, tendo como fato principal o ciclo da mineração que se estendeu do século XVII a IX.

Foram as primeiras entradas baianas de pesquisa mineral, na busca de ouro e diamante, para a Coroa Portuguesa, no século XVI, que atingiram o Norte de Minas. Alguns historiadores afirmam que a primeira expedição a penetrar na região norte-mineira foi a de Espinosa e Navarro. Partindo de Porto Seguro em 13 de julho de 1553, foi se dispersando, deixando componentes em pontos escolhendo as melhores terras, povoando a região, (Fernandes Ribeiro, 1988).

Em 1573, também partindo de Porto seguro, a Bandeira de Sebastião Fernandes Tourinho, atingiu regiãoes do Rio Jequitinhonha e do rio Araçuai.

A segunda entrada para o Norte de Minas foi a grande Bandeira de Fernão Dias Pais, que partiu de São Paulo em 21 de julho de 1674, em busca de esmeraldas e outras pedras preciosas. Nessa bandeira, Matias Cardoso, organizou-se nas margens do Rio São Francisco, instalando grandes fazendas de apoio aos Bandeirantes e para criação de gado. Antônio Gonçalves Figueira, guia da Bandeira de João Amaro, que saiu de São Paulo em 1691, instalou também grandes fazendas na região de Jaíba, Montes Claros e Olhos D´ Água, (Fernandes Ribeiro, 1988).

O escritor André João Antonil (Cultura e Opulência do Brasil, por sua Drogas e Minas, 1711), registra que após a divulgação do achado e ouro em Ouro Preto, por um mulato de Taubaté, é que houve maior deslocamento de mineradores para Minas Gerais, atingindo a região do Sêrro do Frio e o Arrial do Tijuco (atual Diamantina).

Á importante ressaltar que em 1820 o padre naturalista francês Auguste de Saint-Hilare, passou pelo Norte de Minas registrando a presença de várias famílias grandes e tradicionais que povoaram vários pontos do Município.

A região de Olhos D´Água, foi povoada em função destas mesmas atividades mineradoras, pois era o caminho que ligava Montes Claros a Diamantina, que unia os vales do São Francisco e Jequitinhonha.

Na origem de Olhos D´Água, o primeiro nome de do vilarejo foi Pasto das Águas, dado a condição de ser pouso dos tropeiros, o apoio dos Bandeirantes, Sertanistas e mineradores, nas suas andanças.

Mais tarde devido a presença de três nascentes de água, que os moradores do local usufruíam conduzindo água até mesmo para os quintais de suas casas, deu-se o nome de Santana de Olhos D´Água. O nome Santana, teve influência de famílias provenientes de Diamantina e talvez origens relacionadas com os Bandeirantes, que resolveram se instalar. Este construíram, com ajuda de escravos, uma igreja, já sob influência da tradição de Diamantina.

Algumas fazendas como Lages de Diamantina e Ribeirão, tiveram grandes influências no desenvolvimento de Olhos D´Água. A primeira foi ponto, muitas vezes, de recolhimento de família baianas, fugindo da seca.

A Segunda era o refúgio de escravos que os bandeirantes usavam em suas expediçãoes. Muitos descendentes das famílias tradicionais de Olhos D´Água ainda moravam na Fazenda Ribeirão, que hoje é um vilarejo.

O povoado de Olhos D´Água nascia sobre influência de várias famílias tradicionais, dentre elas as famílias Dias, Vieira e Praes, havendo fusãoes como Vieira Dias, etc.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Santana de Olhos dÁgua, pela Lei Provincial n°. 1563, de 21-07-1868, e lei estadual n°. 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Montes Claros.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Santana de Olhos DÁgua, figura no município de Montes Claros.

Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.

Pela Lei Estadual n°. 843, de 07-09-1923, o distrito de Santana de Olhos DÁgua tomou a denominação de Olhos-d`Água e foi transferido do município de Montes Claros para o de Bocaiúva.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Olhos-d`Água, figura no município de Bocaiúva.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1993.

Elevado à categoria de município com a denominação de Olhos-d`Água, pela Lei Estadual n°. 12030, de 21-12-1995, desmembrado de Bocaiúva. Sede no antigo distrito de Olhos d`Água atual Olhos-d`Água. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1997.

Em divisão territorial datada de 2001, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração toponímica distrital

Santana de Olhos DÁgua para Olhos-d`Água, alterado pela Lei Estadual n] 843, de 07-09-1923.

Transferência distrital

Pela Lei Estadual n°. 843, de 07-09-1923, transfere o distrito Olhos-d`Água do município Montes Claros para o de Bocaiúva.

Fonte: www.olhosdaguamg.com.br

Ajude a divulgar a Histórias de sua cidade.

Se você encontrou algum dado incorreto ou acha que pode melhorar essas informações, entre em contato conosco ou envie seu texto para gente.



Síntese das Informações
Área da unidade territorial - 2016: 2.092,078: km²
Estabelecimentos de Saúde SUS: 11: estabelecimentos
Matrícula - Ensino fundamental - 2015: 928: matrículas
Matrícula - Ensino médio - 2015: 245: matrículas
Número de unidades locais: 152: unidades
Pessoal ocupado total: 781: pessoas
PIB per capita a preços correntes - 2014: 11.149,09: reais
População residente : 5.267: pessoas
População residente - Homens: 2.778: pessoas
População residente - Mulheres: 2.489: pessoas
População residente alfabetizada: 3.960: pessoas
População residente que frequentava creche ou escola : 1.808: pessoas
População residente, religião católica apostólica romana: 4.302: pessoas
População residente, religião espírita: 11: pessoas
População residente, religião evangélicas: 847: pessoas
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Rural: 1.314,41: reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio - Urbana: 1.210,55: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Rural: 275,00: reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes - Urbana: 320,00: reais
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010 (IDHM 2010): 0,626:

Fonte:IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Olhos-d'Água: Imagens da cidade e Região

As fotos fornecidas pelo Panoramio estão sobre direitos autorais de seus proprietários.

Você conhece a cidade de Olhos-d'Água? Então deixe seu comentário!


Comentários (0)

Ainda não há comentários, seja o primeiro!

Postar um comentário

     (Opcional)






Compartilhe Esta Página: